Chorando glitter com a nova coleção da Balmain

12/12/2017  •  Por Thereza  •  Fashion Week

Que me perdoe a rainha Gretchen e todos os comensais dessa internet memística, mas não consigo usar nenhuma gíria atual (lacre, tiro, bomba) pra definir essa nova coleção da Balmain, a não ser a tradicional “chorando glitter”. Pois é isso que estou, meu canal lacrimal jorra canutilho, purpurina e paetê.

Explico, estamos na temporada Pre-Fall, mais popularmente conhecida como aquela meia estação pós-verão e aquecimento pro inverno 2019 (deles). As coleções apresentadas nesse período, geralmente vão às lojas à partir de setembro, OU SEJA, o glitter brilho glam eighties, não vão a lugar alguém!

Hoje a Balmain apresentou a sua nova coleção e ela é praticamente tudo que podemos esperar da marca: drama, ostentação, ousadia, armário Kardashian e aquele déjà vu de coleções atrás. A marca tem ~fama de sempre seguir com sua fórmula bem sucedida e essa coleção é um pout-porri de diversas outras, AINDA BEM!

É que tanto “enchem” o saco do Elie Saab pra sair do lugar comum, que sua coleção Pre-Fall é uma cópia da coleção resort da Dior (postei no Instagram), mas Olivier Rousteing acordou inspirado e já imagino recebendo os zaps da K-Family toda pedindo pra reservar os looks. Não vou falar mais e apenas compartilhar os lacres.

Se você é uma pessoa minimalista, talvez esse post possa ter te dado uma tontura, mas, convenhamos, o cara é mestre em fazer roupas que são desejo, poder e ostentação. Do brilho ao bordado, da extravagância ao shape ousado, por mais Balmains!

Estilista do dia: Michael Halpern

22/11/2017  •  Por Thereza  •  Estilo, Fashion Week, Moda

Anote esse nome ou guarde esse post: Michael Halpern, 29 anos, estilista nova iorquino, radicado em Londres e que passou pelas principais e mais célebres escolas da cidade. Há 1 ano lançou sua Halpern Studio e pra você ter uma ideia, foi a 1a marca que a Bergdorf Goodman contratou para ter em sua loja com apenas uma coleção exibida, palavras ditas com surpresa e orgulho, pela buyer da gigante, Linda Fargo. Resumindo, a Halpern é fenômeno, entenda o motivo…

DISCO DANCE FEVER! A Halpern existe há pouco tempo e desde então tem esse dna fortíssimo: paetê, muito brilho, peças dramáticas e um visual que flerta com os anos 70 e 80. Em tempos que essa última década está na moda, o estilista vem arrebatando os corações de inúmeras celebridades, veja só quem usou seus já indefectíveis looks.

Eu conheci através da italiana super cool, Giovanna Battaglia, esse curtinho mora no coração, mas além disso, foco nos looks de Katy Perry a Marion Cotillard, Amal Clooney a Cardi B. Aliás, Marion foi a 1a celebridade a vestir um look do estilista em pleno festival de Cannes, tem madrinha melhor?

E impossível resistir a muito brilho, glamour e exuberância, tudo ainda com uma modelagem marcante, drapeados, assimetrias e itens que já vem configurando o estilista como uma das principais revelações da história recente da moda. Queridinho de editoras e também muito visto em editoriais, o americano, mas com quê cult inglês, sem dúvida será figura presente em mais e mais tapetes vermelhos.

Numa entrevista à Vogue, ele contou que no início da faculdade, suas peças eram chamadas entre seus ~amigos de “Cafona”, mas a revista corrige “na realidade, Fabulosas!” e ele acrescenta, “Sempre busquei inspiração no glamour exagerado, na era Studio 54, daí procuro compensar com modelagem clássicas, seja através dos bustiers ou drapeados de mestres como Charles James, Lacroix, Christian Dior”, e o resultado são essas peças ousadas, mas com caimento perfeito e sofisticado.

Na minha opinião dá super gosto ver suas pecas, admirar sua ousadia e aguardar o que vem pela frente desse mundo cheio de brilho, tipo um KiraKira da vida real, curtiram?!

Até a Anna Wintour tá dizendo que a moda tá mudando (e precisa mudar mais)!

10/10/2017  •  Por Thereza  •  Fashion Week, Pense

Ela deveria ser a primeira, mas quando eu digo até, é porque sabemos que muito do padrão vigente geralmente é imposto por revistas de moda, sempre estrelando mulheres magras e brancas e lindas em suas capas/editoriais e tudo encabeçado pela Vogue América e sua editora, Anna Wintour.

Agora quando até Anna, num discreto mea culpa, diz que a moda tem mudado e quem não entrar nesse compasso fica pra trás, é porque o negócio é sério. “A moda tem responsabilidade de estar um passo a frente do seu tempo e não persistir na ideia de retratar as mulheres de uma forma só”, milita Anna rs.

E depois de uma longa temporada de moda, de Nova York a Paris, com milhares de looks e desfiles, a editora gravou um vídeo pro site da Vogue e fez um mini balanço da temporada. Foco no brilho e transparência? Que nada, a análise foi comportamental e de como esse sistema da moda está mudando. See Now Buy Now nem é mais uma questão, mas sim a forma como você leva a informação de moda. Elenquei uns pontos da reflexão da adorável diaba.

PASSARELA DA VIDA

Modelos sérias andando de um lado pra outro num cenário frio e impessoal? Esqueça! Segundo Anna, o que tem chamado a atenção são desfiles apoteóticos, com cenários vida real, seja num jardim, restaurante, cachoeira ou aos pés da Torre Eiffell (sim, estamos falando de Saint Laurent e um dos melhores desfiles da temporada).

Agora as modelos não são só um cabide bonitinho, mas elas demonstram atitude na passarela. E desfilam nesses locais reais, seja pra gerar um clique no Instagram ou pra eternizar na memória de quem assistiu.

A DIVERSIDADE ESTÁ DIVERSIFICANDO

Parece até piada, mas de fato, se 1 ou 2 temporadas atrás, um desfile de moda com uma gorda ou com um casting de mais de 1 negra era raridade (pra você ter ideia, essa é a 1ª vez que a NYFW tem uma temporada com mais de 2 negras nos castings de todos os desfiles, e isso porque NY é mais avançada, imagina em outras cidades), agora isso tem se tornado mais comum. Os corpos tem mudado, as etnias tem se amplificado e, pra você ver, até uma mulher super grávida foi vista desfilando com seu barrigão de 6 ou 7 meses.

Engraçado que se antes a gente exaltava essa meia dúzia de marcas que pensavam um pouco a frente, nessa temporada eu só botei reparo nos desfiles que sequer tentaram uma representatividadezinha. Por exemplo, Nova York é rainha em desfiles  trabalhados na diversidade e também política, já Paris segue nadinha e ainda ignora o momento, uma pena.

No vídeo, também é citado um dos desfiles mais falados do mês, com as uber tops, Cindy, Naomi e cia, todas com seus 40 e poucos, encerrando para Versace. Será que essa nova geração de modelos está tão fraca que eles estão recrutando as da outra geração? Ou um recado da Donatella de que é possível aumentar essa faixa etária da passarela?

SE ATÉ A VOGUE TÁ DIZENDO…

Ainda no tema, encerro com as aspas da temporada, “A diversidade nas passarelas finalmente virou o padrão, não um vislumbre raro da realidade, com modelos (e não-modelos) de cada raça, idade, tipo de corpo e identidade de gênero representada. Com castings menos homogêneos, os shows também seguiram dessa forma, menos previsíveis”, lacra Anna Wintour.

Com isso, dessa vez nosso tradicional report de tendências vai apenas exaltar essa tal de diversidade e transformação na engrenagem da moda que estamos vivendo. Ao longo do ano a gente fala da tendência x ou y, mas agora o que fica é que todo esse papo de representatividade não está só na moda, mas tem se tornado clássico, já era hora! Aguardando como funcionará na prática.

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