Decoração de quinta: Patchwork nos móveis!

02/09/2010  •  Por Thereza  •  Decorismo

Saudades da #DDQ? É que andei acumulando uns posts porque eu tenho uma supresinha pra contar em breve, mas não resisti em dar uma postadinha. Essa é uma das dicas mais eficientes, quando se precisar dar um up no ambiente, não se tem muita verba, mas tem criatividade – e panos –  de sobra!

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Sabe patchwork? Não pense que ele só funciona com sua prima hippie ou na colcha da sua mãe. A tal técnica é muito usada em decoração, e um móvel que segue essa linha de tecidos retalhados, impressiona qualquer ambiente. Mas óbvio que por ser um trabalho artesanal, o custo pode elevar, então comprar numa loja pode ser uma opção mais luxuo$a, e distante da realidade de muitos.

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Mas porque não arranjar um bom estofador? Todo bairro que se preze tem um, e sempre tem uma amiga descolada pra dar uma boa referência. A restauração de um sofá, poltrona e cadeira velha, certamente funcionam bem em qualquer ambiente. Da mistura de estampas, cores ou listras, é tudo uma questão de criatividade.

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Agora se um sofá pode ficar too much (especialmente se for um ambiente pequeno e já com muita informação), uma poltronaaquela, herança da sua avó – é a solução ideal e mais simpática. Seja na sala ou no quarto, o móvel restaurado dá um novo fôlego e incrementa o ambiente, eu amo!

E pra variar, seja na cabeceira da cama (adorei a escolha dos tecidos), ou na cama toda (com o detalhe em capitonê ficou um charme), móvel e objetos é o que não faltam. Pra quem tem muito tecido em casa ou adora exercitar seu lado mais artístico, vale a pena! Quem quiser ver mais fotos e se inspirar, a Squint é uma marca inglesa (que descobri no Decor 8) e no site deles tem inúmeras idéias incríveis!

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E pras cariocas, amanhã inaugura a Casa Cor! Segunda fui na coletiva de imprensa e estou apaixonada (vou voltar na sexta!), destaque pra sala de jantar do Jairo de Sender (meu ex-chefe por um dia!). Aqui tem todas as infos!

O mundo da Urban Outfitters

26/08/2010  •  Por Thereza  •  Decorismo, New York

Pense numa loja simpática, artesanal e acessível? Pense em Urban Outfitters. O grande comglomerado (que conta também com Anthropologie e Free People) é unanimidade! Suas roupas easygoing e suas liquidações in-crí-veis fazem da marca nossa primeira parada em terras americanas. E pra completar agora eles até entregam no Brasil!

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Agora como seria trabalhar nos seus domínios? Um sonho! Li uma matéria incrível (de 16 páginas!) contando a história e conceito arquitetônico de seu (meeega) escritório, e posso garantir, eles são totais funcionário-friendly!

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O headquarter (bem chique essa palavra) fica na região portuária da Filadélfia e é um complexo que abriga mais de 600 funcionários em prédios históricos de 1889. E é baseado nessa importância que o projeto se permeia e se destaca.

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Como uma empresa cool pode ser abrigada numa contrução tão antiga (e supostamente antiquada)? Foi esse o desafio dos arquitetos. E segundo eles, a idéia era respeitar a história, manter suas colunas gregas e seus pés-direitos infinitos. A premissa do projeto é que ele seja uma “tela em branco”, onde as próprias roupas e acessórios  servissem como decoração, incrementando o ambiente.

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O escritório tipo loft, com vãos livres, bem  iluminado e arejado, cria justamente essa atmosfera de integração desejada. Por terem 3 marcas diferente, os ambientes são separados, mas a idéia é que se tenha algum tipo de interação pra que seja aproveitada a “inspiração” de cada marca.

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Na área comum, tem restaurante, espaço pra descanso (você pode levar seu cachorro pro trabalho) e toda a construção é ecologicamente correta (louvável mencionar esse fato nos dias de hoje). A decoração de alguns ambientes são de produtos feito à mão e vindo diretamente da Índia.

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Não é à tóa que a empresa é considerada umas das melhores pra se trabalhar no país. A preocupação com o bem estar do funcionário é notória e com isso reflete na sua criatividade, que é o foco principal da empresa. A arquitetura (sempre ela) se encarrega de deixar essa atmosfera aprazível e pronta pro ofício!

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Gostam de post assim?!  E quem não gostaria de trabalhar num ambiente desses? E quem quiser ler a matéria na íntegra, aqui tem em pdf!

O poder de uma vitrine

05/08/2010  •  Por Thereza  •  Decorismo, Moda

Se tem uma coisa que – arquitetonicamente – me incomoda é quando algumas lojas insistem em esconder suas vitrines. Como assim!? Quando elas usam de algum artifício engenhoso pra sublimar o que tem que ser SEMPRE exibido: o recheio da vitrine.

E não tem essa de conceitualidade não, deixemos isso pra galerias de artes, eu quero ver é o que a loja tem pra me oferecer, logo de cara!

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Agora é lógico que não precisamos serguir o óbvio à risca. Não necessariamente com meia dúzia de manequins se faz uma boa vitrine (mas essa da Topshop tá uma graça), pelo contrário!

Existem inúmeras opções pra uma coleção e conceito serem exibidos e, principalmente, nos deixar com vontade de entrar na loja e se integrar ao ambiente convidativo (por isso que a contratação de um vitrinista é fundamental, nada de improviso).

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A loja da Gap em Vancouver é um exemplo interessante desse capricho, dos manequins às sacolas invertidas. Quem não gostaria de entrar nessa loja pra saber o desenrolar (e o porquê) do conceito adotado?!

Agora se tem um cara que entende de marketing é o Marc Jacobs! As lojas dele na Bleecker st. em Nova York sempre tem uma temática que nos convidam ao consumo (e como boa turista, uma fotinho com a vitrine ao fundo!).

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Ano passado vi umas 4 vitrines diferentes (daí as fotos caseiras), que sempre me passaram um tema, seja de clima de natal ou do lançamente de um produto (no caso, o perfume Lola). Enfim, me hipnotizaram fizeram querer entrar!

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Sinto que aqui no Brasil, muitas lojas ainda não tem esse cuidado, há muito desperdício e mau uso do espaço. E não falo só de lojinhas de bairro, mas sim de muitas lojas famosas. Um dias desses vou sair por aí fotografando tudo de bom (e de ruim) que aparecer pela frente! Quem tiver dicas, pode falar!

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Agora esse post surgiu depois que vi essa vitrine, ops, TAPUME, que está atualmente na loja da Dior da 57th st. em NY, que está em obras. Amei a idéia da Lady Dior servir de tapume de obra, na minha época de obra era um compensado reutilizado e olhe lá!

Agora um adendo arquitetônico: esse prédio da Dior foi feito pelo meu ex-chefe, o arquiteto francês Christian de Portzamparc! Essa construção já recebeu vários prêmios e foi considerada um dos grandes projetos arquitetônicos contruídos em NY nos últimos anos! Vale muito a visita!