Da água pro vinho!

16/11/2011  •  Por Thereza  •  Chuck Bass, Pense, Vinho

Vamos mudar de assunto? Sei que o blog é sobre moda, beleza e celebs, mas se o blog também é sobre a blogueira e suas preferências, então nada mais justo – e natural – de falar de algo que amo, mas que não está necessariamente relacionado com moda e afins.

Quem me acompanha pelas redes sociais da vida sabe que adoro um bom vinho. Mais do que o simples prazer da ingestão etílica, aprendi a gostar do processo todo, com isso, consumir de maneira mais inteligente e profunda.                                                  

Tem uns 4 anos que entrei nessa, e entre outras coisas como nunca mais ter tido ressaca (te juro!) e o relacionamento ter melhorado muito (meu respectivo diminuiu a frequencia do “bar com os amigos”, afinal ele prefere degustar um vinho avec moi), parece que amadureci. Antes de começar a tomar vinho, sempre torcia o nariz, achava uma bebida quente e intragável, mas falava: “acho chique quem bebe”, e é exatamente esse tipo de comentário que recebo de diversas leitoras, também pedindo dicas pra iniciar nesse fantástico mundo de Bob Baco.

Com a minha humilde expertise, mas com o apoio total do noivo que é o grande entendido do assunto, elaboramos (post colaborativo <3) 5 dicas pra quem quer iniciar nesse mundo do vinho! Lembrando que são dicas aleatórios e complementares, ok? Afinal, vinho bom é o vinho que a gente gosta.

Comece por baixo: Não vá iniciar querendo fazer o Lula e experimentar um Romanée-Contizinho básico, comece com vinhos mais baratos (por mais investidora que você seja). Com certeza essas etapas irão educar seu paladar, e com isso você vai saber diferenciar o bom do simples, o leve do encorpado. E a graça de tomar vinho é justamente essa, ver o crescimento e aprendizado do seu paladar.

Cace os pontos: Referências são sempre bem-vindas e se você está começando e vai no mercado à procura de um bom vinho, muitos deles informam através de tags (ou no próprio rótulo) uma pontuacão, o que pode – pra quem está iniciando – ser uma referência segura.  Os tais pontos vem de críticos especializados de vinhos – tais como Robert Parker, Wine Enthusiast, Wine Spectator  – que possuem publicações oficiais e periodicamente pontuam tais rótulos, de acordo com preço, região e estilo.

Mas nada melhor do que procurar lojas específicas de vinho, pois além de terem profissionais especializados no assunto, a variedade é muito maior e o armazenamento é o mais correto, com isso o vinho não perde suas características essenciais.

Um novo mundo: O garçom te dá a carta de vinhos, que mais parece um livro, com 5000 rótulos, por onde começar? Geralmente sugere-se iniciar por vinhos do novo mundo, leia-se hemisfério sul e Estados Unidos (pode-se incluir um espanhol também).

Esses países trazem ótimos rótulos, numa boa relação custoXbenefício, e normalmente são vinhos mais simples e fáceis de se gostar. Eles são menos complexos e mais frutados, tornando-se unânimes nos paladares menos habituados. Com isso, conseguimos identificar, pelo paladar ou olfato, suas características, facilitando a apreciação e a ingestão completa, ou seja, você não desiste da garrafa pela metade e volta pro choppinho de sempre.

Detalhes fundamentais: Nada melhor que tomar um vinho em casa, harmonizar com o prato certo (nada de Doritos e afins) é fundamental e longe de ser uma frescura ou mero detalhe. Procure também encontrar a temperatura ideal  de acordo com o tipo do vinho, se for resfriá-lo, cuidado pois muito gelado pode esconder certos aromas, já vinho muito quente pode ficar mais doce e com álcool pronunciado, o que também não é bom.

Outro fator importante é a taça certa, nada de copo de requeijão ou taça colorida, o ideal é uma taça de cristal (não é caro e tem umas que não quebram, sério!) e se você gosta de caprichar, vale investir nas taças de acordo com o tipo de vinho. Além disso, um decanter especial faz toda a diferença, e porque não uma mini adega? Hoje em dia, estão cada vez mais baratas. Os acessórios complementam o ritual e fazem disso um acontecimento. Depois do seu enxoval de vinho pronto, chame os amigos pra fazer um queijos e vinhos, eles também funcionam pra conhecermos mais e mais rótulos!

Beba: Pode parecer contraditório, mas não existe nenhuma regra clara (né, Arnaldo?) pra degustação de vinho, apenas o simples exercício de beber e beber. Várias vezes nosso vinho de ontem, regou o almoço de hoje, já compramos vinhos bons, vinhos péssimos e inesquecíveis. Foi a prática, que nos levou à experiência e acho que é assim com todos aqueles que veem no vinho mais que um simples ato de beber alguns % de álcool.

Cheire, “mastigue”, saboreie, tente decifrar aromas e sabores (geralmente no rótulo tem a cola), garanto que essa é a parte mais bacana! E fundamental (além de ter +18 e não dirigir ao mesmo tempo), beba muita água entre cada gole, faz com que limpe seu paladar e valorize cada gota desse líquido dos Deuses!

E aí, quem curte o tema? Posso fazer mais posts assim! E quem tiver mais boas dicas sobre vinhos e afins, compartilhe com a gente!

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