Veja as 3 lojas mais incríveis dos últimos tempos!

14/11/2017  •  Por Thereza  •  Compras, New York

Já foi assunto aqui no Fashionismo como o mercado tem mudado (vale reler esse post), a experiência de compra online tem se tornado mais vantajosa e atraente, mas, e os shoppings? Lá fora, os grande malls tem perdido força, mas será que um dia esse universo de compras analógicas vai deixar de existir?

Fique tranquila que não, apesar de estarmos vivendo uma revolução na forma de consumir, as lojas físicas não vão mudar, mas sim se adaptar, as marcas vão sair do lugar comum, vão se reinventar e tudo pra agradar a gente. No final, eles investem, a gente gasta e a economia segue girando. Bom pra todo mundo.

E sabe um bom exemplo disso tudo? 3 estabelecimentos que inauguraram em Nova York na última semana. Você pode até não ter passagem próxima com destino ao JFK, mas veja essas 3 boas sacadas que reforçam o posicionamento de 3 grandes marcas.

COCO CLUB AT THE WING

O The Wing é um espaço CoWorking que fica em Nova York e é exclusivo para mulheres. Por lá, além de dividir espaço de trabalho, acontecem eventos temáticos, workshops, bate-papos e tudo voltado ao universo da mulher, feminismo e sororidade. O projeto não tem muito tempo, mas já é sucesso e com planos pra novas locações futuras.

Dado o sucesso, a Chanel se uniu ao espaço e criou o Coco Club, uma pop up store só para mulheres (bien sûr) pra divulgar seu relógio lançamento que, ironicamente, se chama BoyFriend. E o local funciona como clubinho, com eventos, festas e ainda é aberto ao público em dias específicos. O corredor rosa millennial com o neon “Be A Woman To Watch” é a certeza que precisamos muito do offline pra encher nosso digital de fotos, tem local melhor pra uma bela selfie?

GLOSSIER YOU, O NOVO PERFUME DA GLOSSIER

Eu sou apaixonada pela Emily Weiss, desde os tempos de blogueira do Into the Gloss. Eis que com investimento polpudo e um marketing muito pinteresco, sua Glossier em pouco tempo foi alçada à marca queridinha, com produtos incríveis e um verniz muito amigo do Instagram.

Eu já fui à Penthouse (eles não são necessariamente uma loja) da marca no Soho e é incrível, mas agora ela abriu uma Pop-Up Store que te faz querer tudo! Na realidade a loja temporária vende apenas um produto: seu novo perfume.

Eis que você entra na loja, passa por uma experiência visual impactante – o vermelho bordeaux dá lugar ao rosa claro característico da marca, depois a experiência olfativa chega quando você entra numa sala e um jato suave de perfume invade sua cútis, continuando, a sala é repleta de texturas, do tapete ao veludo das paredes, tudo muito convidativo. Ao final da experiência, você não tem outra opção… a não ser comprar o perfume. Bom, até tem, mas como resistir?!

BLUE BOX CAFÉ E LITERALMENTE UM BREAKFAST AT TIFFANY’S

Como não pensaram nisso antes? Na última semana a Tiffany’s inaugurou um café na sua icônica loja da 5a ave chamado Blue Box. Logicamente o ambiente é todo decorado com seu azul característico e você pode tomar um belo café da manhã – ou qualquer outra refeição – olhando a famosa rua e o igualmente famoso Central Park.

Não precisamos nem mencionar que eis homenagem justíssima ao igualmente icônico filme, Breakfast at Tiffanys (Bonequinha de Luxo)! Dizem que as filas estão de dobrar o quarteirão, mas taí programão permanente para quem for à cidade mais criativa e com as melhores lojas de todas!

O que rolou no Plaza Trends 2017!

22/08/2017  •  Por Thereza  •  Publicidade

Quem me acompanha pelas redes sociais, sabe que na última sexta-feira passei uma tarde delícia no Plaza Shopping, em Niterói com parte da turma F*Hits! O evento consistia em rodar pelo shopping, passar em lojas selecionadas, escolher meus produtos favoritos e inserir o selinho Fashionismo de qualidade :)

Comecei pela Sephora e lá escolhi todos os produtos que amo, ou seja, que são pauta recorrente aqui no Fashionismo e também na minha necessaire. Depois segui pra Pandora e montei uma pulseira com meus charms favoritos, que envolveram drinks, champagne, sapatos e vestidos, sério, parece que você tá numa loja de doces , porque é cada charm lindo.

Depois seguimos pra Maria Filó e me bateu um saudosismo, a marca é uma das primeiras de moda que eu consumia religiosamente e há tempos não entrava pra ver sua coleção e essa está especialmente linda, foco nas estampas e nos brincos, aliás, em breve teremos um post com a volta do brincão. Depois segui pra MAC e encerrei em grande estilo na Forever 21!

Eu já tirei tanta foto clandestina pelas forevinhas da vida, já tomei esporro de segurança, que confesso que foi um prazer montar uma arara de looks de maneira oficial e com ajuda da equipe de vm da marca, todos eles ficaram expostos durante o final de semana por lá.

PLAZA-TRENDS-2017

No final, ainda rolou um bate-papo no qual falamos sobre moda, blogs e internet e preciso confessar uma coisa, antigamente eu tinha pânico de falar em público, sério, pânico de me tremer toda e negar várias oportunidades, vocês não fazem ideia, mas eu mudei. E agora tenho me sentido muito mais confortável e aberta a falar e falar e se deixar… falar mais e mais, ainda mais um assunto que eu adoro e vivencio nesses 10 anos de internet e fashionismo!

Portanto, obrigada Plaza e F*Hits pela tarde fashion e noite de bate-papo e muito obrigada em especial às leitoras queridas de Niterói que foram lá me prestigiar, amei!

A nova ordem do varejo de moda

04/04/2017  •  Por Thereza  •  Pense

Ano retrasado fiz esse post falando que “alguma coisa está fora da ordem” e, música à parte, estava… na realidade ainda está! Era o início da crise no país, mudança econômica global, novas formas de consumir, outros meios de comprar e no final: a internet! O texto falava do lado editorial, com o fechamento de revistas, do nosso consumo mais consciente, mas também de como as marcas estavam pisando no freio no quesito offline, tudo pra entender a tal demanda digital. Quase dois anos depois, talvez não tenhamos respostas oficiais, mas o panomara segue em observação.

Recentemente li duas ótimas – e assustadoras – matérias, uma no Business of Fashion chamada, “Se atualize ou morra” e no Business Insider chamada “O Apocalipse do varejo”, no qual elas citam a revolução do varejo, marcas falindo e como as vendas digitais vem engolindo o offline. Os títulos são assustadores, bem como a situação.

Só no último ano temos acompanhado uma grande transformação no varejo, pra contextualizar, cito algumas marcas que estão se reposicionando em busca de uma nova chance: Macy’s vai fechar 68 lojas, mas ok, ainda ficam 700; JCPenney fechará 138, mas ainda restarão 900, e ainda tem a outrora mega popular Sears, que tá fazendo as contas pra saber se deixa alguma aberta pra contar história.  Sabe o que acontece quando lojas âncoras balançam? Todo o varejo treme. E o ano mal começou, e o BoF prevê que pelo menos outras 8 grandes lojas de departamento possam entrar com pedido de falência só nos EUA.

E das gigantas, as que fazem a moda girar, mais uma leva de marcas deram sinais de crise: J.Crew vem sofrendo com prejuízos crescentes (inclusive ontem foi anuciada a saída de Jenna Lyons); Kate Spade busca comprador pra injeção de capital; BeBe está fechando todas suas 170 lojas apenas pra focar no online; a luxuosa Neiman Marcus tem uma dívida bilionária. No quesito falência oficializada, a BCBG Max Azria, que até ano passado desfilava na NYFW, entrou com pedido de falência nesse mês. Além dela, marcas jovens como American Apparel e The Limited, também seguiram nessa onda, com intuito de reestruturação. Isso sem falar do caso Naty Gal, do apogeu à queda, é dos casos mais notórios dos últimos tempos.

Sabe aquelas pequenas lojas de shopping, que não são uma grande fast fashion ou uma loja de departamento, mas elas existem e funcionam desde que o mundo é mundo e a moda era moda? Tão fechando! A moda local, a loja de bairro vem perdendo espaço pra ele, pro online!

E a matéria vai além e cita a falência do sistema shopping. Lá fora a pegada é um pouco diferente, mas ainda alarmante. Ver uma gigante fechar, impacta a economia e até o aspecto cultural, afinal, ir ao shopping é mais que comprar, é experiência, é entretenimento. O que vai acontecer? Não sei.

E aqui no Brasil, você imagina esse cenário? Pois bem, ele pode acontecer, esse é um movimento global que vai além de uma simples adaptação ao digital, mas também a força de um novo movimento de consumo consciente  e desacelerado. Mas ainda assim, a internet é a responsável, você se imagina fazendo compras apenas no online?

Ano passado postei sobre a dificuldade de comprar em loja e sermos bem atendidas, lembram? Esse é um problema real e que sem dúvida pode ser o diferencial de marcas que querem se manter com suas lojas físicas. Treinamento de funcionários, lojas que funcionem como espaço além da compra, criar uma experiência… esse é o caminho! Você pode até comprar mais no online, mas o ao vivo será preciso pra posicionar uma marca, afirmar uma identidade e criar uma memória. Lá fora esse novo sistema é realidade e por aqui só espero que chegue logo.

Já citei aqui o case da Amaro, que nasceu no digital, mas tem seus guide shops justamente pra aproximar o consumidor. Recentemente a Beleza na Web foi outra que fez o caminho inverso (tem matéria interessante no Meio & Mensagem sobre) e, se marcas originalmente online, estão buscando um lugar no shopping, burrice é das marcas que possuem lojas físicas prioritariamente não se posicionarem.

O que fica é que os tempos são outros, gostamos de comprar, de gastar com umas brusinhas, mas cada vez mais vamos querer comprar com qualidade e experiência. As marcas vão ter que nos cativar!

E vocês, tem comprado mais online ou offline? O que esperam de uma experiência no shopping e o que gostariam de viver no futuro digital?!

 

 

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