O desfile de Elie Saab e “Paris é uma festa”

24/01/2018  •  Por Thereza  •  Fashion Week, Moda

Hoje é um daqueles 2 dias mágicos do ano (da moda) que temos desfile de alta costura do Elie Saab! E se você achava que o estilista estava se afastando de suas raízes, inventando muita moda e tentando “agradar” aos críticos que sempre viam-as-mesmas-coisas, bom, fique feliz! O desfile dessa temporada foi do jeito que a gente gosta! Muito glamour, drama, ousadia e ostentação.

O tema da coleção foi “Paris é uma festa” e só posso dizer uma coisa, que festa! Vestidos que parecem joias, muitas, muuuitas plumas, os bordados, tules e transparências de sempre e toque romântico ousado com super laçarotes, foi um desfile admirável. Separe meus favoritos por temas.

elie-saab-vestidos

Mullets, mas não se assustem, eles são lindos! Esse estilo foi o mais inovador da coleção do libanês e o mais interessante. É um vestido longo atrás, mas curto na frente, é ousado, sexy e super jovem. Gostaria de ver esse estilo em premiações como o Oscar. Entre meus favoritos, os pretos e esse vermelho maravilhoso!

Outro item fortíssimo na coleção: laçarotes! Não um lacinho qualquer, um lação. Acho um pouco coisa do styling do desfile, não sei se seria literalmente traduzido num tapete vermelho da vida, mas remete essa festa e opulência que a coleção sugere.

elie-saab-mullets

E foco nas plumas! Há 1 ano ela voltou com toda a força nas passarelas e, a contar pelo Elie, ela não vai a lugar algum! Bom que mostra que a moda está menos minimal e extravagante. Que na vida real essa moda nos traga brusinhas com pluminas rsrs.

Pra finalizar, fotona pra mostrar meus vestidos favoritos: joia! Parecem joias, uma coisa preciosa, rica, opulenta, vem Oscar! E esse vestido de noiva foi um dos mais bonitos e, ironicamente, reais que vi nos últimos tempos. Parabéns aos envolvidos!

Terminando, como é de costume, com vídeo completo do desfile, porque tudo em movimento é muito mais lindo!

Até a Anna Wintour tá dizendo que a moda tá mudando (e precisa mudar mais)!

10/10/2017  •  Por Thereza  •  Fashion Week, Pense

Ela deveria ser a primeira, mas quando eu digo até, é porque sabemos que muito do padrão vigente geralmente é imposto por revistas de moda, sempre estrelando mulheres magras e brancas e lindas em suas capas/editoriais e tudo encabeçado pela Vogue América e sua editora, Anna Wintour.

Agora quando até Anna, num discreto mea culpa, diz que a moda tem mudado e quem não entrar nesse compasso fica pra trás, é porque o negócio é sério. “A moda tem responsabilidade de estar um passo a frente do seu tempo e não persistir na ideia de retratar as mulheres de uma forma só”, milita Anna rs.

E depois de uma longa temporada de moda, de Nova York a Paris, com milhares de looks e desfiles, a editora gravou um vídeo pro site da Vogue e fez um mini balanço da temporada. Foco no brilho e transparência? Que nada, a análise foi comportamental e de como esse sistema da moda está mudando. See Now Buy Now nem é mais uma questão, mas sim a forma como você leva a informação de moda. Elenquei uns pontos da reflexão da adorável diaba.

PASSARELA DA VIDA

Modelos sérias andando de um lado pra outro num cenário frio e impessoal? Esqueça! Segundo Anna, o que tem chamado a atenção são desfiles apoteóticos, com cenários vida real, seja num jardim, restaurante, cachoeira ou aos pés da Torre Eiffell (sim, estamos falando de Saint Laurent e um dos melhores desfiles da temporada).

Agora as modelos não são só um cabide bonitinho, mas elas demonstram atitude na passarela. E desfilam nesses locais reais, seja pra gerar um clique no Instagram ou pra eternizar na memória de quem assistiu.

A DIVERSIDADE ESTÁ DIVERSIFICANDO

Parece até piada, mas de fato, se 1 ou 2 temporadas atrás, um desfile de moda com uma gorda ou com um casting de mais de 1 negra era raridade (pra você ter ideia, essa é a 1ª vez que a NYFW tem uma temporada com mais de 2 negras nos castings de todos os desfiles, e isso porque NY é mais avançada, imagina em outras cidades), agora isso tem se tornado mais comum. Os corpos tem mudado, as etnias tem se amplificado e, pra você ver, até uma mulher super grávida foi vista desfilando com seu barrigão de 6 ou 7 meses.

Engraçado que se antes a gente exaltava essa meia dúzia de marcas que pensavam um pouco a frente, nessa temporada eu só botei reparo nos desfiles que sequer tentaram uma representatividadezinha. Por exemplo, Nova York é rainha em desfiles  trabalhados na diversidade e também política, já Paris segue nadinha e ainda ignora o momento, uma pena.

No vídeo, também é citado um dos desfiles mais falados do mês, com as uber tops, Cindy, Naomi e cia, todas com seus 40 e poucos, encerrando para Versace. Será que essa nova geração de modelos está tão fraca que eles estão recrutando as da outra geração? Ou um recado da Donatella de que é possível aumentar essa faixa etária da passarela?

SE ATÉ A VOGUE TÁ DIZENDO…

Ainda no tema, encerro com as aspas da temporada, “A diversidade nas passarelas finalmente virou o padrão, não um vislumbre raro da realidade, com modelos (e não-modelos) de cada raça, idade, tipo de corpo e identidade de gênero representada. Com castings menos homogêneos, os shows também seguiram dessa forma, menos previsíveis”, lacra Anna Wintour.

Com isso, dessa vez nosso tradicional report de tendências vai apenas exaltar essa tal de diversidade e transformação na engrenagem da moda que estamos vivendo. Ao longo do ano a gente fala da tendência x ou y, mas agora o que fica é que todo esse papo de representatividade não está só na moda, mas tem se tornado clássico, já era hora! Aguardando como funcionará na prática.

Dior (R)evolution

18/01/2017  •  Por Thereza  •  Fashion Week, Moda

Quando o assunto é  moda + grandes marcas, fala-se muito da Gucci nas últimas temporadas, mas logo ali do lado, em Paris, tá rolando uma “Dior (R)evolution”, afinal, “Todos nós devemos ser feministas”.

dior-maria-grazia

Em outubro, foi dado o início à era Maria Grazia Chiuri na Dior, postamos o desfile aqui e, apesar, de ainda notarmos uma certa lembrança Valentino (ex casa da estilista), a representatividade de uma mulher comandando uma casa tão tradicional como a Dior, falou mais alto e agora reverbera nas revistas, editoriais e, sim, influencia todo mundo de um certo modo.

dior-jennifer-lawrence

A primeira coleção da Maria Grazia INVADIU editoriais e capas de revistas, é impossível não folhear as principais publicações de moda desse mês e não encontrar um look da coleção.

Jennifer Lawrence, enquanto embaixadora da marca, não só finalmente se encontrou nos looks, mas também ilustra muita dessa invasão. Seja com a versão feminista, o lado soft e ainda o quê minimal, a proposta da nova Dior é ficar mais cool e jovem, e tem atingido esse público de forma certeira.

dior-vogue

Na última edição da Vogue Japão, tivemos uma capa múltipla com 15 modelos e todas elas de Dior, incrível, não?! Amo tanto essa foto que imediatamente virou foto da header da nossa fanpage. Além disso, vimos Dior só nesse mês nas capas da Vogue Espanha e Russia.

dior-revista

Pensa que para por aí? Que nada, mais e mais recheio, de Gwyneth Paltrow à camiseta mais cool da temporada, em tão pouco tempo Maria Grazia Chiuri conseguiu deixar seu recado e já dar o start à nova era da marca sem nem precisar de aquecimento.

Semana que vem tem o seu primeiro desfile de alta costura e no mês seguinte mais uma ready-to-wear, alguma dúvida que estamos presenciando uma bela transformação a olhos vistos? A gente pode até não ser cliente Dior, mas é cada look lindo que a gente admira.

Curtem esse novo momento mais cool e girl power da Dior?!

Página 1 de 1312345Última »