Concepção e sensação

28/07/2011  •  Por Thereza  •  Beleza, Compras, Maquiagem

Lembram que semana passada contei da inauguração da Eudora em solo carioca (mais precisamente em solo barrense). E todo mundo que lê blogs está mais que familiarizado com a marca, seja através dos vários posts espalhados por aí, e até mesmo de sua loja virtual. Mas depois de conhecer a loja física, a experiência muda.

Na inauguração, conversando com o pessoal da marca, eles mostraram que a concepção da loja tem todo um apelo sensorial, a idéia é transmitir certas sensações e, obviamente, atrair. Como arquiteta-consumista, fiquei bem impressionada como alguns detalhes que não pude imaginar e com outros que fazem todo o sentido, literalmente.

A primeira coisa que atrai é esse material preto que reproduz uma renda e que envolve toda a loja, e tem algo mais feminino e sensual que renda? Outro ponto é que os expositores tem uma curva (corpo da mulher), uma onda que te faz querer percorrer cada espaço, é sério, não é psicologia, é arquitetura (ou os dois).

E pela loja, tem vários dizeres que imprimem as tais sensações e proporcionam bons momentos, sem contar a iluminação suave, com um climinha bem aconchegante. Enfim, foi um projeto bem pensado e condizente com a proposta da marca.

Mas a parte que mais gostei (e todas as meninas presentes), foi a “Entre quatro paredes”, que é a linha sensual da marca. A vela de massagem, tem sabor petit gateau e você pode derramar no corpo da vítima do amado, foi o maior sucesso! E eles ainda criaram essa cabine vip onde você pode experimentar todos esses produtos incrementadores de relação.

Agora tá vendo esse quarto acima? Não, não é um post Decorismo perdido aqui, é a nova plataforma virtual da marca, a Clima S., que propõe a interação e percepção dos tais sentidos e uma brincadeira de montar ambientes de acordo com os produtos e momentos.

Ainda tem uma playlist onde você pode compartilhar seus sons (sedutores) no Facebook e afins. É uma proposta diferente e que cativa. Ela foi lançada hoje e qualquer um pode criar seu clima!

A Nova York de Gehry

18/07/2011  •  Por Thereza  •  Decorismo

Na minha última viagem pra NY, fotografei um prédio aleatório que muito me impressionou (postei aqui), daí que depois fui descobrindo histórias e mais histórias sobre o prédio e logo me encantei.

O nome dele é New York by Gehry, obviamente construído pelo MEGA arquiteto canadense-americano Frank Gehry. Quem vê até identifica, pois Gehry tem linhas bem marcantes (tipo quando você sabe um traço do Niemeyer), muitas curvas e uso de metais, foi ele quem construiu o museu de Bilbao na Espanha e o Walt Disney Hall em LA. Sem contar que um prédio novo, daquelas dimensões logo chamou a atenção de quem está “acostumada” com o skyline da cidade.

A construção tem 260m de altura, 76 andares e é o prédio residencial mais alto do ocidente. Ele fica localizado em Dowtown, perto da Brooklyn Bridge, na 8 Spruce Street, mas você pode vê-lo de longe! São 900 unidades, que tem aluguéis girando em torno de U$2700 a U$15.000, nada muito exorbitante para o perfil nova iorquino imobiliário.

O prédio já vem sendo considerado um marco pós-World Trade Center, seja pela sua arquitetura arrojada, mas principalmente pela tentativa de seguir em frente e não se ver assustado pela tentativa de criar grandes construções. E pra mim, o irônico é que dado suas curvas, parece que o prédio está num eterno movimento, é só reparar. Gehry é brilhante e pra quem não conhece, vale saber mais sobre o arquiteto.

Daí, lendo matérias sobre o prédio, me pergunto porque no Brasil (tão rico de arquitetos, mas principalmente de engenharia) não tem prédios como esse? Como carioca, me espanto de não ver nenhum prédio do Niemeyer chocando e encantando por aí. Por experiência muito própria, digo: parece que os cariocas não estão preparados pra uma arquitetura arrojada, pra grandes monumentos.

A cada Cidade da Música construída, alguém associa à carência de investimentos na saúde ou educação, oras, não dá pra fazer mais e ir além? Bom, esse tema CDM, está guardado para um próximo post, enquanto isso continuo refletindo o porquê desse preconceito, pra não dizer burrice. Mas se até os franceses foram inicialmente contra a Torre Eiffel…

 Me empolguei com o tema arquitetônico, mas também acho legal misturá-lo com decoração, o que vocês acham?

Experiência Unique

19/06/2011  •  Por Thereza  •  Decorismo, Moda

Quando descobri que o a sede oficial do F*Hits (pra não dizer qg) seria no Hotel Unique, meu lado arquiteta se encheu de emoção. Antes mesmo de saber o que era blog ou FW, já conhecia o hotel de outros carnavais, mas sempre foi um desejo conhecê-lo melhor.

O Unique tem sua arquitetura reconhecida internacionalmente, projetado pelo arquiteto Ruy Ohtake, que é o meu favorito nacional (sorry, Oscar). Quem já leu meu profile sabe que já falei dele por lá, e trabalhar dentro de uma construção deveras importante, foi um orgulho de verdade.

Sei que o post pode ficar bem temático, e poderia ir lá pro #Decorismo, mas nessa última semana ele teve tudo a ver com moda. Mas se tem algum arquiteta (ou projeto de) por aí, e não conhece a obra (ou o Ruy), entra aqui no Arcoweb (must read da classe) e leia mais sobre. Só em São Paulo são dezenas de prédios icônicos, que você deve conhecer.

Mas trazendo-o pra moda, quem lembra desse post relacionando uma das coleções de Glória Coelho com os traços de Ohtake? Coleção memorável, contrução idem. Relacionar arquitetura com moda já é chover no molhado, mas quando um acontecimento fashion desse acontece dentro de um ícone da arquitetura nacional, impossível não associar!

União estável da moda e da arquitetura