Guia definitivo do Chile: 5 vinhos que você precisa experimentar!

14/09/2017  •  Por Rodrigo  •  Vinho

Vamos de Chile? Não é por acaso que os vinhos chilenos são líderes absolutos em vendas aqui no Brasil. E não é por menos, a cada ano, a qualidade dos rótulos vem crescendo a passos largos com estilos que agradam os mais diversos paladares. Novos produtores entrando em cena com produtos espetaculares, ao passo que as vinícolas mais tradicionais apostam na inovação para produzir vinhos e descobrir novas regiões.

E por falar em regiões, o Chile é privilegiado por condições de solo e clima variados. O país, que é uma estreita massa de terra tem grande influência de solos desérticos, ventos frios dos andes e da brisa fresca do oceano pacifico. Tudo isso contribui para que o país possa desenvolver de forma saudável vinhos distintos, com senso de terroir, de norte a sul com vários tipos de uvas tintas e brancas. E por mais que os vinhos estejam cada vez melhores, ainda há muita coisa boa por preços honestos.

Assim sendo, preparei uma seleção mais que especial de vinhos chilenos para aproveitarmos nesse fim de inverno e início de primavera. E como todos nós não resistimos a uma promoção, os vinhos estão com descontos especialíssimos. Oportunidade única para degustar rótulos premium por um precinho tentador!

Calyptra Vivendo Reserve Pinot Noir 2015 – Delicioso Pinot Noir com aromas de morangos frescos e framboesas. Na boca é leve, com poucos taninos que não dão aquela secura na boca, e sabores de baunilha, cacau e um leve tostado de madeira. Perfeito para churrasco a céu aberto e pra quem não abre mão de um tinto até no calor. Pode até dar aquela resfriadinha a mais pra deixar bem refrescante. De R$68 por R$37,40. Para assinantes do ClubeW R$31,79. Pechincha!

Canepa Finísimo Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2015 – Postei sobre esse vinho semana passada, mas quando vi que voltou com uma super promoção, não pude deixar passar. Maravilhoso Cabernet pra quem ainda fica com receio dos taninos duros da uva, o Canepa é super macio e suculento, cheio de aromas de chocolate e frutas maduras.Na boca, os taninos adocicados deixam o vinho mais que redondo. Difícil de não se apaixonar e ficar fã da rainha das uvas tintas. De R$85 por R$64,60. Para assinantes do ClubeW R$54,91.

Cordillera De Los Andes Reserva Privada Syrah 2011 – Que tinto! Complexo, frutado e super evoluido. No nariz é uma explosão de frutas negras como geleia de amora e blueberry, além do frescor de ervas finas e canela. Na boca, é carnudo , mas sem ser pesado, sedoso, com notas de chocolate e um final fresco e mineral. Vinhaço! Atenção para o preço, de R$165 por R$57,75. Para assinantes do ClubeW R$49,09.

Cordillera De Los Andes Reserva Privada Chardonnay  2013 – Como não é só de tinto que vive o Chile, esse Chardonnay do mesmo produtor do vinho acima é espetacular. Maduro e com sabor de frutas tropicais como abacaxi e maracujá em calda, além de baunilha, doce de coco e algo que lembra até melaço. Vinho super premium com longo amadurecimento em carvalho e ideal para um salmão assado. E o preço? Assim como seu irmão tinto, de R$165 por R$57,75. Para assinantes do ClubeW R$49,09.

Maycas Del Limari Sumaq Reserva Chardonnay 2015 – Outro queridinho por aqui. Branco super fresco e perfumado com aromas florais e de frutas brancas. Tem um frescor mineral devido a proximidade do vinhedo com o mar e uma acidez viva que o deixa o par perfeito para canapés e comida japonesa. De R$58 por R$34,80. Para assinantes do ClubeW R$29,58.

Gostaram das indicações? São vinhos maravilhosos com descontaços e frete grátis para Sul e Sudeste. Grande oportunidade para conhecer e provar vinhos de ponta. A seleção completa com outros grandes vinhos está aqui. Se tiverem alguma dúvida, é só deixar um comentário.

10 séries e filmes da Netflix pra quem ama gastronomia e viagem!

07/07/2017  •  Por Rodrigo  •  tv, Viagem, Vinho

Televisão é sempre ótima pedida para esses dias de frio. Ficar em casa, debaixo das cobertas assistindo um bom filme é realmente uma delícia, e quando o tema  é gastronomia/vinhos, aí é que a coisa fica mais gostosa. Já virou quase um ritual aqui em casa, assistirmos séries e documentários sobre vinhos e culinária, e o mais legal é que a qualidade desses programas tem atingido níveis de perfeição, quem conhece sabe.

Além de serem fonte de entretenimento, as séries oferecem informações valiosas para quem se interessa e quer se aprofundar mais nesse universo. Pra mim mesmo, várias delas serviram de inspiração para posts, bem como para me deixar envolvido e apaixonado pela enogastronomia. Separei algumas séries e programas da Netflix, que vão fazer você mudar sua visão sobre gastronomia, viagem, vinhos e até cervejas.

Chefs Table: Obra prima indispensável para os amantes da alta gastronomia, ou simplesmente de imagens lindas. A série que está na terceira temporada, apresenta em cada capítulo a rotina de um chef conceituado. Com uma linguagem didática, é quase uma biografia do cozinheiro, falando das suas inspirações para criar e sobre sua vida pessoal. A variedade dos temas é incrível, desde um sofisticado chef de restaurante estilo farm to table em Nova York até um exclusivo chalé no interior da Suécia. A fotografia é um caso à parte. Tem até um episódio sobre o nosso Alex Atala, que te faz admirar ainda mais o estrelado chef brazuca.

Anthony Bourdain: Esse desbocado e carismático chef e apresentador é um dos messias quando o assunto é roteiro gastronômico que foge do habitual e turístico. Dá pra programar uma viagem com base nos seus programas, do Brooklyn até Taiwan, o cara arrebenta nas dicas e descrições dos lugares, tudo com uma edição primorosa.

A Year in Burgundy: Voltado para os vinhos, esse documentário mostra como tudo funciona numa das mais importantes regiões vinícolas do mundo, a Borgonha. Do plantio à vinificação, conseguimos entender a complexidade dessa indústria. Tem também o A Year in Champagne, que segue a mesma linha, só que voltado para as borbulhas mais famosas do mundo.

Somm: Documentário sobre alguns sommeliers que tentam passar no exame mais importante no mundo dos vinhos, para conseguirem a classificação de Master of Sommelier. Depois de assistir dá até pra achar o Enem fácil.

Sour Grapes: Outro documentário de vinhos, esse aborda o maior escândalo de falsificação da bebida da história. Tem humor, drama e investigação, e você ainda fica curioso pra saber o desfecho.

Decanted: Bem legal e técnico ao mesmo tempo, ele fala sobre a evolução da produção de vinhos na Califórnia. Dá pra ver que os caras fizeram por merecer o lugar de destaque na viticultura mundial. Se gosta do tema e região, já postamos sobre as vinícolas que visitamos aqui.

Crafting Nation: Para os aficcionados por cervejas artesanais esse documentário é um elixir, pois aborda o crescimento do segmento nos EUA, e como as pequenas cervejarias incrementam a economia das comunidades locais.

King George: Lindo documentário com um toque dramático, sobre como o estrelado chef francês George Perrier luta pra manter seu restaurante na Filadélfia aberto, mesmo sendo considerado como um dos melhores de culinária francesa do país. O mais legal é que mostra sem romantismo, o estresse dentro de uma cozinha.

Jiro Dreams of Sushi: Para os entusiastas de comida japonesa, esse simpático documentário fala sobre o sushiman Jiro, de 85 anos, dono de um micro restaurante em Tóquio, mas com três estrelas Michelan. A receita para o sucesso é simples, tradição e a melhor matéria-prima. Você vai passar a ver um sushi com outros olhos e querer  comprar passagens pro Japão.

Mind of Chef: Produzido e narrado pelo nosso querido Anthony Bordain, essa série que está na quinta temporada, tem um apresentador diferente em cada uma. O bom da série é que alinha gastronomia, história, viagem e até ciência, com foco nas inspirações e estilos de cada chef. Já no primeiro episódio você fica sabendo sobre como o tradicional e barato macarrão instantâneo teve impacto na cultura do mundo. Dá até pra aprender a transformar um miojo num super prato de chef.

Espero que tenham gostado das dicas e se interessado em assistir. Posso garantir que é gratificante e útil. Se tiverem dúvidas ou sugestões de mais séries é só deixar um comentário.

A evolução do vinho

27/04/2017  •  Por Rodrigo  •  Vinho

Já aconteceu com algum de vocês de abrir um vinho e a primeira impressão ao cheirar ou provar não ser tão agradável? Tipo, o vinho parece meio duro, áspero, alcoólico demais ou simplesmente sem aroma ou sabor, só que após um tempo ele simplesmente muda? Isso é muito comum, e posso dizer que já “quebrei a cara” várias vezes quando comecei nesse  mundo.

Antigamente, eu abria a garrafa e já despejava na taça pra tomar, assim como a maioria das pessoas, só que eu fui percebendo que alguns vinhos se comportavam diferente com o passar das horas. Lembro como se fosse ontem de um vinho sul africano super bem avaliado que eu comprei, mas que no primeiro gole veio a decepção. O aroma era quase imperceptível e na boca o gosto só lembrava madeira, daquele tipo que você tira farpa da língua de tanta aspereza.

Fiquei desapontado comigo mesmo, imaginando que meu paladar não era pra vinho. “Empurrei” a garrafa quase toda goela abaixo e deixei o restinho pra, quem sabe, usar pra cozinhar mais tarde. Eis que de noite, peguei a garrafa (acho que pra fazer molho ferrugem), e pra minha surpresa, veio um aroma delicioso na minha cara! Curioso, coloquei na taça pra comprovar, e quase como mágica, o vinho estava maravilhoso, cheio de aromas de chocolate, baunilha e geléia de frutas vermelhas. Fiquei feliz, mas ao mesmo tempo chateado por não ter tido essa impressão mais cedo.

Isso acontece pelo simples fato de que vinho é uma bebida viva, com vários elementos que interagem e evoluem. Muitos vinhos precisam “respirar” para liberar seus aromas com mais intensidade, ou quem sabe suavizar seu sabor e ficar mais macios. Vinhos jovens, envelhecidos em madeira, complexos ou estruturados precisam de mais tempo em contato com o ar para oxigenar e mostrar toda sua exuberância.

Vinhos com teor alcoólico mais alto (acima de 14%) também vão se beneficiar com essa oxigenação para evaporar um pouco do álcool. Geralmente os aromas mais fechados, vão ficando mais francos e as características frutadas aparecem mais, os sabores amadeirados dão lugar à baunilha, chocolate, café e os taninos, que antes “amarravam” a boca, podem dar uma amansada e ficar mais redondos e doces.

Mas como eu faço pra oxigenar o vinho? É só deixar a garrafa aberta por um tempo antes de tomar. Tem gente que faz uso do decanter, que é aquela jarra de vidro ou cristal, que serve para aumentar a superfície de contato da bebida com o ar para ter uma aeração maior. É válido, mas quem não tem, não precisa se preocupar. Se abrir a garrafa uma horinha antes, você vai se surpreender com a diferença. Faça um teste, tome um gole assim que abrir a garrafa, e veja como o vinho se transforma depois de respirar. Já aconteceu de eu abrir um vinho bem complexo de manhã, para tomar só no jantar. Claro que não é todo vinho que precisa disso, porém posso assegurar que essa bebida não foi feita para os apressados. Deixar o vinho oxigenar é a maneira mais fácil de aproveitá-lo integralmente no seu ápice.

Depois dessa explicação, não poderiam faltar dicas de tintos que ficam muito mais atraentes após abertos por um tempo.

Clos de Los Siete 2013: Esse delicioso argentino com 14,5% de álcool, é um corte de Malbec, Merlot, Cabernet Sauvignon, Syrah e Petit Verdot. Já é bom assim que aberto, mas se esperar pelo menos uma hora, verá como os aromas evoluem para ameixas, geléia de amora e essência de baunilha. Tem bom corpo e com o tempo fica ainda mais macio, R$99.

Terra d’Uro Finca La Rana 2012: Belo espanhol da região do Toro, que com certeza cresce e aparece com uma boa respirada. Tem aromas complexos como de couro e defumado que evoluem bem em contato com o ar, trazendo notas de frutas negras maduras, especiarias e ervas finas. Na boca, os sabores de madeira, depois de um tempo ficam mais elegantes e os 14.5% de teor alcoólico nem se fazem perceber, R$70.

Quinta da Fronteira Reserva DOC 2012: Português divino da região do Douro. No auge dos seus 5 anos de idade, está no momento perfeito para ser degustado. Com 18 meses de envelhecimento em carvalho, esse tinto precisa oxigenar para suavizar os aromas de madeira e mostrar sua exuberância com belas notas florais, de cereja preta e uma pontinha de especiaria como açafrão. Vinho de ótima estrutura e complexidade, que se ficar umas duas horas aberto, vai deixar amaciar seus taninos e aumentar o frescor e sedosidade, R$146.

Espero que essa dica básica de fazer o vinho respirar possa ajudar na hora de degustarem, pois pra mim, no início, fez toda diferença. Se tiverem alguma dúvida, é só deixar um comentário.