Antes tarde do que nunca, o post da FIT! Além de abrir meu diário pra vocês, esse é um post que gostaria de ter lido desde janeiro, período em que comecei a pensar nessa possibilidade de realizar meu sonho antigo de morar em Nova York. Então espero ser bem clara, se não for sintam-se à vontade pra perguntar, e quem tem experiência, compartilhe! E usando a máxima do Obama, yes, you can!
O primeiro passo, muita pesquisa! Não é uma mudança que é feita de uma hora pra outra, tem-se que pesquisar as opções de curso, de acordo com tempo e dinheiro disponíveis, e também saber se oferece visto. Bem no início da pesquisa não achava nada sobre a FIT, e as agências no Brasil não tinham nenhum convênio estabelecido com a escola, porém eles ofereciam um curso de Inglês + Moda na LIM, outra faculdade de moda daqui de Nova York. Como esse curso oferecia visto de estudante me matriculei nele pra garantir. O curso durou um mês e durante o dia era o curso de moda e a tarde inglês na Rennert, o que foi bom que desenferrujei my ingrish. Cada semana era um tema diferente (o meu favorito foi fashion buyer) e nós sempre fazíamos field trips pra conhecer empresas, lojas e como funcionava a parte mais bussines da moda. Recomendo! Em qualquer CI, STB ou agência de Intercâmbio você pode se informar.

A minha intenção não era fazer faculdade ou pós-graduação, que são duas opções mais longas, que precisam de TOEFL e bastante dinheiro, então procurei por algum curso de extensão em uma área mais definida e de meu interesse, mas o site da FIT é o pior site do universo e não cooperava com minha busca! Aí uma alma iluminada chamada Cami do blog I am leaving today me mostrou o caminho das pedras! Ela comentou dessa área da FIT chamada Continuing Education (os tais cursos de extensão) e que são ideais pra quem não tem muito tempo, nem visto de estudante ou TOEFL. Os cursos duram em média 1 ou 2 meses e tem desde Planejamento de evento até Pet design e o melhor, o preço é bacana! Os cursos custam em média U$300, mas o único porém é que você tem que se matricular assim que as vagas (limitadíssimas e disputadíssimas) são abertas.
No meu caso, optei por dois cursos, Fashion Stylist (tô amando!) e Image Consultant, e assim que as vagas foram abertas, em julho, imprimi a ficha de inscrição e enviei via fax (!) com meus dados e cartão de crédito. Os cursos duram 2 meses e acontecem uma vez por semana, geralmente durante a noite. A aula é ótima, as professoras são super renomadas e com um inglês ligeiramente avançado você compreende tudo. Esses cursos tem geralmente durante todo ano e as inscrições começam em janeiro ou julho. Quem quer passar o verão aqui também tem cursos de verão com duração de um mês, em junho e/ou julho.
A FIT tem uma infra estrutura maravilhosa, os alunos já são uma inspiração fashion e colocar um curso desse num curriculum acredito que seja bem interessante.

Além de estudar na FIT tive a chance de voluntariar (que é sinônimo de trabalhar, porém menos divulgado) no New York Fashion Week. A professora Barbara Berman recruta alunas da FIT para ajudar no backstage dos desfiles, e pra quem gosta dessa área é incrível ver como tudo funciona! Além do Bryant Park, trabalhei no Milk Studio e em outros lugares, o trabalho não tem nenhum glamour, mas é super limpinho. Consta basicamente em vestir a modelo 1 minuto antes dela entrar na passarela (olha a responsabilidade!), e mesmo não sendo nenhuma Anja Rubik, vestir Natasha Poly e Kassia Struss foi no mínimo interessante. A adrenalina empolga e não deixa de ser divertido você esbarrar com Julia e Carine Roitfelld pelos backstages sempre movimentados. E mais uma vez, mais experiência no curriculum! A Barbara Bermam é ótima, super acessível e mesmo não ter sido aluna dela, ela se “impressionou” com meu curriculum (de arquiteta, só pode). Mês que vem vou trabalhar no desfile de noivas da Jenny Packham! Agora não me perguntem quanto ganhei, porque já está explícito que foi só experiência! Aliás, nem americano ganha 1 centavo trabalhando de estagiário ou voluntário, essa cultura é estritamente brasileira.
Não satisfeita com a NYFW (que dura só uma semana), entrei no site do Fashion’s Night Out e vi que podia se cadastrar pra voluntariar de alguma maneira, então já que estou aqui, porque não?! E pra completar, me colocaram justamente com Anninha Wintour, se não se lembra, clica aqui. Além dessa experiência, trabalhei por um período bem curto no Seventh House, um showroom super badalado por aqui que tem dezenas de marcas hypes, mas como tenho 27 anos e sou taurina, não aguentei algumas coisas (longa história!). Mas a grande maioria dos estágios por aqui, só você estando matriculada na faculdade, o que não é meu caso. E por causa disso perdi um estágio fantástico na Harper’s Bazaar (minha maior tristeza), a moça me adorou, queria marcar entrevista, mas era norma da empresa só oferecer para quem estava matriculado. Enfim, nesse site aqui tem ofertas de estágio desde Stella McCartney até Vogue, e posso falar, nem é difícil, recebi várias respostas, mas que ficavam presas nesse detalhe.

Minha formação é de arquitetura e eu nunca vou deixar de ser arquiteta, independente de qual será meu futuro quando voltar pro Brasil, então não posso deixar de vir pra cá e fazer algo na minha área, além de observar os prédios incríveis que vejo todos os dias! Uma ótima dica para quem quer vir pra cá e não necessariamente estudar moda é fazer um curso de extensão na NYU. A maior Universidade do país, super notável e que agora tem até Blair Waldorf em seus corredores, oferece cursos em centenas de áreas. Nesse caso é mais caro, dependendo da duração e do curso, pode girar na faixa dos U$700, mas também vale muito a pena. E diferente da FIT, o site é ótimo e tem a lista de todos os curso!
Vocês devem imaginar que viver por aqui não é barato (carne e papel higiênico são artigos de luxo), além disso o metrô não é dos mais aconchegantes e você não anda feito Olivia Palermo de salto 12 everyday, mas a cidade respira moda (e arquitetura) e você certamente se inspira mais com as pessoas nas ruas do que com as vitrines deslubrantes. Sinto falta do Brasil, da minha família, dos amigos, do trabalho (e de trabalhar!), mas exceto pelo frio que já chegou, tem sido maravilhoso! Espero que esse post tenha ajudado e servido de incentivo a quem pretende vir pra cá.

E quem tiver algo a acrescentar, por favor, vamos compartilhar nos comentários abaixo!

Quando falei no início da semana que o blog cobriria o New York Fashion Week diretamente das tendas, foi super ironia, mas agora dreams do come true, vou trabalhar colaborar voluntariar nesse mega evento de moda! A correria é louca, eu já não sinto mais minhas pernas e o band-aid já é minha segunda pele, mas vou fazer de tudo pra tentar tirar algumas fotos, descobrir alguns babados e fazer posts legais e exclusivos pra vocês!
Como não bastasse o NYFW,vou trabalhar colaborar voluntariar no Fashion´s Night Out, um evento de moda que acontecerá em diversas capitais do mundo (tem aí no Brasil também), com o objetivo de celebrar a moda! O evento estará espalhado por diversos lugares da cidade e me colocaram pra trabalhar na Macy´s do Queen! Glamour zero? Cê-que-pensa, minha companheira de ofício será Miss Anna Wintour que estará lá assinando as camisetas oficiais do evento e batendo um papo com a galera (nooot!), e eu estarei lá junto, trocando a tinta da bic (not!) (maybe).

Pra dizer que nem tudo são flores nessa vida nada glamurenta, vou assistir o desfile do brasileiríssimo Carlos Miele e contar tudo por aqui! Então tenham paciência com eventual escassez de posts, pois é tudo por um bom motivo! E pra quem pede fotos eventuais de NY e de quem vos fala, visite o flickr do blog! E no final de tudo isso, o twitter é a fonte principal (e mais rápida) de notícias, fotos e fofocas. Sigam-me os bons!

Se você vem pra Nova York pensando em torrar seus míseros queridos dólares na Topshop, esqueça! A loja é muito bonitinha, muito badaladinha, mas realmente não vale o quanto pesa, garanto que você vai gastar suas verdinhas mesmo é na H&M! Se for comprar fast fashion que seja lá, além de tudo é que nem Estácio padaria, tem em toda esquina! Eu já dei dezenas de chances pra Topshop, mas sou brasileira e desisto nunca sempre, pois é na H&M onde vou passar meu Amex Visa.

Ainda não tive tempos (is money) de ler o The Economist, então não sei como tá o lucro da Topshop em NY, mas posso garantir que a parte de liquidação da loja é graaande (até a coleção da Kate encalhou) e o máximo que você encontra é alguma fantasia tipo Lilly-Allen-on-drugs. Enquanto isso na H&M a liquidação…bem, não existe liquidação, no máximo uma arara bem xoxa pra dar pinta pros menos-menos afortunados! E nunca um ditado fez tanto sentido, nunca deixe pra amanhã o que você pode comprar hoje, na H&M as coisas somem rápido!

E se tem uma coisa mais legal ainda na H&M é a revista, que tem distribuição gratuita nas lojas. A revista é muito bem feita e mostra as novidades da marca, estilo e tendência dos fashionistas, além de editoriais inspiradores!

Beijos, Hennes & Mauritz, me contrata!

Se você vem pra Nova York e quer fugir do eixo Times Square-Central Park, não ache que o bacana é só ir pros cantos do Soho-Meatpacking. Com a saturação da Ilha, todos os caminhos te levam ao Brooklyn!
Lembra que em Sex & the City e Friends o pessoal torceu o nariz para a mudança de Miranda e Monica, mas na realidade elas são/foram tendência! Além disso, os Humpfrey também são outros que adoram essa simpática – e imensa – região.

Reserve uma tarde da sua viagem, de preferência um sábado, pra conhecer Williamsburg. De metrô é rapidinho e você logo sai na principal avenida, a Bedford. Lá você encontra de tudo, lojas descoladas, brechós amontoados, bares lotados (se você é fã de uma cervejinha me liga, lá custa módicos U$2,50), restaurantes baratinhos (na grande maioria asiáticos), mas o mais legal dessa região são as pessoas!

Celeiro de gente digna e exótica, que pode até não ser seu estilo (provavelmente não é), mas é um ótimo exercício-fashion analisar o comportamento e moda desses também autêntico new yorkers. São diversas tendências misturadas em estilos diferentes, que o mais legal disso é apenas sentar, observar e se inspirar.
Depois da admiração alheia, não custa nada (tá, pode te custar algumas doletas) passear pelos brechós da região. E aos sábados e domingos tem uma feirinha de artistas locais bem simpática chamada “artists & fleas”. E vale relembrar que o site Superfuture é meu melhor amigo nessa jornada, mapas super completos de cada bairro com indicações de lojas, restaurantes, cafés, museus e tudo que cada local pode oferecer!
