A Década Kardashian!

16/08/2017  •  Por Thereza  •  Celebridades, tv

Dizem que a cultura pop das celebridades morreu em 2009. Mas, se desde então não ouvimos mais falar tanto de Lindsay, Paris & Nicole, nessa mesma época começou a desabrochar uma nova geração de mulheres que rendiam capa, menos pelo fator loka-na-balada, mais pela simples existência na nova era selfie/digital.

Fez-se as Kardashians! Esse ano o reality Keeping Up With the Kardashians comemora 10 anos de existência e as mulheres da família foram capa da prestigiada revista The Hollywood Reporter e nada de dicas de produtos, maquiagem ou relacionamento, o papo foi business e de como a família transformou esse universo digital de marketing, selfie, girl power e empreendedorismo.

De personagens de um reality show num canal a cabo (eles também gostam de chamar de docusérie) a produtoras de uma megafranchise que é transmitida em 167 países, reúne 9 spinoffs (Take Nova York, Miami, Khloé e Lamar e até o mais recente, Life of Kylie), sem contar as empresas de moda, beleza, apps e as inúmeras parcerias com outras marcas. Trouxe uns highlights da matéria pra cá!

DE QUEM FOI A IDEIA

A polêmica começa por aí. Recentemente, em seu livro, Caitlyn Jenner disse que a ideia foi dela, “A casa está inundada na puberdade, repleta de jovens e com dois pais com estilos muito diferentes. Parece-me que há algo para a televisão”, versão que Kris obviamente rejeita. Ela fala “talvez alguém devesse lembrá-la de que o programa se chama Keeping Up With the Kardashians”.

Oficialmente a ideia foi de Ryan Seacrest, ao ver o sucesso de Os Osbourne, ele buscou uma família até então não muito conhecida e, entre amigos em comuns, chegou na K-Family. A ideia original ia girar entre as 3 irmãs cuidando da loja Dash, mas logo se tornou um programa pra falar do dia-a-dia de todos.

O QUE FEZ OS PRODUTORES SE ENCANTAREM?

No auge do frenesi das celebridades, muito difícil se destacar entre o meltdown da Britney, as polêmicas de Lindsay e o frenesi de Brangelina. Sabe o que encantou os produtores e fez o programa sair do papel?

Kimberly Noel Kardashian.

Ela estava aparecendo um pouco como amiga da Paris, tinha o lance da sextape… e o que os produtores viram, “Ela tinha um visual que não era comum na tv. Ela não era super magra, era real, e isso poderia inspirar.” Viu como, mesmo sendo obviamente magra, houve de fato uma quebra de padrão e isso mudou com o tempo? Da loirinha herdeira Paris Hilton à morena ~exótica armênia desconhecida Kim Kardashian, foi bem por aí.

O MOTE DO PROGRAMA

Segundo Seacrest, “Vai ter brilho e glamour, mas vai ter honestidade e vulnerabilidade. Não serão apenas lindas imagens, teremos momentos reais e vulneráveis” E Kris acrescenta “Se formos participar disso, estaremos todas entregues, será um reality sobre a nossa realidade de fato”.

E às vésperas de lançar, surgiram as primeiras ideias de nome:  “Kardashians: Krazy with a K”, “Living Kardashian”, “Krazy Kardashians”. O nome oficial veio por acaso, de tanto que a equipe estava… “Keeping Up With The Kardashians”, fez-se a franquia.

AGRADEÇA AO TWITTER

Pense 2007, quais redes sociais existiam? Certeza que a família não estava no Orkut, mas foi o famigerado Twitter (que muita gente acha que morreu, mas segue vivíssimo e poderosíssimo, me segue) que espalhou a palavra Kardashian e trouxe o lado mais vida real à família.

Ryan então sugeriu que as meninas entrassem na rede social do passarinho pra estender o impacto que o programava causava na “2a tela” e que elas também compartilhassem um pouco mais de suas vidas de forma rápida, sem filtro e autêntica. E lá mesmo foi o termômetro que mostrou o surgimento do fenômeno. É bem engraçado pegar tweets antigos – à la Neymar – da Kim e cia.

F-A-M-Í-L-I-A

A entrevista seguiu entre as irmãs, Kris, Ryan e os produtores e algo em comum é notório: o senso de família unida. O que eu, particularmente, acho incrível nelas é essa união e força que elas passam umas as outras. É claro que o programa é editado, tem roteiros e narrativas, mas a gente sente que há amor e apoio entre eles, até mesmo com os agregados (vide o relacionamento com o Scott e o apoio dado ao Lamar).

E eles atribuem muito da longevidade do programa a esse fator, pois no final das contas, entre altos e baixos, é uma família contando história, seja com muito glamour ou invenção de moda, no final das contas eles são família e com tantas cifras e egos envolvidos, eles seguem forte.

E além do recheio, fotos lindíssimas das irmãs nessa cartela crua e exposta, comc erteza tem um significado por trás disso. Adorei saber esse lado b do programa e como elas se reinventaram e, de fato, trouxeram um novo comportamento à industria das celebridades. Seja selfie, nudez e publipost, impossível falar dessa última década digital sem traçar um paralelo com a família Kardashian, isso é mérito puro.

 

 

 

Ronda da Semana: Stories, Zara, as capas do mês e a volta do LDS!

04/08/2017  •  Por Thereza  •  Celebridades, RDS

Antes de encerrar a nossa semana agitada, gostaria de agradecer todos os comentários no post da idade, fiquei muito feliz! Bom saber que vocês entendem – e curtem – que o Fashionismo é um lugar que podemos falar de tudo, do mais puro entretenimento ao papo cabeça e reflexão, afinal, um bom papo de amigas é isso, né? Tem de tudo <3

1 ANO DE STORIES
Um ano se passou desde o surgimento do Stories, uma cópia descarada, mas muito bem feita, do até então onipresente Snapchat. Tirando a lição de “se Mark quiser comprar algo seu, venda!”, o que fica é que o efêmero é uma realidade, vídeos curtos, temporários e – supostamente – casuais. Como marcas e influenciadores tem reagido ao movimento?
Em comemoração à data, essa semana saiu a info que 250 milhões de pessoas usam diariamente o Stories e eis uma lista dos 20 Stories de moda mais ativos e relevantes, todos valem o follow, seja pra observação ou inspiração: 1. Emily Ratajkowski, 2. Chiara Ferragni, 3. Candice Swanepoel, 4. Hailey Baldwin, 5. Cara Delevingne, 6. Adriana Lima, 7. Victoria Beckham, 8. Miranda Kerr, 9. Gigi Hadid, 10. Dior. Pra ver a lista e matéria completa, clique aqui.

LOOKS DA SEMANA

Saudades do Look da Semana? Cansei de promessas e venho confirmar que com o novo layout ele vai voltar!!!1! De uma forma diferente, mais rápida, diária, atual, enfim, acho que vocês vão gostar :) Enquanto isso, me apaixonei pelo look Julien Macdonal da Krysten Ritter e o Atelier Versace da Cara Delevingne, podem ir pra lista de curtos do ano, que tal?

NOVOS TALENTOS DA ZARA

Que a Zara vem buscado remar contra a maré das polêmicas envolvendo seu nome, isso é fato. Agora junte aí mais uma tentativa de, ironicamente, humanizar a marca. Essa semana eles anunciaram que vão promover novos talentos da moda, com o projeto Shape the Invisible.

Em parceria com escolas de moda, entre elas a Parsons NY, eles escolheram 60 estudantes de moda e 60 desenhos criados por eles para transformar em roupa à venda na Zara mais próxima. O projeto consistiu na Zara enviando à essas escolas roupas de outras coleções, com isso os estudantes tinham que desenvolver novas peças e as vencedoras serão vendidas em Zaras pelo mundo. A ideia visa reforçar a sustentabilidade e criatividade, achei super Project Runway, que tal?

AS CAPAS DE SETEMBRO

E só agosto chegar que a gente recebe chuva de #SeptemberIssue aka, a capa mais importante do ano! Se essas pessoas estão na capa da revista, é porque elas são importantes, influentes e tão com tudo. Até agora ponto pra Kristen Stewart, Blake Lively (teve post aqui), Selena Gomez e cia. Enquanto a principal da temporada não vezm, especulá-se que a Vogue US terá JLaw na capa, será?

Bom final de semana!

Blake Lively fala sobre relacionamento, feminismo e filhas!

31/07/2017  •  Por Thereza  •  Celebridades

Saudades da Blake Lively? Pois bem, a atriz é capa e recheio da edição mais importante do ano, a #septemberissue da Glamour americana. A capa é para divulgar, entre outros projetos, seu novo filme, “All I see is you“, que estreia em setembro, ou seja, chuva de tapete vermelho em breve.

E melhor que as lindas fotos – vestido e bota Fendi, o recheio está com uma matéria incrível e que revela o lado Blake mulher, esposa e feminista, tem de tudo, separei uns lances.

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SOBRE RELACIONAMENTO COM RYAN

Blake quer fugir do estereótipo de vida perfeita, casamento perfeito, enfim, tudo aquilo que imaginamos dela. “Amo meu marido o tempo todo, mas não sinto borboletas e arco-íris toda hora”, segundo ela, é preciso desmitificar esse ideal de relacionamento perfeito, especialmente entre os famosos.

Brigas? Sim, mas ela revela um segredo na hora de resolvê-las, “Em outros relacionamentos, eu desabafava e buscava conselho com alguma amiga, mas com Ryan, antes de ser marido, éramos amigos, com isso o trato como meu melhor amigo, desabafo e busco sempre esclarecer os problemas direto com ele, e ele faz o mesmo, me trata como melhor amiga”, fica a dica.

SOBRE CONCILIAR AGENDAS 

A entrevista foi feita em Vancouver, onde Ryan grava Deadpool 2 e Blake revela que alinhar agendas para que os dois não estejam trabalhando no mesmo período, é o segredo pra manter a família unida. “Admiro as pessoas que colocam o trabalho em primeiro lugar, mas o que nos preenche de fato e prioritariamente é a nossa família. Depois disso, tudo vem em segundo lugar. Já tivemos que desistir de coisas que amamos pois não funcionou ao mesmo tempo”

Depois de Ryan, será a vez de Blake trabalhar, a atriz será estrela e produtora executiva de “The Husband’s secret”, da mesma autora de “Big Little Lies”, esse será o grande passo na carreira da atriz, pois nessa dupla função ela poderá controlar mais o trabalho e o tempo.

SOBRE POLÍTICA

Quem acompanha a atriz nas redes sociais sabe que, apesar do lado brincalhão nas legendas do Instagram, ela se posiciona em assuntos sérios como feminismo e política.

Para ela, a vitória de Donald Trump foi, apesar de triste, transformadora, “Eu me tornei mais consciente e sensível à pauta. Não apenas em relação a machismo, mas também sobre discriminação em qualquer área, classe, gênero, raça”.

SOBRE A LUTA CONTRA O TRÁFICO SEXUAL

Blake falou de seu trabalho na Child Rescue Coalition, uma ong que usa a tecnologia pra proteger e recuperar crianças vítimas de exploração sexual.

Ela ainda fala de tudo que aprendeu na luta contra o tráfico sexual “Há milhares de casos de crianças desaparecidas nos EUA a cada ano, algumas dessas crianças são traficadas pelo sexo, mas isso não é relatado. Você lê apenas as meninas brancas ricas e de classe média que foram sequestradas, mas há pessoas desaparecidas o tempo todo, e porque são minorias, porque elas são provenientes de bairros empobrecidos, eles não fazem as novidades. Isso é tão devastador”. Ela ainda finalizou contando que diariamente, de 30 a 50 milhões de fotos de pornografia infantil, são compartilhadas na Internet.

SOBRE EDUCAR AS FILHAS

Muito desse engajamento da Blake se deve às suas duas meninas, James e Inez. A atriz busca ser o mais reservada possível e também faz parte de um grupo de famosos que não permite que tais fotos de paparazzi das crianças sejam publicadas por grandes veículos, e eles respeitam.

E o que ela vem buscando ensinar às suas filhas? “Pare de dizer às meninas que elas podem tudo, uma afirmação dessas, pode abrir margem para questionamentos, afinal, nós todas nascemos nos sentindo perfeitas… até alguém dizer que não somos, portanto não temos o que ensinar, apenas protegê-las do que já sentem”.

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Achei a entrevista muito legal, profunda e que revela um lado da Blake que a gente até imaginava, mas é importante reafirmar. E ela termina o papo compartilhando sua filosofia do tudo passa, “Sempre que algo for triste e dolorido, passa. Se algo for bonito e incrível, é preciso aproveitar, pois isso passa também, tudo passa, aprecie a vida”. Fofa!