SNAPCHAT, O APLICATIVO SENSAÇÃO (E O PORQUÊ DELE SER TÃO LEGAL!).

13/04/2015  •  Por Thereza  •  Pense

Lembram do mIRC? Orkut? ICQ? Ô-ow, são tantas ferramentas, aplicativos e formas de nos relacionarmos que, enquanto algumas vem e vão, outras entram num ostracismo cibernético que nem fazem falta.

Nos últimos 2 ou 3 anos vivemos a geração Instagram. Tudo glamouroso, belo, popular e populoso. Se Andy Warhol estivesse vivo, sem dúvida repensaria nos tais 15 minutos de fama pois lá no Instagram, ao mesmo tempo que um sucesso pode ser fugaz ele também construiu notoriedade, digamos, questionável, ou melhor: frágil.

Muita gente fala que o Insta já viveu seus dias de glória e agora ele provavelmente se encaminha pro período de saturação, logo, declínio, ou pelo menos se tornar apenas mais um aplicativo.

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Qual é a sensação da vez? O Snapchat. O app do fantasminha não é nenhum lançamento, mas virou febre nos últimos meses. Confesso que fiquei bem reticente a aprender-mais-um-aplicativo, mas um belo dia entrei de bobeira “pra ver colé que é” e adorei. Por lá compartilho do meu café da manhã às lambidas do Gucci. É tudo natural, instantâneo e viciante.

Como sei que muita gente ainda não pegou o espírito da coisa, esse post é pra testemunhar a graça do app e incentivar o uso!

AFINAL,  ONDE – E PQ – SURGIU O SNAPCHAT?

É um aplicativo criado por estudantes (agora Bilionários) que tinha o intuito de gerar, segundo eles, uma “mídia efêmera” e mais particular. Muitos dizem que ele se tornou popular mesmo porque as pessoas usavam pra trocar fotos ~apimentadas~, logo, deletadas. Tipo, quem viu viu, quem não viu não pode ver mais.

COMO ELE FUNCIONA?

Você tira uma foto, escolhe quanto tempo ela pode ficar “no ar” e pode mandar pra alguma pessoa específica ou pra sua “História”. O mais legal pra mim do Snap é a arte envolvida, uma coisa emoji meets paintbrush! Você pode colorir sua foto ou video e tudo fica mais  legal e sem a formalidade de uma Instagramada perfeita.

Você também acompanha o dia a dia de quem você segue na timeline e suas fotos rápidas. Vale lembrar que você tem que ficar com o dedo pressionado na tela (no início eu não entendia haha) pra ver tudo. Além disso tem local pra trocar mensagens e ver snaps temáticos pelo mundo.

Recentemente famosas como Madonna, Rihanna e (a única Kardashian, ok Jenner presente) Kylie Jenner aderiram à onda. Por lá rola de acompanhar a vida de bloggers, sites, empresas e +++ (O Starving fez um post com ‘must follows’ aqui).

POR QUE ELE É MAIS LEGAL QUE O INSTAGRAM?

Eu acho que o Instagram virou uma farsa ;] e perdeu a legitimidade. A começar com a tal lojinha, na qual as pessoas podem comprar seguidores, likes e se bobear comentários “Linda!”. Pra quem acha que isso acabou com a varredura recente, não, ela segue firme e, se bobear, mais forte.

Acho uma lástima a pessoa ter que comprar seguidores pra ser alguém na noite no instagram, no nosso meio da moda isso chega a ser desleal com pessoas comprando seguidores, burlando números e ludibriando clientes. Enfim, não quero entrar a fundo no tema, mas resumindo, o Instagram se tornou um circo e o legal do Snap é: lá não tem número de seguidores ou likes públicos. Por lá tem views, e só você sabe quem viu. Com isso, o ego fica menos inflado, as coisas ficam menos rígidas e mais naturais.

Mas o melhor pra mim mesmo é a ~desfiltração~ da vida. Enquanto no insta você perde 5, 10, 20 minutos editando uma foto, seja pelo filtro perfeito ou até naquela facetunada completa, no Snap não tem disso (ou tem eu ainda não sei). Por lá são 2 ou 3 filtros e fim e, até onde sei, você não pode ‘subir’ uma foto, tem que ser aquela do momento e pronto. Por favor, continue assim, Snap!

Por fim, o 3º ponto mais legal do Snap, ele é AGORA. Não tem latergram, é aquilo que você tá fazendo mesmo e pode ser cantando uma música enquanto dirige, cozinhando, vendo uma paisagem qualquer ou simplesmente snapzando seu gato.

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O Snapchat é uma vida menos glamurousa, porém mais legal e real. É tipo o backstage do Instagram, você mostra tudo de forma mais nua e crua e no final é apenas isso que precisamos. Sem forçar a barra, sem querer parecer o que não necessariamente somos pra ter um mísero like.

No final das contas, achei o app um sopro de frescor em meio à loucura generalizada causada por essa geração do Instagram. Ele é um aplicativo bem cru, de fato precisa ter várias melhorias (sem mexer na essência), mas pra mim tem sido mais empolgante que o Insta, por lá me sinto à vontade pra compartilhar, falar e relaxar.

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Por falar nisso, me acompanhem no #SNAPVLOG que estou fazendo durante meus dias na SPFW. Mostra uma visão diferente do meu dia a dia, blogagem e tudo mais!

Ah, por lá me achem como @fashionismo :) Vocês estão usando, gostam, nunca entenderam?

LEMBRETE: VOCÊ JÁ ELOGIOU ALGUÉM HOJE?

24/03/2015  •  Por Thereza  •  Cultura, Moda, Pense

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Em 2011 fiz um post chamado Praticando o Elogio e, 4 anos depois: preciso fazer de novo e reforçar essa ideia no nosso metier blogosférico :)

Não sei se vocês já perceberam, americano pode ter lá todos os defeitos, você pode nem curtir a cultura yankee, mas eles fazem algo como ninguém: elogiar. E não digo um primo ou amigo, mas sim uma pessoa qualquer na rua, se ela gostou do seu sapato, ela vai te falar “gostei do seu sapato!”. Se uma pessoa curtir seu batom, ela vai falar “curti seu batom!”.

Nesse aspecto, os americanos se expressam, verbalizam, a gente não.

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Eu tenho certeza absoluta que em alguma viagem que você fez na vida (e não tô nem limitando aos EUA, mas até mesmo a alguns outros países) já pararam pra te elogiar. Não tô falando de cantada não, mas logicamente de alguma mulher parando pra elogiar algo específico, de sapato a rímel, se eles sentirem o desejo de falar: falarão.

Eu quis relembrar esse post porque na última viagem comprei um colar lindo da Forever 21 (vou postar foto dele no snapchat) e em apenas uma noite, umas 4 pessoas pararam pra elogiar (Rodrigo chegou a falar, “nossa, vou te enterrar com esse colar” #humor #mórbido). De fato era um colar bonito, mas uma coisa que eu constatei mais uma vez: as pessoas tem necessidade de expressar e compartilhar esse tipo de sentimento, é natural e faz parte da cultura deles.

Eles nem fazem isso pra necessariamente saber de onde é (eu já falava “é da Forevinha, sista! 20 dólares, vai lá!), mas mais como um gesto de delicadeza, educação e pra enaltecer a sua bela escolha.

Eu acho muito bonito isso!

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Mas aqui no Brasil a realidade é outra. Me diga, você viu na rua uma mulher com uma bolsa bonita e se chegar mais perto pra elogiar, é capaz dela pensar que é assalto, cantada ou quem é essa loka falando comigo?!

Triste, mas é verdade. Outro dia conversando com amigas e o fato foi uníssono, ninguém era capaz de parar pra elogiar alguém. Estranho, né? Eu mesma, até depois de postar e endossar o movimento do elogio, segui sem encontrar brecha pra elogiar publicamente, e olha que muitas vezes me peguei curiosa por batom ou vestido bonito. A questão é, se a gente esperar pro brecha, não vamos elogiar ninguém. Esse gesto tem que ser espontâneo e sem planejamento.

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Seria essa nossa limitação apenas um hábito, timidez ou receio da elogiada se assustar? Não sei, só sei que é uma delícia andar pelo shopping ou num restaurante e receber um simples elogio por um item tão banal mas, que aos olhos alheio pode se tornar algo especial. Faz bem pro ego, pra autoestima da pessoa e de repente, naquele dia é tudo que ela gostaria de ouvir.

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North doida pra saber o id da bolsa da Bey

É aquele lance da gentileza que gera gentileza e assim seguimos num ambiente menos hostil e mais amigável. Elogiar é tão fácil, reconhecer um bom gosto e verbalizar deveria ser trivial. Sei que estamos falando de algo relativamente banal, mas é assim que começa!

E vocês, já elogiaram – uma pessoa na rua – hoje, ontem ou em qualquer dia? Conseguem imaginar por que o brasileiro não tem esse hábito como outras culturas? Tem algum caso pra contar que a prática deu certo ou errado?

Que tal começarmos a elogiar um pouco mais?

 

Celebrando o monograma da Louis Vuitton

12/10/2014  •  Por Thereza  •  Moda, Pense

Na história da moda não há nada mais unânime em dizer que o monograma da Louis Vuitton é o mais famoso, respeitado e reconhecido do mundo. Criado em 1896 (!!) por George Vuitton (que viu no monograma uma forma de homenagear seu já falecido pai, o Louis), ao longo desses 118 e 3 séculos, é motivo de desejo, luxo, história e um quê ostentação. Tem períodos de glória, é copiado mundo afora e até rejeitado por alguns, mas sem dúvida, não há simbolismo fashion maior que esse monograma (na foto abaixo, sei primeiro desenho).

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E depois da geração Marc Jacobs, a marca busca renovar-se, encontrar novos projetos e a sua mais recente parceria é algo bem ambicioso: ‘The Icon and The Iconoclasts: Celebrating Monogram”. A ideia da louis Vuitton foi chamar artistas de diversas áreas para recriarem – subverterem, desconstruirem, tudo com carta branca – seu símbolo maior, o monograma.

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E o legal disso é que além de designers e arquitetos, LV convidou “colegas” de trabalho, como Karl Lagerfeld e Christian Louboutin. Quem disse que há concorrência feroz no mercado? Acho que num caso desse a união faz a força e o resultado pode ser surpreendente, afinal, é sempre interessante ver a visão que um gênio tem sobre outro. A coleção será lançada no dia 15/10, mas essa semana já saiu o video oficial da campanha, bem como as primeiras imagens.

Entre modelos como Freja Beha, Liya Kebede e os próprios artistas posando com suas criações, a coleção chega com uma expectativa de sucesso no mercado, não só pela ousadia, mas também pelo apelo dos designers em si, eu já me peguei desejando um modelo bem específico e especial! Mas observem cada um dos 6 artistas e suas artes.

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Christian Louboutin sem dúvida colocou sua marca registrada, o vermelho, na coleção e o resultado foi ousado e criativo, como o designer. Além da bolsa, com detalhes em vermelho e spike (outro material que já vem se tornando característico dele que, mesmo depois da ~moda~, permanece em suas coleções), Christian desenvolveu um carrinho de compras, a ideia era remeter um item super daily french, de uma forma super fashion.

O resultado foi um carrinho rico (aguardem o preço na última montagem), com uma estética LV, logicamente, representada pelo monograma, mas espcialmente por detalhes que rementem o estilo do Loubi, do interior temático, passando pelo detalhe que “segura” o carrinho, repararam? Charmosíssimo!

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E Karl Lagerfeld parece que segue no momento #projeto…karl!  Para sua linha, o estilista da Chanel, buscou objetos de desejo fora do óbvio e o que desejamos mais que um kit malhação grifado? :o Pois bem, Karl desenvolveu uma  ‘estação de luta’, com um saco de box, junto a isso a luva mais fashionista do mundo e tudo num mega baú Vuitton, o preço? Só sob consulta, afinal, serão apenas 25 desses no mundo. Para a vida mais real – e fashion – uma bolsa de verdade que tem um quê de saco de boxe, mas é bem usável!

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E se alguém tinha dúvidas da força da mochila no mundo da moda, parece que ela persiste e mais pop que nunca. O aclamado designer industrial, Marc Newson, desenvolveu uma mochila em 3 corese que mais que design, ela preza pela funcionabilidade e simplicidade.

A estilistA japonesa, Rei Kuwakubo (criador da Comme des Garçons),  apostou na ousadia e provocação e desconstruiu uma das bolsas mais clássicas da marca, criando rasgos dramáticos no modelo. Já a fotógrafa e diretora, Cindy Sherman, recriou o icônico estúdio-baú, com cores ousadas e detalhes que remetem sua história. Cindy também fez uma bolsa, com as mesmas aplicações.

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Agora não tem mistério que Frank Gehry produziu meu item favorito, afinal, ele é meu arquiteto favorito :) Quando postei a foto  no Instagram todo mundo falou que essa bolsa dá muito TOC kkk mas eu achei ela incrível, literal e representação máxima do seu estilo arquitetônico.

Pra quem não conhece bem, Frank é famoso justamente por subverter as linhas, brincar com movimentos e fugir do óbvio, lá no Decorismo estendi a conversa e compartilhei suas principais obras e que remetem a tal bolsa!

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Agora falando sobre preço, ouch, sei que o nome do designer aliado à Louis Vuitton multiplica qualquer cifra, mas não sabia que seria tão radical assim haha Se a bolsa do Frank fosse mais na média da marca, acho que seria até um boa homenagem (imagina você chegando na faculdade e colocando seus Caran D’Ache, esquadro e faca olfa dentr? haha #aquelas). Agora o que eu acho que poderia ser bem usável é essa clutch do Louboutin, poderia ser vendida fora do carrinho, que tal?

No final das contas, achei uma parceria mais que interessante, surpreendente e essa moda poderia pegar! Tipo veríamos Alexander Wang para Chanel, Francisco Costa para Dior, Michael Kors para Givenchy, umas parcerias bem loucas e que no final fugiriam do óbvio e fariam da moda um lindo lugar para se admirar :)