VALE A PENA IR AO RESTAURANTE ORO?

11/06/2015  •  Por Thereza  •  Gastronomia, Rio de Janeiro, Vinho

Momento gastronomia carioca! Há tempos queria conhecer o badalado e estrelado (1* no Guia Michelin) Restaurante Oro, do chef Felipe Bronze. Como esse é um tipo de restaurante que pede uma ocasião especial, ele foi o local escolhido para comemorarmos meus 23 28 33 anos, no mês passado.

Oro

Aqui em casa somos viciados em programas/realities culinários e depois de uma temporada inteira assistindo The Taste e Que Seja Doce, é oficial, adoro o Felipe Bronze e o Oro é aquele tipo de restaurante que vez ou outra vale a pena vivenciar toda a experiência, e ela é enorme!

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Pra quem não conhece, o Restaurante não é aos moldes tradicionais, por lá, eles oferecem menus-degustação que vão de 5 a 9 cursos e sempre com um elemento surpresa, você não sabe o que vem a seguir e tudo em quantidades moderadas, porém muitas vezes. Um ponto que ouvi de alguns amigos que foram e já discordo: eles falaram que sairíamos com fome, mas não foi o que aconteceu, sentimos que os pratos foram bem servidos e na medida de experimentar tudo, o que é o mais legal!

A cozinha do Oro é brasileira, mas com uma pegada moderna de Felipe Bronze. Entre açaí e peixes de água doce, tem sempre um toque de espumas, gastronomia molecular e afins, sabe aquele tipo de restaurante que você foca total na experiência? É esse!

Como o dia era de celebrar, fomos nos 9 cursos e acompanhados do meu champagne favorito, Dom Pérignon :) Tirei foto de 8 cursos (esqueci o 2º que foi o peixe com açaí) e quem me acompanhou no dia pelo snap, viu tudo! Mas aqui trago o registro fotográfico (do celular mesmo!).

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As entradinhas! Minha parte favorita de qualquer refeição, eu perco minha fome já nos couverts e aperitivos da vida :] E esse primeiro curso veio recheado e foi o que mais gostei! Não vou falar muito, apenas citar os nomes dos pratos.

1:  Tempura de ovo de codorna com espuma de beterraba. 2: Cone de milho com espuma de creme catupiry e pó de pipoca (!!). 3: Mini profiterolis recheados com mussarela de bufala da Ilha de Marajó. 4: Caldinho de feijoada com espuma de couve e torresmo pururuca.

Como vocês podem perceber, ao mesmo tempo que são ingredientes que fazem parte do nosso dia a dia, a forma que eles são feitos e reunidos faz toda a diferença, sem contar a procedência de qualidade e apresentação.

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Já esse prato fotogênico – e surpreendente – é uma gema cozida a 75º sobre mousse de batata e couve refogada no alho (ela fica escondida). Imita um ovo, mas não é literalmente um ovo, foi um dos pratos favoritos do Rodrigo que adora comida ‘reconstruída’.

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Já nos peixes, essa era uma Cavaquinha com creme de pistaches e pupunha frita. Nunca tinha comido cavaquinha e amei, tenho me libertado cada vez mais das limitações gasteonômicas hehe (mas continuo achando camarão ruim, mesmo que fotogênico). Mas de qualquer forma, no início da degustação eles perguntam se alguém tem restrição e alergia e o máximo que limitei foram carnes de caça ou extremamente exóticas kkk

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Aqui é um Black Cod (estilo de bacalhau) marinado no missô, rapadura e cachaça, servido com caldo de galinha tostado e shari acompanhado de pupunha. Ótima combinação de sabores e texturas, sabe aquele prato que você não dá nada, mas é tudo? Nunca imaginei comer rapadura com bacalhau, e não é que ficou bom?!

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Mini arroz de pato com melado e tucupi. Também nunca tinha comido pato (nem o do meu casamento experimentei), mas valeu a pena! Maravilhoso, com um toque agridoce e muito saboroso.

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Outra novidade – pra mim – deliciosa e bem brasileira, Filé de carne de sol com pirão de queijo e chips de baroa e baunilha. A maciez e sabor marcante da carne combinaram perfeitamente com a cremosidade do pirão e crocância da batata.

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Pra finalizar, cabrito com ervilhas, menta e inhame crocante. A carne do cabrito é cozida durante um longo período, depois disso simplesmente desmancha no garfo e é muito suculenta, já esse tipo de carne eu amo e como sempre <3

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O grand finale, a sobremesa! Quase um mês depois e ainda salivo! E olha que quando chegou a gente nem estava mais com fome, mas o estômago tem desses compartimentos especiais que abrigam sobremesas maravilhosas <3

O que tinha nessa: Pipoca doce com sal de cumaru; Romeu e Julieta; Sorbet de frutas brasileiras, Pastel de nata; Mousse de chocolate com aroeira; Brigadeiro oro (meu favorito OMGGGG, pfvr felipe, abre um quiosque desse brigadeiro obg!); Quindim de abóbora e castanha do Brasil; Trufa de tangerina; Churros e Cocada nitro…

Cocada nitro? Oi?? Pois bem, esse é o toque do mago Felipe Bronze que alguns criticam, mas acho que vale o show (inclusive o vídeo que postei no dia no insta fez sucesso). Começa com um creme de cocada que o garçom coloca num recipiente com nitrogênio líquido a 200º graus negativos e a tal espuma se transforma numa pedra, tipo um sorvete docinho e delicioso! Durante todo esse processo, uma espécie de fumaça toma conta do ambiente e a cada sobremesa pedida vira atração da noite, no final das contas é bem delicioso e isso que importa!

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Resumo da ópera, depois de milhares de calorias bem adquiridas, acho sim que vale a pena vez ou outra ter essa experiência no restaurante! Não é o jantar mais barato de todos (os cursos vão de R$195 a R$320 por pessoa, sem bebida), mas pra quem gosta de gastronomia além do trivial e gosta de se surpreender com boa comida brasileira feita com toques de modernidade, é uma boa pedida!

De fato, é uma culinária de inovação, mas a valorização da matéria-prima nacional e a utilização de alimentos orgânicos de altíssima qualidade fazem a diferença. Comparado a São Paulo e outras grandes cidades, o Rio é bem limitado na cena gastronômica, então um restaurante assim faz toda a diferença!

Alguém já foi e gostou, detestou ou tem outro favorito?!

Comer & beberISMO: Meus favoritos gastronômicos do ano

28/12/2014  •  Por Thereza  •  Gastronomia, Rio de Janeiro

Férias estão aí, verão também e sei que o Rio está repleto de turistas e também de locais desejando conhecer lugares novos! Sempre recebo pedidos de dicas de restaurantes e, apesar de não falar tanto quanto gostaria sobre gastronomia e meus restaurantes favoritos aqui, sei que o tema rende! Por isso, e aproveitando esse espírito de resoluções, resolvi fazer uma edição pessoal do Comer & BeberISMO, risos! ;P

Outro dia conversando com o Rodrigo, ficamos batendo nossa lista de restaurantes favoritos, seja por estilo, prato ou ambiente, daí pensei, porque não trazer pro blog? Trouxe! Minha seleção de restaurantes – e comidas – favoritos de 2014, aqueles que mais frequentei, desejei e recomendo!

É uma lista 100% pessoal, não sou expert ou entendida, mas se vocês se identificam com o que escrevo, podem se identificar com os tópicos abaixo. Tentei falar brevemente pro post não ficar enorme, mas acima de tudo ficam dicas certeiras de locais legais aqui no Rio.

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Asiático: Mee, no Copacabana Palace. Ambiente incrível, qualidade maravilhosa, pratos que vão dos tradicionais aos mais exóticos e atendimento sem igual (procure pelo Felipe Ishihama, que vai deixar sua experiência melhor ainda!).

Japonês: Naga. Com o Mee, formam as melhores novidades do Rio! Já teve post exclusivo aqui. A melhor pedida é sentar no balcão e procurar o Shino, que ele vai te conduzir pelos melhores pratos (destaque para a ótima seleção de peixes brancos).

Italiano: Benedictine. Ótima revelação! Italiano contemporâneo, comida muito saborosa e cardápio recheado de opções. Adoro a seleção de antipasti, a carta de vinhos e a lojinha de produtos artesanais.

Melhor acompanhamento: Palmito do Otto. Pioneiro dessa iguaria no Rio, faz um palmito sem igual, só de lembrar, salivo!

Churrascaria: Porcão. Um clássico, entra ano, sai ano.

Carnes: Royal Grill. Um dos meus favoritos quando quero comer uma boa carne, destaque para a picanha fatiada. E a linguicinha!

Pizza: Vezpa. Gosto porque tem um quê daquelas pizzas nova iorquinas aka junkie!

Hamburger: TT Burger. Todo o Hype – e preço! – valem a pena, de fato o danado é delicioso!

Frutos do mar: La Plancha. O melhor pastel de siri que o Universo já produziu.

Revelação: L’Entrecote de Paris. Não deve em nada pra versão parisiense. A batata é de repetir e repetir.

Restaurante chique: Le Pré Catelan. Para jantares especiais, que se tornarão inesquecíveis. O chef, Roland Villard, é imbatível ao criar pratos que mesclam produtos brasileiros (muitos deles exóticos!) com a técnica francesa.

Boteco: Aconchego Carioca. Merecedor de todo (e são muitos) e qualquer prêmio. Boteco carioca na sua melhor forma!

Decepcão: Blá Blá Champanheria. Atendimento horrível, descaso com o cliente e bagunça generalizada.

Melhor sobremesa: Brownie do Manekineko. Japonês clássico, mas seu brownie com ganache de chocolate e glaze de futas vermelhas, OMG!

Melhor sorvete: Baccio di Latte. Com a invasão de sorveterias na cidade, a Baccio é minha favorita! Sorvete leve, artesanal e muito saboroso (amo o fior di latte!).

Saladinha básica: Bibi Sucos! Você monta a sua maneira e não tem nada melhor que isso (sempre peço delivery!).

Acecipes: Adega Pérola. No coração do Rio, em Copa, um bar carioca clássico e cheio de comidinhas deliciosas.

Árabe: Amir. Também em Copa, árabe de verdade, de qualidade e muito saboroso!

Restaurante que precisa vir pro Rio: Myk! Culinária grega em SP, que faz falta – e é a cara! – do Rio.

Restaurante – gringo – que precisa vir pro Rio: Nobu! Melhor japonês do universo. Please, come!

Pronto, minhas 20 categorias! Se alguém quiser acrescentar ou até mesmo discordar veementemente :p de alguma escolha, só falar! Aceito sugestões e novas dicas também, espero que tenham curtido! 

Meu RJ pelo Galaxy K Zoom: Cidade das Artes

30/10/2014  •  Por Thereza  •  Publicidade, Rio de Janeiro

Chega o fim do ano e nos envolvemos em vários projetos legais e o de hoje é mais que especial, pois fala sobre meu Rio de janeiro e um lugar que precisa ser conhecido por todos: a Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, e tudo isso registrado pelas lentes do meu smartphone, o Galaxy K Zoom, da Samsung, um smartphone com câmara, uma câmara com smartphone :)

A marca me convidou, juntamente com outros blogs para fazer um desafio de fotografia Rio e São Paulo, mas nada de disputas ou bairrismos, e sim para mostrar o que há de legal em cada cidade, tudo através das lentes poderosas do K Zoom, bacana, né?

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No meu caso, tentei fugir do óbvio, mostrar algo que envolve cultura e tem tudo pra se tornar o grande cartão-postal – arquitetônico – da cidade!

Vocês sabem que trabalhei durante 5 anos como arquiteta na construção da Cidade das Artes (que na minha época era da Música, e só chamo assim) e aos longos desses anos ela foi envolvida em algumas polêmicas, onde a maioria era descabida (logo foram solucionadas), mas pra quem acompanhava o projeto, sabia da real necessidade de um equipamento urbano e cultural feito esse pra cidade.

Como carioca vocês sabem que tem décadas que não tempos algo desse porte e, com o perfil do Rio de metrópole e turismo, nada  que mais necessário para incrementar a cidade!

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E hoje em dia, a Cidade das Artes é mais que habitada e usufruida, por lá são dezenas de eventos, peças, musicais e toda e qualquer manisfestação artística, de Concerto da filarmônica Russa a show de fim de ano do Roberto Carlos. Além disso, o complexo em si é um lugar para se passar um dia, levar crianças e contemplar um belo projeto arquitetônico – desenhado pelo premiado arq francês Christian de Portzamparc.

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Quando eu fui fotografar, estava rolando por lá festa de Dia das Crianças e foi incrível ver centenas delas passeando  e indiretamente admirando uma obra como a CDA. Acho que convívios assim geram um certo relacionamento artístico às crianças e que certamente serão assimilados a longo prazo.

Eu super me lembro meus passeios pelo MAM e visita ao Theatro Municipal quando era criança e esse tipo de memória faz o jovem, quem sabe, optar por carreiras artísticas, mas especialmente assimilar locais icônicos feito esse.

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Sobre a câmera, me senti a própria fotógrafa, pois além do cenário te fazer querer tirar mil fotos, a câmera mais que ajuda, pois tem uma tela incrível! Uma das minhas funções favoritas é a de selecionar manualmente apenas os locais onde você quer dar destaque e luz à foto, sem contar que o visor em si já te ajuda a tirar fotos com mais precisão e inspiração, vai dizer que minhas fotos não estão profissa?! :) #thethetestino

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Além disso, a KZoom tem selfie alarm, a câmera é de 20.7mp e ainda é o único smartohone do mercado que tem 10x de zoom ótico. É daquele tipo de aparelho que o leigo se sente confortável pra usar, pois não tem mistério e o entusiasta se farta com tantas facilidades e funções únicas.

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E eu fui no meu momento favorito de visitar a Cidade das Artes: no pôr-do-sol! Quem um dia quiser ir, reserve esse horário, pois a luz fica INCRÍVEL, o sol batendo na construção a deixa cheia de nuances e, é claro, rende ótimos cliques de dia, tarde e noite.

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Para quem quiser saber toda a programação da Cidade das Artes, vale visitar o site e se informar. Por lá tem atividades infantis, concertos e programações populares, recomendo nem que seja pra conhecer o espaço (o acesso é gratuito), tipo duvido que alguém não irá gostar.

Já sobre o Galaxy K Zoom, no site tem todas as infos e funcionalidade e agora o mais legal, quem tiver seu aparelho, use a #GalaxyKZoomBr no instagram e selecionaremos as melhores fotos pra aparecerem por aqui num próximo post!