Quem comprou a Vogue desse mês, junto com ela recebeu a revista especial da Carmen Steffens, que toda nova temporada vem no encarte. Esse trabalho, feito em parceria entre as duas, sempre rende novidades, e não só informativo da CS, mas também com matérias bem bacanas, e é claro, feito com todo o know-how da Vogue.
Agora, a grande novidade da temporada, é que além das bolsas e sapatos de sempre, a marca lança uma linha de acessórios, que já podem ser vistos na revista desse mês. A coleção chega às lojas amanhã, dia 7! Agora o que eu mais curti foram esses lenços com estampas exclusivas, ficou uma graça usado como blusa!
Além disso, a coleção vem com pulseiras de couro, com apliques, pedrarias e ferragens especiais. Numa onda de pulseirismo e multi acessórios em geral, um nunca é demais, profusões de informações são sempre bem-vindas!

Ontem, no lounge da Vogue, teve o lançamento oficial do Fashion’s Night Out, evento criado por Anna Wintour e que acontece em diversas cidades do mundo, está de volta ao Brasil.
A idéia surgiu como uma forma fashionista de reerguer a economia americana depois da crise de 2008. O primeiro aconteceu em 2009 e Nova York ficou recheada de eventos (postei aqui minha experiência justamente na época que morei lá). Anualmente são mais de 200 cidades americanas que recebem o evento e a idéia brasileira é crescer cada vez mais.
No papo com Daniela Falcão, editora da Vogue, e Donata Meirelles, elas contaram que o evento acontecerá dia 12 em SP e 13 no Rio, com planos ambiciosos e inovadores. Não foram divulgados muitos detalhes, mas o esquema party & shop continua firme e forte.
E por ali, fiquei impressionada com a bolsa da também blogueira do F*Hits, Juliana Ali. Ela pegou sua Speedy LV, adicionou algumas tachas diretamente da 25 de março e pediu a um amigo artista plástico pra incrementar com umas caveiras, o resultado:
De cara lembrei das Hermés customizadas de Lady Gaga e ela folou que a inspiração foi essa mesma. A idéia subversiva de transformar um clássico em único e transgressor foi ótima e a bolsa fez muito sucesso por lá!
Não sei se teria coragem de fazer isso com qualquer bolsa minha, mas admiro quem tem! E vocês?!

Qual é a sua revista de moda favorita? A minha é a Vogue Paris! Carine Roitfeld e Emmanuelle Alt fazem um trabalho incrível, elas estão sempre à frente, são sarcásticas, irônicas, sexyerótica e com um bom gosto raro. A VP é imbátivel, ousada, admirável e sempre com um senso visionário.
Pra celebrar esse ano marcante (Esse mês foi o último sob o comando de Carine), um pouquinho de história que começa lá na década 20. A revista foi lançada em 1920 e passou por uma fase semanal, até encontrar seu rumo mensal. A primeira editora de moda foi Edna Woolman Chase, que também cuidava simultaneamente da Vogue América e Inglesa.

Agora repare com os anos 30 são mais tímidos, provavelmente o fator-modelo-na-capa não fosse tão marcante ou necessário, daí as fotos eram mais discretas. Na década de 40 a revista ficou fora de circulação porque houve aquele acontecimento… a 2a Guerra Mundial.
E no seu retorno na década de 50, foi celebrado o auge do glamour e a consagração daqueles famosos estilistas que tanto ouvimos falar, até hoje. Lógico que são flashes da moda andando de mão dadas, mas a visão-Vogue-Paris é sempre mais atraente.

E parece que foi na década de 60 que a ousadia invadiu as capas (e recheios) da VP. Uma graça essa primeira capa com esse “chapéu”, mas por incrível que (a fofura) pareça é arte do fotógrafo Helmut Newton, mestre na fotografia de nú artístico (e elegante, bien sur).
Depois disso, os anos 70 foram invadidos por golden girls, só fazendo carão e nada mais (o que já é bastante suficiente). Brigitte Bardot e Verushka, top models soberanas naquela década incrível, uma das minhas favoritas.
Os anos 80, a gente sabe, foi o ano mais cafona, porém o mais divertido de todos e sobrou até pra VP (como veremos abaixo). Mas com o passar dos tempos a revista se tornou avant-garde, sendo referência máxima pros mais fashionisticamente letrados e a evolução de suas capas só nos mostram essa força e poder.

E com a chegada da década 00, sob a tutela de Carine (e com centenas de editorias de Emmanuelle), a revista se afirmou como a mais referencial para o mercado. Se a Vogue de Wintour é repleta de celebridades, a de Roitfeld tem ubber-modelos (muitas vezes nuas) mostrando o que iremos usar em uns 3 anos. E porque não capas com Madonna, Paris Hilton e (a soberana) Kate Moss para todos os gostos. Coisas de Vogue Paris.
Mas como nem tudo são flores no reino do champagne, olha que cafonamente incrível essas capas lá do início dos anos 80? Não precisamos dizer que o mundo todo foi corrompido por essa onda de exagerismo, mas VP estava inspirada, especialmente nas maquiagens.
Esse batom rosa intenso cintilante, essas combinações inusitadas, excessos, confesso que acho o máximo (teoricamente falando)! E pode dizer que você ficou tentada por esse primeiro batom, vai!
Gostaram do post cheio de fotos históricas? Tô com um assim da Vogue Itália no forno, quem sabe posto logo ;D

Historinha! Lembro que quando conheci Olivia Palermo (aka tive coragem de tietá-la por 2 minutos), não queria só tirar uma fotinho, mas também comentar algo relevante de sua carreira, e que não fosse seu papel de pseudo-antagonista em The City.
Aí lembrei que na mesma semana tinha postado umas fotos dela na Vogue chinesa, talvez a primeira de sua carreira. E quando parabenizei-a sobre o fato, a menina ficou tão feliz e orgulhosa de saber que alguém nota – e valoriza – que sua carreira iria além de um reality show da MTV.

E não é que foi?! Um ano e 3 meses depois do nosso encontro casual (rárá), Olivia é praticamente unanimidade fashion. Ok, sempre tem alguém que não vá com a cara da moça, mas é inegável seu talento na hora de se vestir e criar um look effortless chic (sorry estrangeirismo, mas esse termo é mais bonito assim).

Pra celebrar o ano de 2010 incrível (o corte de cabelo deu um gás, né?!), Olivia foi recheio da Vogue Espanha de janeiro, com fotos foram tiradas por Astrid Muñoz e que fugiram bem do visual girlie-engomadinha usual. Achei uma graça, bem charmoso, leve, despretensioso! Nada muito elaborado, porém tão chique quanto Olivia.

Espero que em 2011 Olivia continue sendo maior que um reality show, que continue andando impecavelmente pelo eixo Meatpacking – West Village (ô eixo curto), mas que obviamente volte pra algum spotlight televisivo. Fazendo papel de vilã, mocinha ou um reality show só sobre seu closet (ok, e namorado lindo)!
E pra finalizar, o vídeo do making of pra revista! Merecedora de comprar e guardar (já que elas andam mais baratinhas aqui no Brasil)!
