Um jantar no Shiso, japonês do Grand Hyatt Rio

10/10/2016  •  Por Rodrigo  •  Gastronomia

Enquanto a Thereza fala sobre moda e todo o universo do Fashionismo, sigo comentando sobre vinhos e cada vez mais gastronomia em geral, com dicas de locais e atrações do Rio de Janeiro. E na quarta passada, aniversário desse que vos escreve, tivemos uma experiência maravilhosa no Shiso, restaurante japonês do Grand Hyatt, aqui do Rio.

O Hotel que por si só já vale a visita, inaugurou na Barra da Tijuca no início do ano e conta com três restaurantes especializados em cozinhas distintas, muito legal pra quem quer ter um serviço de qualidade e com respaldo da rede.

Falando do Shiso, pude constatar de perto essa qualidade. Excelência no serviço, ingredientes super selecionados, pratos perfeitamente elaborados e um ambiente sofisticado e acolhedor, só poderiam tornar nosso jantar em uma noite inesquecível.

O Shiso é um japonês com uma pegada meio fusion, que integra elementos asiáticos com um diferencial muito legal, o conceito de cozinha autoral. Isso mesmo, você consegue perceber em cada prato, uma idéia, um estilo, desde belas apresentações ao mais importante, o sabor. Tudo com um propósito pensado para transformar seu jantar em uma imersão gastronômica. Definitivamente não é um restaurante japonês qualquer.

Shiso Hyatt

Antes de falar sobre o nosso menu, preciso fazer um pequeno adendo. Quando fui ao coquetel de inauguração do Grand Hyatt, em abril, provei uma iguaria que ficou na minha memória afetiva até semana passada, a barriga de porco defumada do Shiso.

Essa delícia é grelhada na churrasqueira que fica no centro da cozinha exposta do restaurante e servida com um mix de pimentas asiáticas. Tão macia e suculenta que tive que pedir assim que chegamos. Por favor, peçam!

Shyso Hyatt Entrada

Pois bem, para o nosso jantar, ao invés do cardápio normal, optamos pelo menu degustação Omakaze Zen de cinco etapas (R$210 por pessoa). Começamos com sashimis de atum no molho ponzu, o peixe super fresco estava perfeitamente servido com o molho levemente cítrico, dispensa até o shoyu.

Depois seguimos com lagostins grelhados e servidos na própria casca, fizeram a nossa alegria! Eu sou um apaixonado por lagostins e seu sabor adocicado estava na medida.

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A 3a etapa foi uma surpresa para os olhos e paladar, uma bentô box de 2 andares. Nos explicaram que o conceito caixa era pra simbolizar a forma com a qual os trabalhadores japoneses levavam seus alimentos quando iam para o trabalho. Achei a referência o máximo!

E o conteúdo? Na parte de cima, cortes de sashimi de atum, salmão, peixe branco que varia com o dia para manter o frescor e vieiras, ahh vieiras! Macias ao extremo, derretendo na boca. Na parte de baixo, criações de sushis do chef com aquele toque de azeite trufado que a Thereza ama!

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Na etapa seguinte, ficou ainda melhor. Os peixes já estavam fantásticos, mas quando recebemos um corte delicioso de contra-filé de Wagyu – o lendário gado japonês – quase acreditamos estar no oriente. A carne tenra, suculenta e de sabor marcante e rico estava grelhada no ponto perfeito e ainda era acompanhada por um molho suave de gergelim, legumes, uma sopa missoshiro e arroz oriental.

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Para a sobremesa, além do bolo do aniversariante, comemos essa espécie de mousse com chocolate branco, chá verde e frutas vermelhas, doçura na medida para finalizar uma experiência completa.

O menu degustação ainda pode ser harmonizado com saquês, o que eu recomendo, pois você tem a oportunidade de provar diversos estilos, dos mais secos aos mais suaves e perfumados, além de ganhar uma aula sobre aromas, sabores e processo de produção da bebida. Vale muito a pena, pois você passa a entender e conhecer seu paladar através dos estilos.

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A carta de vinhos é compacta, bem feita e ainda tem opções de vinhos em taça, indico o Gran Tarapacá Merlot para harmonizar com a carne. Os drinks também são muito gostosos, Thereza foi com o delicioso – e, segundo ela, muito fotogênico – Shochu Punch, feito com destilado japonês (o shochu), melão e limão siciliano.

Então, o Shiso é aquele tipo de restaurante que proporciona um pouco mais do que somente uma refeição. Assim que você entra, já sente o clima oriental através da decoração cuidadosamente elaborada pra trazer o clima do Japão pro Brasil. Se você está procurando por esse tipo de experiência com uma gastronomia de qualidade, o Shiso com certeza é uma bela opção, sem contar o prazer de estar dentro de um hotel e se sentir “viajando”, nem que seja por uma noite!

Vinho de quinta: Espanhóis para sair do óbvio!

08/09/2016  •  Por Rodrigo  •  Gastronomia, Moda, Vinho

Continuando com a série de dicas de vinhos para aproveitarmos esse finzinho de inverno, hoje falarei sobre os espanhóis. A Espanha é o país com a maior área de vinhedos plantados no mundo e possui uma tradição milenar na produção vinícola. A uva emblemática do país é a Tempranillo que pode ter outras nomenclaturas dependendo da região de cultivo.

Entretanto, não é só de Tempranillo que vive a Espanha, há uma boa diversidade de uvas nativas com grande potencial, assim como uvas internacionais como a Cabernet e Syrah que produzem vinhos cheios de tipicidade com aquele sotaque espanhol.

As regiões mais famosas são Rioja e Ribera del Duero, com vinhos de alta gama, classudos e famosos no mundo inteiro, como o icônico Vega Sicilia que pode atingir cifras astronômicas. Outra região que tem adquirido muito prestígio com seus vinhos potentes e encorpados é a do Priorato, perfeita pra quem curte uma pegada mais forte.

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Considerando que a Espanha produz vinhos em quase todo o seu território, é fácil encontramos outras macro e micro regiões de fantástica qualidade por preços muito mais atraentes. Cataluña, Penedés, Navarra, Aragón, Bierzo, La Mancha, Toro, Castilla y León são apenas algumas denominações que você pode encontrar nos rótulos de vinhos espanhóis vendidos no mercado brasileiro.

São justamente essas regiões que podem trazer as melhores relações qualidade X preço, principalmente pelo fato de nos dias de hoje, seja pela crise, seja pela necessidade das importadoras criarem benefícios para os consumidores, as promoções estarem mais frequentes.

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Beso de Vino Selección 2009: Belíssimo corte de 85% Syrah 2 15% Garnacha, da denominação de Cariñena que já encanta pela arte do rótulo, mas é no sabor que o vinho brilha na verdade. Aroma aberto de frutos silvestres e blueberry doce, parece uma torta de frutas vermelhas. Na boca tem corpo médio toques de baunilha, tostado e ótima cremosidade. Grande pechincha pra sair da caixinha. R$ 46,90 na Vinho Reserva.

Fuerza 2011: Vinho da região de Jumilla produzido com as uvas Monastrell e Cabernet Sauvignon. Complexo e muito aromático no nariz com notas de ervas frescas tipo alecrim, condimentado deixando parecer que o vinho foi temperado com especiarias tipo canela e páprica doce além de uma pontinha de tabaco que mais lembra cachimbo. Na boca, a fruta aparece em forma de cereja madura. Grande vinho pra surpreender e harmonizar com pratos sofisticados. R$70 na Grand Cru.

Alceño Premium 50 Barricas 2012: Outro tinto de Jumilla. Muito peculiar e até inusitado, quem gosta de sabores com uma pegada de defumado não vai se decepcionar. Esse Syrah com uma pequena parcela de Mouvèdre tem aromas tostados e que lembram carne defumada tipo bacon e salame. Na boca é repleto de ameixas pretas e uma boa mineralidade. Diferente e gostoso. Vai muito bem com carnes, principalmente uma costelinha de porco na brasa. R$74 na Grand Cru.

Senda 66 2011: Elaborado com a uva Tempranillo, esse tinto da região de La Mancha é amplo e frutado com um nariz cheio de morangos maduros, café, baunilha, alcaçuz e flores. Na boca, tem corpo delicado, taninos macios e um saborzinho de anis que dá um charme especial. Boa compra por R$55 na NetWine.

Xabec 2011:  Tinto de estilo exótico e elegante da nova região de Montsant, que obteve crescimento de qualidade meteórico nos últimos anos. Coladinha na badaladíssima e cara denominação de Priorato, Montsant compartilha do mesmo clima e solo da vizinha, porém, felizmente seus vinhos são de valor mais acessível. O Xabec é um corte de Garnacha e Carignan e seduz o olfato com aromas florais de acácias, compota de amoras, pimenta, especiarias doces e chocolate. Já no primeiro gole você pode sentir um sabor balsâmico e refinado, além de um toque de ervas pra dar mais frescor. Grande vinho e belo achado de R$81,60 na Grand Cru.

Liberalia Monte Hiniesta 201: Delicioso vinho da região de Toro, feito com a uva Tempranillo, por lá chamada de Tinta de Toro. Tem tudo aquilo que você espera dessa uva quando amadurece em madeira, aromas de tostado, baunilha queimada, toque apimentado que parece açafrão e um sabor suculento de geléia de framboesa. Contudo, o que mais chama atenção nesse vinho, é a mineralidade e acidez que entregam um frescor maravilhoso em contraponto à concentração de fruta e madeira não deixando o vinho pesado, e sim sutil. Encontrei uma barganha de R$71 na NetWine.

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Então, esse foram alguns espanhóis que eu gosto e que acredito serem fáceis de agradar paladares diversos. Alguns deles estão em promoção e certamente entregam mais do que o preço. Se tiverem alguma dúvida, já sabem, é só deixar um comentário, bem como sugestão de post!

 

Benedictine, restaurante italiano delícia no Village Mall

24/07/2016  •  Por Rodrigo  •  Gastronomia, Moda, Rio de Janeiro

Com esse mais que bem-vindo inverno carioca e a proximidade das Olimpíadas, muita gente que visita a cidade, tem procurado por dicas de bons restaurantes para incrementar ainda mais as férias no Rio. Junto a isso, não há dúvidas de que a gastronomia italiana é unanimidade quando se trata de sabor e variedade.

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Semana passada fomos ao Benedictine, no Village Mall, e ele tem tudo o que você espera de um tradicional e ao mesmo tempo contemporâneo restaurante italiano, com clássicos de norte a sul do país da bota.

Massas artesanais produzidas no local, pizzas no forno a lenha, carnes, peixes, aves e uma seleção invejável de salames e embutidos que podem também ser comprados numa charmosa lojinha dentro da casa. Tudo elaborado com ingredientes super selecionados e com um toque especial do Chef Marcilio Araújo, para representar o que de melhor existe na Itália.

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Ao chegarmos, começamos com o couvert, que eu me arrisco a dizer que é uma heresia deixar passar. Pães caseiros fresquíssimos e quentinhos servidos numa cestinha que já vale o pedido. Outra boa pedida para entrada é a tábua de frios com salames e presuntos importados adivinha de onde?

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Pra completar a entrada (!), pedi uma polenta mole super delicada e suave, já a Thereza foi na salada que ela mais ama nessa vida, mas que não tinha provado no Brasil, a Panzanella fresca, cheia de vida e com um tempero que trouxe à tona nossa memória afetiva da Toscana (ela já postou a receita dela aqui)

benedictine restaurante peixe sal grosso

Para o prato principal, a sugestão foi uma volta pelo Mediterrâneo com peixe na crosta de sal grosso. Perfeitamente temperado com ervas e servido direto na mesa, o peixe de sabor rico desmanchava na boca e ainda acompanhava espinafre, batatas e palmito pupunha, covardia né? O legal é que o peixe é do dia para preservar o frescor, o nosso foi o Vermelho, mas é comum também servirem o Pargo.

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Eis que surge no meio do salão um tacho de grana padano, até aí tudo bem, mas quando despejaram uma massa fresca no fundo do tacho, pronto… Quem conhece um pouquinho a Thereza sabe que esse prato é seu sonho de consumo desde a primeira vez em que ela viu, mas até então nunca havia experimentado. Então, na mesma hora ela pediu a massa sem pestanejar para dividirmos. O linguine maravilhosamente al dente, saía da panela direto para o grana, do qual adquiria a cremosidade característica. É aquele tipo de show no meio do restaurante que vale muito a pena.

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Como se isso tudo não bastasse, ainda rolou um clássico das sobremesas italianas, o Tiramisu, leve e com doçura na medida. Pois bem, o Benedictine é o lugar perfeito pra imergir nos sabores da Itália num ambiente aconchegante e moderno ao mesmo tempo.

Para os amantes do vinho, como eu, a carta é super bem feita com rótulos das principais regiões da Itália e do mundo. Degustamos o Il Poggione Rosso di Montalcino, elegante e frutado, harmonizou bem tanto com o peixe como com a massa.

BENEDICTINE Village Mall

Pra quem quer aproveitar esse frio para uma experiência gastronômica de qualidade, o Benedictine é uma excelente opção.

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