Saia longuete de seda

07/11/2018  •  Por Thereza  •  Moda

Outro dia vi uma foto da minha musa master absoluta, Rosie Huntington Whiteley, durante a New York Fashion Week e me bateu um déjà vu, mais precisamente uma lembrança do finalziiinho dos anos 90, início dos anos 00, acompanhe comigo:

saia cetim

Saia longuete de seda (ou cetim ou alguma mistura similar). Eu usei muito essa saia no início da década passada e lembro que o look da Rosie era o combo perfeito, saia longuete meio soltinha e pra compensar um top curto e sequinho.

E nessa onda da saia meio reta, meio enviesada, mas totalmente longuete, tem uma versão que tá MUITO na moda entre as gringas e eu acho uma graça!

saia de seda cetim

A saia longuete de seda versão oncinha! O modelo é da marca Réalisation Par e conquistou o coração das fashionistas no último verão e tudo graças à onda de estampa animal print que temos visto por aí. Agora o modelo da saia vai muito além da estampa só, olha o movimento.

saia de seda cetim

Tem de todas as cores possíveis e imaginárias, em comum? Cetim, seda e qualquer tecido fininho, meio brilhoso e muito charmoso! Acho que assim como falamos da febre do linho (nesse post aqui), a seda é uma opção de material natural, fresco e a cara do verão, portanto, se curtiu a ideia e viu um modelo desse por aí, vale experimentar! Abaixo fiz uma seleção de 5 modelos na pegada.

saia de seda cetim
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Tem saia lisa, estampada, de bolinha, de todos os estilos e para todas as ocasiões, fica bem com tênis, rasteira ou salto alto, curtem?!

Verão 2019: Tomara que caia

24/10/2018  •  Por Thereza  •  Moda, Tendência

Lá pelos meus 20 e poucos anos, eu tinha um item que amava: tomara que caia! Eu achava o estilo super libertador, leve, uma coisa sexy e, claro, a cara dos anos ’00! Tem tempos que eu não via uma onda TQC (e eu tampouco tava rolando de usar rsrs), mas sabe que estou sentindo um ensaio do retorno?

Muito por conta da tendência desses tops que mais parecem uma tarja, mas também por vestidos fluidos e vaporosos, uma coisa meio boho e descompromissada. Também vi macaquinhos e também aqueles tubinhos indefectíveis, não importa o shape, tomara que caia é uma realidade.

Sabe quem ama a trend? Sempre ela, Rihanna! Esses looks são de 1 ano pra cá e o tomara que caia se fez em 4 estilos de looks totalmente diferente, mas unanimemente lindos.

Sei que o tomara que caia não é nada inovador, muita gente ainda usa (acho que segue implacável principalmente pra vestido de festa), mas no dia a dia não estava sendo muito visto nas lojas! Não mais, andei pela Zara e vi algumas peças e pelos e-commerces idem.

vestido tomara que caia

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Qual é o seu estilo? Tem tomara que caia pra todas! Do básico, passando pelo midi ao longo festa. Tem pretinho básico, tem oncinha, tricô e jeans, se você ama o estilo, fica a dica a cima e também um mundo de possibilidades lá fora, curtem?!

O fim da Henri Bendel e o que podemos entender dessa nova era

18/09/2018  •  Por Thereza  •  Moda, Pense

Há anos conversamos aqui no Fashionismo sobre a transformação do varejo e a forma que consumimos moda, seja digital ou analogicamente. As coisas não são mais as mesmas, e nem estou falando de uma década pra cá, mas de 3 ou 5 anos… muita coisa mudou.

Na última sexta-feira foi anunciado o encerramento das atividades da já saudosa Henri Bendel. Pra quem não conhece, a marca tinha sua flagship cravada no coração da 5a Avenida, ao lado de nomes como Bergdorf Goodman, Louis Vuitton, Tiffany e grande elenco.

henri bendel

Henri Bendel já foi cenário para Blair Waldorf em Gossip Girl, Carrie Bradshaw e Becky Bloom já foram vistas com a icônica sacola listrada. A marca era figura recorrente no imaginário de muitas fashionistas que visitavam Nova York em busca de fazer parte de um sonho, como aquele visto na TV (e uma comprinha de leve).

Eu, particularmente, adorava entrar na loja pra me sentir em Nova York de fato. Adorava o clima fun fashion que a loja tinha, adorava os acessórios, as ilustrações que estampavam as bolsas, amava as velas (aliás, foi a marca quem me inspirou a fazer a minha própria vela de peônias e champagne). Por lá encontrávamos de acessórios a livros, cases de celular a maquiagem, era uma loja de departamento diferente, era lúdica e tinha aroma de Nova York.

Henri Bendel existia há 123 anos, passou por muita coisa, mas não sobreviveu à era digital sedenta por números, likes e uma rapidez de posicionamento. Li uma matéria muito legal no Business of Fashion elencando alguns dos motivos do fim e acho importante compartilhar, pois, podemos até não ser lojistas ou empreendedores, mas isso diz respeito ao nosso universo de consumo e moda.

henri bendel

A CULPA É DA VICTORIA’S SECRET?

Tanto Henri Bendel quanto Victoria’s Secret, fazem parte do grupo L Brands, esse tipo de gestão é normal no mundo corporativo, onde grandes conglomerados administram várias marcas. E no comunicado oficial, eles revelaram que “a Henri Bendel está sendo extinta para que a holding possa melhorar a lucratividade do grupo e focar em marcas maiores que tenham maior potencial de crescimento”.

Muito se fala que a própria VS tem tido dias difíceis, por conta da alta competitividade e surgimento de muitas marcas de lingerie (a maioria dessas muito mais inclusiva e democrática que a Victoria), com isso, HB foi quase um bode expiatório na tentativa do grupo recuperar sua força e receita. Eles afirmam que “dos cerca de U$12 bilhões em faturamento que a L Brands trouxe no ano passado, todas as lojas de Henri Bendel foram responsáveis ​​por minúsculos U$85 milhões e perderam dinheiro em custos operacionais, um valor estimado de U$ 45 milhões só neste ano. Henri Bendel está operando no vermelho há pelo menos dois anos”.

A ERA DIGITAL PODE TE ENGOLIR

Se você não engolir a internet, ela te engole. E provavelmente a grande culpa do fim da marca tenha sido essa falta de traquejo com a internet numa era em que você não pode simplesmente existir, mas tem que ser ativo 24/7, seu feed precisa ser perfeito, suas redes sociais bem administradas, seus estilistas precisam ser influenciadores e, bom, essa vocês já sabem o que vou dizer: ter relacionamento com blogueiros e afins é essencial pra fazer a marca presente… e, confesso, mal via a Henri Bendel fazer nada disso.

E se um dia são blogs, outro dia são blogs e Instagram, daí outro tem blogs, Instagram, youtube, e tem sites, redes sociais xpto…. um turbilhão de ideias e, resumo da ópera? É preciso se ADAPTAR DIARIAMENTE, e quem não faz isso fica pra trás. Estagnar é o maior erro em tempo de velocidade de ideias, informação e competição. E isso vale pra marca, pra influenciador e toda e qualquer pessoa que queria viver nessa era digital.

O PERIGO DO LIMBO

A questão também é que a marca vivia um perigoso limbo. Não era high fashion como uma Gucci, Prada ou sua vizinha – e também loja de departamento – Bergdorf Goodman e muito menos era popular como fast fashion tipo Zara ou H&M. A marca se aproximava mais a uma Kate Spade que, apesar de também sofrer com a crise, tem uma artilharia e investimento muito maiores.

E quem frequentava a loja, sabia que algo ia errado. Lembro que quando morei na cidade e frequentava a loja, semana sim e outra também, ela era muito mais efervescente, vendia de tudo, tinha milhares de eventos, ativações, enfim, era O acontecimento da cidade numa era em que o digital engatinhava. Com o tempo, e por decisão da L Brands, eles passaram a focar só em acessórios da marca própria, os corners de maquiagens saíram e a loja perdeu um pouco do charme. O tamanho também foi reduzido, o que era multimarca virou apenas 1 andar de acessórios e quinquilharias, ok, adoráveis quinquilharias, mas dava pra perceber que a marca estava numa sobrevida.

  

A culpa é da marca, da Victoria’s Secrete ou da Internet? Difícil encontrar um algoz, mas nós somos as vítimas, pois perdemos mais um espaço de moda, um local físico, tangível, vivo, que fez – e poderia seguir fazendo – a diferença. Ano passado foi a vez da Colette em Paris e agora a Henri Bendel.

O que nos resta? Sei que não é só isso, mas posso de cara dizer: vamos para as ruas, fomentar a economia do analógico e não deixar o digital sobrepor a força que é andar pela rua, olhar uma vitrine, entrar numa loja e viver uma experiência. Que mais marcas encarem esse desafio e que mais pessoas entendam que o offline é preciso também.

E vocês, o que esperam de uma loja física? O que faz diferença na hora de entrar e se torna mais relevante que o digital?

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