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Top 10 looks do VMA 2021

13/09/2021  •  Por Thereza  •  Estilo, Moda

Ontem teve Video Music Awards em Nova York e que saudade de um tapete vermelho musical aka ousadia e irreverência! Teve look sexy, polêmico, couture, decepção e surpresa. Qual foi seu favorito? Vote e me conte! Lembrando que mais tarde teremos BAILE DO MET!

Leslie Grace é detentora do meu look favorito da noite, um Oscar de la Renta com franjas desconstruídas belíssimas! Gosto que é um look que é a cara do evento, onde um curtinho é bem-vindo, mas extremamente elegante, um quê sexy, enfim, pacote completo!

Camila Cabello está aqui pelo fator surpresa. Não costumo gostar das escolhas dela (ou para ela) no tapete vermelho, sempre acho que falta uma coisa, mas esse Alexis Mabille é surpreendentemente bom. É ousado, couture, tem um quê fun pelas cores e super laço. Também curti a escolha da make moderna/conceito e o cabelo discreto não comprometeu e compensou a ousadia do pacote.

Ciara é aquele clássico indefectível do tapete vermelho. Sempre elegante, ousada e sexy. O vestido Tom Ford rendado e com um rasgo estratégico confirma o retorno da renda e Ciara segura com louvor.

Ainda no fator glamour com um quê old Hollywood direto de Honório Gurgel, Anitta estreando no VMAs. Eu tenho algumas observações sobre o vestido: ele é bem intencionado, porém o tule incomoda um pouco, fica uma coisa meio déjà vu ou ultrapassado mesmo. Ele seria belíssimo se fosse todo estruturado sem precisar do tal tule pra “segurar”, mas gostei desse quê vintage, cabelo perfeito e maquiagem idem. 

Olivia Rodrigo foi outra que tinha tudo pra dar certo… mas nos resta algumas observações. Este é um Atelier Versace vintage belíssimo que na passarela tinha muito mais tule drapeado sobre o cetim e ficou bem mais bonito que nessa versão com um tule mais comedido ali na região do quadril, daí parece que faltou pano.

Falando sobre casais: Megan Fox e Machine Gun Kelly exalam sensualidade e o look dela foi o fervor da noite, muitas críticas, mas também muito impacto. Eu fui do time positivamente impactado, afinal, é VMAS, se eu quiser formalidade e discrição assisto ao Oscar.

Kourtney Kardashian e Travis Baker, outro casal sensação, e todos trabalhados no pratinho nada básico. É um vestido de couro bonito e é isso mesmo.

 Kacey Musgraves é a artista country pop do momento e o look Valentino couture é a cara do evento, divertido e todo trabalhado no fashionismo.

Ainda no segmento curtos, Shay Mitchell não comprometeu com um vestido ok de bonita.

Normani é O MOMENTO, seus looks sempre trazem a energia e o Star quality de uma diva do pop que a gente precisa e ama.

 

VMA 2021

  • LESLIE GRACE (65%, 35 Votes)
  • MEGAN FOX (11%, 6 Votes)
  • CAMILA CABELLO (9%, 5 Votes)
  • SHAY MITCHELL (6%, 3 Votes)
  • KACEY MUSGRAVES (4%, 2 Votes)
  • NORMANI (4%, 2 Votes)
  • CIARA (2%, 1 Votes)
  • ANITTA (0%, 0 Votes)
  • OLIVIA RODRIGO (0%, 0 Votes)
  • KOURTNEY KARDASHIAN (0%, 0 Votes)

Total de Votos: 54

Verão 2022: Estampa psicodélica!

23/08/2021  •  Por Thereza  •  Tendência

Ainda estamos em agosto, mas o calor que assolou o país (bom, tô medindo pelo termômetro carioca) nesse final de semana foi spoiler do verão 2022. E quando a gente pensa em moda + verão, logo dá aquele siricutico de sonhar com novas roupas e possíveis programas de uma era pós pandêmica (serááá? torço para que sim, mas vamos ver o que os cientistas falarão).

E se tem uma estampa do momento é a PSICODÉLICA! Tá vendo esse vestido acima? Ele é da marca britânica super descolada House of Sunny e foi usado casualmente por Kendall Jenner e daí foi partir pro abraça, a estampa e esse modo psicodélico sixties viralizou de uma tal maneira!

 

A estampa tipo wavy é febre entre a Gen Z, os tiktokers e tem grandes chances de ser a cara do verão brasileiro! Ela vem em vários tons, a onda é cheia de formatos e movimentos e os materiais vão do tricô a segunda pele.

Muitas das interpretações tem um qu6e de Pucci, com toque vintage, mas versão atual e cheia de frescor. Já vi algo bem parecido na Zara, ou seja, é previsão de sucesso pra nossa temporada mais colorida, usaria?!

O que é que a Phoebe Philo tem?

03/08/2021  •  Por Thereza  •  Estilo, Moda

Se você é ligada em moda, mais precisamente em grandes nomes da moda, notou que no último mês uma notícia tomou conta dos noticiários especializados: o retorno de Phoebe Philo. Depois de mais de 3 anos da sua saída da Céline, a estilista em breve retornará em seus próprios termos, aka, marca própria!

Daí o burburinho foi tanto que me fizeram uma pergunta, “Thê, pq esse retorno está causando tanto fuzuê?, logo, a sua dúvida vira um post, obrigada!

Phoebe Philo é uma estilista inglesa de 48 anos, estudou na prestigiada Central Saint Martins, em Londres, e seu primeiro trabalho de destaque foi na francesa Chloé, como assistente de Stella McCartney, até essa seguir carreira solo.

Então, em 2001 assumiu a direção criativa da marca e foram 5 anos de grande sucesso ainda que com a discrição que Phoebe preza. A marca produziu não apenas hits (como a Paddington bag, a bolsa com cadeado), mas um movimento de moda que certamente fomos impactadas em nossas pacatas rotinas de uma era pré-blogs e internet.

Foi aí que Phoebe, num considerado ato de ~loucura, dada a sua força ascendente na moda, pediu demissão para cuidar da sua família e voltar para Londres.

Foram 2 anos de período à paisana, até seu retorno para uma então apagada Céline e esse foi o grande turning point de sua carreira, da marca e também, pq não dizer, da moda como enxergamos hoje. Foram 9 intensos anos que deixam um legado até hoje (dizem que Bottega Veneta bebe dessa água).

E é aí que vem a pergunta “o que é que a Phoebe Philo tem?”, o que uma mulher super discreta, sem redes sociais (uma vez disse, “o mais chique que se pode ser é não existirmos no Google?”) e longe do mercado há anos pode ter de tão retumbante no seu retorno?

É aí que vale a explicação da sua importância no mundo da moda, a frente de um movimento que inspira marcas e tem premissas básicas, mas contundentes: minimalismo + conforto + sofisticação.

Phoebe sempre uniu com maestria itens aparentemente simples, porém complexos. E tudo depois de uma geração mais ousada, exagerada, nutrida de logomanias, sua Celine era discreta, cool, de linhas limpas e o que era pra ser apenas mais um ~estilo de vida, se tornou um movimento.

Para Phoebe, suas roupas eram menos sobre exibição de corpo e mais sobre conforto, a roupa era um objeto de bem-estar. E aos que achavam que sua moda não era sexy… que nada, pra ela, a tal imagem sexy se relacionava muito mais com o poder de uma mulher em se vestir e sentir bem do que propriamente com o seu corpo à mostra.

Outro ponto de destaque era a visão de uma mulher contemporânea e neo mãe sobre a moda sem ser clichê, sendo muito fashion ainda que 100% confortável e discreta. Tudo isso se dava ao fato de suas roupas serem mais racionais, atendendo a demanda de suas clientes e não pela simples vontade da estilista criar algum fashionismo qualquer.

Suas peças na Céline sempre buscavam uma espécie de “solução” e fugiam de qualquer linha cronológica de moda, movimento ou tendência. O resultado? Atemporal e as outras marcas assim passaram a refletir essa tal nova era.

Já seu feminismo na moda era mais contundente, ainda que mais discreto que uma t-shirt à la “We should all be feminist” , o simples ato da licença maternidade, de ser “dona de casa” por um período sabático diz muito do seu poder sobre sua carreira. Ainda que privilegiada, Phoebe sempre deixou claro esse seu lado e na moda sempre tratou as roupas com racionalidade e praticidade.

Junte a isso, o universo esportivo e o casamento perfeito que Phoebe fazia com a alfaiataria criando praticamente um uniforme de estilo para sua cliente sempre de forma confortável, ainda que muito (muito!) luxuosa. A própria estilista sempre foi exemplo de vestir pretinho básico e seu tênis Adidas Stan Smith branco velho de guerra.

Resumindo, sua moda se baseava em elegância sem esforço numa época que as marcas sequer tentavam, quando não era um modus operandi de fato e isso mudou nos dias de hoje e muito graças à Phoebe. 

Corta pra 2021 e a fatídica notícia que deixou o povo da moda ouriçado: no início de julho foi anunciado o retorno e Phoebe, agora em carreira solo, mas com um acionista minoritário, a super poderosa LVMH, maior conglomerado de moda e que detém a própria Céline, ou seja, relacionamento antigo.

A ideia de Phoebe é justamente manter o controle de suas criações, ter total liberdade de calendário, mas, claro, manter um suporte financeiro, afinal, a moda precisa disso.

Agora os mais aficcionados já especulam o que vem por aí. Depois de 3 anos afastada do mercado, o mundo mudou e não apenas no que diz respeito à pandemia, mas também o modo de viver, temas como sustentabilidade, diversidade racial e de corpos estão em pauta, sem contar o empoderamento feminino e a forma com a qual marcas comunicam moda.

A Phoebe focará no povo Gen Z ou para um público mais maduro, discreto, sem redes sociais? 2022 dirá e isso de alguma forma refletirá diretamente no nosso vestir do futuro, afinal, Phoebe Philo sempre teve uma grande habilidade de antecipar o que mulheres querem vestir.