Fashionismo masculino

10/02/2011  •  Por Thereza  •  Chuck Bass, Estilo, Moda, Pense, Tendência

Vamos falar de moda masculina? Ou como nos comportamos observando e/ou mandando no armário deles? Bom, pra isso precisamos de uma referência, então deixa eu apresentar a minha: Scott Disick…WHO? Bom, ele é o namorado/marido (porque namorido não dá, né) da Kourtney Kardashian e segundo as más línguas é um Chuck Bass piorado inspired.

Nascido e crescido em NY (daí a tal semelhança), mas foi em LA que conseguiu seu lugar ao sol E! como namorado da mocinha em questão. Confesso que não assisti a tooodos os episódios da “família K”, mas dizem que ele tem uma fama pior que Spencer Pratt on pills, mas os episódios que vi, chega a ser engraçado, caricato.

E os looks? No dia-a-dia são profusões de ternos very alinhados, além do LBD tradicional básico e intransferível, Scott capricha na ousadia, cores, estampas e muitos sapatos diferentes. No cabelo, uma quantidade exagerada de gomex pra alinhar a estampa arranhada.

Entre Calabasas e os Hamptons, Scott capricha no Elle-et-Lui-model feelings. Bermudinha tenista, mocassim (já pode morrer com esse de oncinha?) e nada fora do lugar, impecável demais?


Ok, um pouco de desalinho (certamente proposital) não faz mal a ninguém. Scott sabe que está no alvo dos flashes e faz de tudo pra aparecer, e não é que aparece? Na sua função de namorado de reality star, ele vem cumprindo bem (mesmo que exageradamente) um papel de coadjuvante fashionista.

Mas será que na vida real – masculina – essa tal fashionice se aplica? Ternos alinhados, cores combinantes (nota-se que ele adora um roxo/lilás) fazem sentido nessa universo? Quando eu digo na vida real, até onde você aceitaria/incentivaria seu namorado sair “fantasiado” assim? Será  preconceito ou apenas falta de costume nosso?

Não lembro de Kourtney ter comentado sobre essa predisposição-fashion do rapaz, mas com certeza ela não se incomoda, pois eles são personagens deles mesmos. Mas aí, na sua vida real, qual é o limite do fashionismo masculino?

A história do paetê

03/02/2011  •  Por Thereza  •  Moda, Pense, Tendência

Não sou jornalista, muito menos historiadora, mas sou uma excelente curiosa (acho que blogueiro tem que ser curioso). Daí outro dia me peguei pensando no paetê. Qual mulher não ama paetês (surgindo 6 mulheres que não amam paetês em 3, 2..)? Pelo menos em algUM momento da vida, alguém já teve sua fase-paetê (canutilhos e outros formatos semelhantes).

Ele vai de acordo com seu humor, desejo de brilhar ou até nível de piriguetismo. Então resolvi pesquisar, será que paetê é coisa de Joãozinho Trinta?

Claro que não! Muita coisa pode ser especulação, mas crê-se que a lantejoula já era usada desde 2.500 A.C., obviamente com propostas beeem diferentes. O formato original eram discos dourados e brilhosos, feitos de metal, que também já foram encontradas na India, Peru e Egito. Inclusive foi descoberto resquícios de paetês no túmulo do Tutancamon (aquele esperto, queria levar com ele!), e uma bela camisa de lantejoulas, do próprio faraó.

O nome Paetê = Sequin (inglês) = Sikka (árabe), significa moeda, que serviam pra embelezar as roupas dos Reis e Rainhas. E também para adornar a roupa de ciganos viajantes. As tais moedas (em versão fashionista) eram costurada nas roupas pra designar riqueza e status, nada estava ali à tóa, diferente da gente que adooora banalizar o negócio!

Em algumas culturas elas serviam pra desviar os espíritos malígnos, e também evocar a luz do divino. Dizem que até Leonardo da Vinci criou uma máquina de “colocação” de paetês, mas por algum motivo o projeto não foi pra frente.

Mas foi nos EUA (é claro!), no início do século passado, que os paetês foram industrializados, comercializados e servido aos porcos consumidores. Feitas de plástico, elas foram popularizadas por uma fábrica em Nova York (que produzia 6 milhoões de paetês/dia) e eram usados nos espetáculos da Broadway. E quem não lembra no célebre Mágico de Oz? Para os sapatos vermelhos de  Dorothy foram utilizados 4.600 peças!

E chegando bem perto do nosso mundo fashionista-pop, o mito Michael Jackson usava e abusava das pecinhas brilhosas (o formato dela é pra refletir mais e mais), era é praticamente sua marca registrada. Hoje em dia, musas da música, que não são bobas nem nada, usam do histórico artifício pra brilhar muito nos palcos.

O paetê tem seus altos e baixos, momentos de glória e, sim, cafonice, mas é impossível não passar despercebido pelo nosso guarda-roupa!

De blogueira para blogueira

01/02/2011  •  Por Thereza  •  Moda, Pense

Esse é um post que até relutei em fazer, mas acredito que quem é blogueira já recebeu pelo menos um email com essa mesma dúvida: como ter um blog lindo cheiroso de sucesso eficiente?

Quando eu digo eficiente, penso que seja a gosto do próprio blogueiro, que realize às expectativas dele, que dê certo pra ele. A tal da audiência (e tudo nela envolvido) se torna consequência dos bons serviços prestados.

Longe de mim ter pretensão alguma com esse post, mas acho que gostaria de ler um post mais técnico (e menos filosófico) sobre como criar – e manter – um blog, independente de fama, glamour ou o que for. Lembrando, antes de mais nada, que blog é opinião, e essas são as minhas:

Ser blogueira dá trabalho. Pois antes do postar tem O pesquisar, O inovar e, principalmente, saber escrever de uma maneira atraente (boas montagens – via photoshop – também contam muito). Depois disso, temos que responder leitoras, tirar dúvidas, estender a discussão (ponto importante pra uma caixa de comentários rica de conteúdo).

Sem contar a parte mais séria (e nada glamourosa),  que é atender às empresas parceiras, negociar propostas comerciais (sim, muitas vezes bem indecentes), se relacionar com assessorias, marcas e também cuidar de burocracia, que pode envolver nota fiscal e contadora, coisa de adultoCerteza que o primeiro funcionário da Fashionismo inc. será algum administrador ou economista.

Costumo dizer que pra ser blogueira, basta ter uma conta no wordpress, mas depois disso tem…tudo! Mas pra começar, a roupa dele: existem maneiras de deixar o blog com a sua cara, e se a sua cara for a mesma que 50 ou 50.000 pessoas, ótimo.

Ao criar uma conta no wordpress (que é o mais recomendável), existem centenas de layout, mas na minha opinião é sempre melhor optar pelo básico, sem muitos frufrus ou Powerpuff Girls purpurinadas perseguindo sua seta. Como leitora que sou, um blog clean vai me prender mais a leitura que um blog extremamente poluído ( isso inclui não banalizar o rosa).

Não recomendo começar logo com layout exclusivo, pois você pode gastar uma graninha (que dependendo da complexidade, passa dos 4 dígitos) num layout, que 3 meses depois, ou você deixou de ser blogueira (dizem que videologueira is the new blogueira) ou enjoou do design.

Agora se você está de saco cheio do seu layout x, que tem em outros y’s blogs, é uma boa solução desenvolver um modelo exclusivo. Por experiência própria recomendo contratar uma pessoa que tenha conhecimento desse mundo dos blogs, eles estão acostumado com o formato e ferramentas utilizadas. A Lú Ferreira fez o meu e ela é expert no assunto.

Pense MUITO se você quer sair do wordpress (ou blogspot, tumblr), pra se tornar refém do .com.br. Explico, pagar uns U$15 de anuidade pra ter seu domínio próprio pode não ser nada, mas saiba que junto a isso você tem que contratar um serviço de hospedagem pra “guardar” seu blog, já que o wordpress não fará mais isso por você (mas a interface de postagem é a mesma).

No meu caso, armazeno as fotos na minha própria hospedagem, daí, independente do número de visitas, o valor da hospedagem fica beeem caro (falando em dígitos, uns 3 por mês). Muitas leitoras percebem nosso sofrimento com sites lentos e  fora do ar, mas ainda há esperança, quando se hospeda fotos em sites confiáveis tipo Picasa, Flickr.

O lado bom de ser .com.br é que você será mais reconhecida pelo…Google! Ou seja, seu blog aparecerá mais nas pesquisas, consequentemente, mas visitas pra vocês! Aliás,  colocar tags e categorias bem específicas em cada post é eficientíssimo pro Google te achar e te colocar em destaque, melhor que qualquer link amigo.

O meu blog tem 3 anos, e nesse tempo não me lembro de ter pedido link ou favor pra ninguém, na realidade meu networking se resumia a meia dúzia de engenheiros e arquitetos. Acredito que a troca de links seja um acontecimento natural e espontâneo, geralmente são nossas leituras diárias que fazem parte do blogroll, aquele tipo de blog que a gente recomenda de verdade e acredita que a nossa leitora vá gostar.

Seja atenciosa, sempre. Isso pode ser bem piegas, mas as leitoras são nosso jardim. Temos que estar sempre por perto e regando-o, ou seja sempre respondendo e interagindo. Acho que muitas de vocês reparam que estou sempre por aqui atenta à caixa de comentários, e não é esforço (muito menos obrigação), é o mínimo que faço por vocês.

Lógico que ninguém é uma máquina de responder 100%, mas uns 87% já é bem razoável! Isso também vale pra emails, twitters e facebooks. Aliás, as redes sociais são ótimos caminhos pra divulgar um blog e estender relações, o tal do networking.

Mas como divulgar seu blog? Acredito que a caixa de comentários seja o lugar mais sincero de divulgar um blog, mas cuidado com o que comenta. Tem aqueles casos onde você posta sobre batom, daí chega a pessoa e comenta “Adorei essa roupa, visita meu blog xxx”, mas eficientes são aqueles onde a pessoa expressa um comentário verdadeiro (e interessante) e aí sim, deixa o link do blog.

No meu caso, como leitora, visito um blog se li um comentário relevante por aí. Se ser blogueira é ter opinião, espalhar bons comentários pode ser mais eficiente que qualquer cartão de visita.

Depois de um blog querido e estabilizado, as propostas vão surgir, acredite. E você não vai trocar seu espaço precioso por alhos and bugalhos, né? Infelizmente essa área de blogs é meio terra de marlboro, não tem sindicato, parâmetros,  tampouco uma tabela de valores justa. Vai de você, do seu sentimento, mensurar o valor exato de acordo com sua influência com a leitora e, obviamente, número de visitas.

E o mídia kit é simplesmente se portfolio, um documento pra você vender e divulgar seu blog. Pergunte pra alguma blogueira que tenha intimidade, mas nunca mande um email fake tipo [email protected], solicitando midia kit alheio.

Superficialmente falando, um mídia kit tem que ter a cara do blog, ser claro e objetivo (feito no powerpoint, photoshop e enviado tipo pdf). Conter informações básicas sobre você, história do blog, estatísticas e formatos publicitários oferecidos, e sempre deixar uma brecha pra outros tipos de ações e parcerias, pois nos dias de hoje as marcas querem mais que banners, querem inovar. Aqui tem um link precioso com dicas de criação de Mídia Kit.

E o tal do publieditorial? Ele de fato existe e para muitas blogueiras (que tem o blog como profissão, e não vivem de luz, pai e mãe) são necessários. Vai da gente escolher o produto certo, de acordo com nosso público e interesse.

Sempre, SEMPRE informe que se trata de um post pago (seja na montagem, na tag, na categoria) e faça de coração e  com seriedade. Tente relacionar de fato com experiências vividas por você, se for de um produto, que tal experimentá-lo antes? Seja transparente, essa é a política que adoto e admiro quem a faz.

Como blogueira, tente  deixar um publi sincero e atraente, faça com dedicação e tranforme aquilo num desafio (pois de fato é). Como leitora, permita ler um publieditorial, mas se o tema não for de agrado, simplesmente pule, pois o próximo post certamente será! Agora, se existem mais publis que não-publis, aí sim é um caso sério de reflexão da blogueira sobre o loteamento do seu precioso espaço. Seja criterioso!

Quanto ao caminhar do blog, é um assunto mais delicado e pessoal, cada um tem seu foco, tempo e prioridade. Num post passado falei sobre o cuidado na hora de postar (seja sobre a história da indumentária Inca ou sobre a calvície de Chuck Bass), mas além disso é necessário originalidade e opinião.

Se o assunto de amanhã nos blogs será sobre o Oscar, ou faça uma cobertura completa e de referência ou tente mostrar uma visão diferente (tipo as atrizes que apareceram com unha encravada). Dar o seu toque, deixar sua opinião clara (seja ela qual for), são características básicas e irrefutáveis de um blog bacana.

Mantê-lo sempre atualizado, com assuntos interessantes, mesclar temas (tipo não falar de Gossip Girl todo dia…oops), ou ter um tema específico (olha o sucesso dos blogs de esmalte), ter uma linguagem eficiente e sem firulas (porém sem muito MiGuXiSmUsS). Blog não tem mistério ou cartilha, é o tal do feeling, associado a doses de bom senso e opinião.

Post gigante, né? Quem quiser perguntar mais ou acrescentar alguma coisa, seja leitora ou blogueira, vou adorar!