Resenha: Phytovolume Actif Spray – Phyto

12/09/2019  •  Por Thereza  •  Cabelos

Quando era novinha e tinha cabelos milimetricamente cacheados e involuntariamente volumosos, sonhava em ter cabelo liso, fino e capa de revista. Hoje, tenho algo perto disso (menos a parte capa de revista rsrs) e tento voltar as raízes (talvez literalmente) e sempre sem sucesso.

Sinto falta do meu volume natural que a escova progressiva (veja bem, tem quase uma década que não faço) tratou de alisar. Em tempos de transição capilar, gosto de ser lisa, mas queria ser lisa com volume, sabe? Daí, diferente de 1994 e da era Neutrox rosa, só ler num rótulo VOLUME, que lá tô eu comprando!

phytovolume

E esse produto conheci na festa de lançamento de chegada da marca aqui no Rio (na época postei aqui). Pra quem não conhece, ela é uma marca francesa que existe há mais de 50 anos e que une dois mundos, cabelos e plantas. Entre seus produtos mais conhecidos, está o Phytopolléine, um detox capilar que, além de fazer a limpeza no couro, ele ainda faz o cabelo crescer.

Agora falando de volume, foco total no Spray Phytovolume, sabe esses surf sprays que texturizam o cabelo à la Gisele na praia da Costa Rica? Esse faz isso e mais!

phytovolume

Phytovolume Actif é um spray volumizador. Proporciona o volume exato, sem pesar os fios. Deixa os cabelos flexíveis e com muito movimento.É isso, enquanto muitos desses sprayz são dão aquela textura à la palha rsrs, esse dá volume e, o mais importante, o cabelo fica flexível e domável! De quebra, por ser uma marca com ingredientes naturais, ele ainda mantém a dignidade capilar do fio, sem estragá-lo.

E o que eu mais gosto no produto é que posso usar em 3 ocasiões: com o cabelo úmido e pré escova; com o cabelo úmido e pra finalizar sem escova; e ainda com o cabelo seco pós escova. Enfim, em cada ocasião ele dá essa textura e volume, mas de forma natural e sem parecer que você se besuntou de laquê ou qualquer outro texturizador.

No site da Época vende o Phytovolume Actif e outros produtos da marca. E vocês, tem algum queridinho praquele volume esperto e ocasional? Me contem!

 

A internet está obcecada por este secador

19/07/2019  •  Por Thereza  •  Cabelos

Eu tenho um caso de amor com secador de cabelo, é minha ferramenta de beleza favorita. Não ligo para chapinha, babyliss ou nenhum geringonça modernosa, mas não troco meu bom e velho secador por nada! Confesso que ainda não tive coragem de quebrar o cofrinho num Dyson (já falamos da marca aqui em 2016), mas essa novidade me deixou tentada.

O Business of Fashion fez uma matéria intitulada “Como a internet ficou obcecada por esse secador da Revlon” e pronto, sei nem quem ficou, só sei que quero, logo, compartilho com vocês. O secador viralizou por 2 alas da sociedade digital rs (que eu conheço bem): Grupo do Facebook e depois pequenos e médios influenciadores.

O nome do santo? Salon One-Step Dryer and Volumizer Mint, Power of a Dryer, Volume of a Styler. Resumindo, um secador 2 em 1, com a força de um secador e a possibilidade de dar volume e estilizar. O que ele tem de diferente? Essa escova acoplada, não que nenhum secador não tenha tido algo assim, mas dizem que o formato do secador da Revlon é diferenciado, tem a força do vento e a possibilidade de fazer uma escova modelada profissional, só que em casa.

Pra completar, ele ainda tem a Ionic Technology®, o cabelo seca mais rápido e com menos danos relacionados ao calor e esse é um sonho de garota de qualquer mulher refém que adora um secador.

Agora acha que palavra de influencer não tem valor (poxa, francamente rs), o secador Revlon tem mais de 7.000 avaliações na Amazon e regularmente lidera a lista de best-sellers de beleza, superando produtos tradicionalmente bem recomendados.

E sabe o que mais impressiona esse segmento de mercado? É que as vendas de secadores de cabelos dos EUA caíram de U$352mi em 2012 para U$291mi em 2017, sabe o motivo? Essa era mais empoderada e que busca menos artifícios da vaidade e, nesse caso, fios mais naturais, logo, o boom do secador foi uma grata surpresa pra Revlon.

O sucesso foi tanto que, assim como aconteceu com o FOREO, e falamos nesse post aqui, começaram a surgir fakes e cópias baratas do produto sensação. No mais, o preço do secador da Revlon é razoável e a marca ainda tem lançado novidades, novas cores e edições especiais. Lá fora ele custa U$59,

 

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Uma publicação compartilhada por Revlon Hair Tools (@revlonhairtools) em

Pra quem adora um secador de cabelo e tem a oportunidade de passear por uma farmácia gringa mais distante, fica a dica de produto sensação e cria da internet!

 

Forever 21, o barato saiu caro(?)

12/07/2019  •  Por Thereza  •  Pense

Forever 21, só quem viveu sabe. A marca sempre foi a solução extra barata pra quem curte uma fast fashion e seus modismos. Nos bons tempos de dólar a 2 e pouco, com viagens mais frequentes, quem nunca fez uma sacolada na forevinha mais próxima, bom, naquela época era distante. Foi só em 2014 que a marca finalmente aportou no Brasil, para surpresa geral.

Lembro que em 2012, numa série de posts que tinha falando sobre marcas de moda, fiz um da Forever 21 que foi sucesso na época. Contava sobre a origem, a família sul coreana e as filhas herdeiras que estavam dispostas a elevar o patamar da marca, numa era que o e-digital ainda engatinhava. Dito e feito, a marca explodiu e veio parar até aqui no rejeitado Brasil.

Vocês lembram do lançamento? Filas tão homéricas que uma pessoa – muito espirituosa – fez até um twitter @filadaforever21 e mostrando que ela não tinha fim. Em pouco tempo vimos que eles chegaram de mala e cuia, com preços até razóaveis, diante do dólar já teimando em subir. A moda em si era aquela coisa de sempre, nada muito uau, mas o trivial suficiente para arrebatar multidões – especialmente as mais jovens.

forever 21

O tempo passou, nos últimos 3 ou 4 anos as coisas mudaram e não estou falando apenas da crise global. Nossa forma de consumir moda mudou. Ressignificamos várias coisas. Houve uma reviravolta no mundo. Outras marcas surgiram e novos propósitos idem. Onde a Forever 21 entra nessa? Na realidade, ela sai dessa.

No mês passado, o Wall Street Journal publicou uma matéria falando que a F21 contratou consultores para planejarem sua reestruturação financeira, renegociar os contratos de aluguéis e contratar um novo empréstimo. Daí acendeu um alerta sobre a $aúde da marca.

No início do ano eles já apresentavam sinais de desgaste com a venda de seu headquarter em Los Angeles por U$166mi. Vendeu para ir para um maior? Que nada, para enxugar custos, fazer caixa e começar a se reorganizar.

forever 21

O que aconteceu com a Forever 21? Numa época na qual todas as marcas estavam diminuindo seus espaços físicos, pensando e planejando o digital, a marca começou a ocupar todos os espaços vazios de shoppings. Lembra que postei aqui sobre a “morte” dos shoppings? Enquanto várias marcas faliam ou focavam no digital, a F21 ocupava esses espaço e pagava aluguéis altíssimos.

A ideia da família Chang na época, era ser uma loja de departamento para toda a família. Mas o que acontecia era o contrário, pois tais lojas faliam e os jovens – público majoritário da marca, só pensavam em comprar online e de lojas mais, digamos, éticas.

E com o aumento das lojas, o que aconteceu? Mais inventário e menos moda. A marca não contratou novos funcionários pra ocupar tal espaço e a loja passou a ficar uma zona. E os clientes que ainda faziam compras analógica, não saiam bem impressionados com a experiência. É aquilo que a gente sempre conversa, pra uma marca existir fisicamente em shopping, precisa fazer MUITO sentido, precisa ser uma experiência quase que transcendental, o que não acontece no caso.

forever 21

Em termos de números, em 2010 eram 480 F21 pelo mundo e em 2018 eram 800. Se antigamente, a média de tamanho de uma loja era de 3500m², agora com a enxugada, o tamanho é de 2000m². E o mais preocupante e que fez a marca procurar ajuda dos especialistas. Apesar da Forever 21 ser capital fechado e não revelar seus números,  um analista do setor estima que as vendas caíram 20% ou 25% no ano passado.

E se pouco tempo atrás o casal proprietário estava nas cabeças da lista da Forbes dos biolionários, com fortuna estimada em U$6bi, atualmente não passa da ~bagatela de U$1,6BI.

Oficialmente só se fala em reestruturação, mas estima-se de fato que em algum momento a  empresa esteja considerando a falência. Isso significa que vai desaparecer do nada? Também não, grandes marcas já fizeram isso (recentemente a Victoria’s Secret foi uma delas) e, em tempos mundias bicudos, é comum e necessário.

O que certamente vai acontecer é que a marca vai diminuir espaços e aparar arestas. Na China, eles encerraram suas operações e na Inglaterra, de 100 lojas, atualmente são apenas 3. No Brasil não se tem notícia, uns até dizem que a liquidação está fora do comum (seria pra liquidar inventário?), mas tem um tempinho que não vou e não posso afirmar nada.

Sei que nos últimos tempos ressignificamos muito a relação com o consumo e, marcas polêmicas e não alinhadas com esse novo posicionamento, ficam pra trás, mas como a gente gosta de falar de business de moda e consumo… achei legal compartilhar essas infos. Inclusive no #FashionismoParaOuvir de hoje, falo um pouco mais sobre o assunto, vale ouvir nosso podcast!

 

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