2 x Ashley Graham na capa da Vogue e da Bazaar!

04/07/2018  •  Por Thereza  •  Pense

Ashley Graham, 30 anos, a 1oª modelo mais bem paga do mundo e ícone plus size. Aliás, Ashley não gosta de receber esse rótulo, “a Indústria da moda insiste em me chamar de plus size, mas prefiro pensar que esse é o “my size” e pronto”, mas reconhece que é um “nicho” no qual, ao ser de uma certa forma categorizado, mostra sua força e QUE FORÇA!

Ashley Graham é O nome quando o assunto é modelo fora do ~padrão vigente. Daqui uns 50 anos, quando não houver padrão algum (assim espero rsrs), lembraremos de Ashley como precursora desse novo mundo. Hoje, 2018, ainda estamos bem longe do razoável, mas é preciso reconhecer que é um avanço comparado com 5 anos atrás.

Quando o assunto são desfiles, foco na inclusiva NYFW, que é a edição mais democrática (e não só em relação a tamanho, mas também raça, idade) e esqueça a preconceituosa Paris Fashion Week (com modelos cada vez mais magras, que foi preciso uma lei pra tentar regularizar essa questão). Agora quando falamos de capas e editoriais, sem dúvida esse mês será lembrado por Ashley Graham onipresente e em dose dupla em 2 grandes publicações mundiais.

Semana passada foi divulgada a capa da Vogue Arabia com Ashley Graham e Paloma Elsesser que, além de plus size, também é negra e latina (já que estamos falando de representatividade). E eu achei a capa o máximo!

Gosto, porque não é aquela capa wannabe inclusiva, com modelos plus, mas com roupas disfarçando suas curvas, pelo contrário, são roupas exuberante (amei os looks Balmain) e que exaltam a beleza e vivacidade das duas. Vale lembrar que é uma Vogue Arabia e esse decote já foi uma ousadia, por isso elas ficaram mais vestidas dentro da piscina (isso ocorre em todas as edições da VA, sempre mais cobertas).

Depois disso, ontem saiu  mais uma dobradinha de capas da Ashley, dessa vez solo na Harpers Bazaar UK e eu estou apaixonada!

A primeira capa é um lindeza, você sente o frescor daqui e transmite uma coisa boa. Já a segunda é exuberante e divertida, como se fosse um Stories da Ashley, casual, mas glamurosa!

Sei que muitos ainda rechaçam esse tipo de representatividade, a maioria pelo preconceito velado, mas também outras por acharem que é migalha ou feito de forma errada.

Agora acho que posso dar meus 2 centavos nesse tema e falar com o mínimo de propriedade: me sinto inspirada. Olho uma Ashley e me sinto livre, dá até pra respirar aliviada e perceber que de fato os tempos são outros. É o tal do  *Representatividade importa*.

Sim, Ashley ainda é mais ~padrão do que propriamente gorda, mas mesmo assim, ela é uma voz, não só um corpo, mas uma voz que rege esse novo momento e muitas vezes fala de forma natural sobre o tema, é tipo banalizar uma pauta que deveria ser comum, ainda bem! Ashley não necessariamente levanta bandeiras o tempo todo, ela é A bandeira ambulante, a personificação que ser fora do tal padrão é possível, aliás, não deveria existir padrão algum, as pessoas deveriam simplesmente existir.

Minha única observação nessa onda plus size (ou qualquer outro rótulo que queira chamar), é que eu gostaria de ver outras modelos, mais modelos, muitas modelos em mais capas e editoriais! Ashley pode ter aberto as portas, mas que o mercado cada vez mais note e dê espaço para outras modelos (aliás, essa semana tem #poraí com uma modelo dessa nova safra).

Lembro que ano passado achei o máximo – logo postei aqui – a top na capa da Vogue América, é um super feito, mas hoje me incomodo um pouco com a tal roupa que disfarça (sem contar o controverso photoshop) usada por ela na capa.

Mas que bom que as coisas avançam e melhoram, acho que no final das contas, nosso olho fica mais sagaz, a gente admira, mas também aponta questões que podem ser melhoradas. Quando o tema é esse, sempre busco me questionar, pensar se é pouco, se é um token ou “não faz mais que sua origação”, mas às vezes, nem que seja por 2 minutos ou 2 capas, que a gente simplesmente contemple e compartilhe algo importante assim.

E vocês, conseguem perceber o avanço e como está se tornando mais comum ou ainda acham longe do razoável?!

Era uma vez a Dolce & Gabbana…

26/06/2018  •  Por Thereza  •  Estilo

Uma marca italiana famosíssima, criada por Domenico Dolce e Stefano Gabbana, sempre com peças extravagantes, estampas mirabolantes e desfiles capotantes. Inegável sua força nos tapetes vermelhos, editoriais de moda e qualquer lugar que tenha moda, tem D&G. Ou teria?

Tudo muito bom, tudo muito bem. Eis que de uns anos pra cá, a marca tem sido mais falada por suas polêmicas em entrevistas e redes sociais, do que por seus – inegáveis – belíssimos vestidos e acessórios.

Tudo meio que começou em 2013, numa entrevista sobre sua coleção #DGFamily, ao ser questionado o fato de não ter filhos, Domenico afirmou, “uma criança quando nasce deve ter um pai e uma mãe. Ou pelo menos deveria ser assim. Não me convencem aqueles que eu chamo de filhos da química, crianças sintéticas. Úteros de aluguel, quase escolhidos por catálogo. E depois vá explicar a essas crianças quem é a mãe”.

A polêmica foi muito forte e na época, nomes como, Courtney Love, Madonna, Victoria Beckham e Elton John (que tem filhos através de fertilização in vitro), vieram a público demonstrar insatisfação e sugerir boicote à marca, com a #BoycottDolceGabbana.

Depois disso, foram muitas outras polêmicas e comentários preconceituosos e gordofóbicos no Instagram. Num deles, ao ser criticado por seu tênis escrito “Magra e maravilhosa”, ele respondeu assim, “Quando a idiotice distorce a realidade!!! Inacreditável!!! Da próxima vez vamos escrever ‘Amo ser gorda e cheia de colesterol’. Pra todos os haters: muuuuito obrigado, recebemos 20% mais pedidos por esses sapatos depois dos seus comentários. Amo vocês, eu sou magro e maravilhoso”.

Vale lembrar que o modelo “Thin & Gorgeous” de fato foi ~sucesso e até aqui no Brasil, a versão bolsa foi vista recentemente nas mãos de Giovanna Lancelotti, na estréia da última novela das 9. Gostaria de acreditar que ela não leu a mensagem (ou não sabe inglês?!??), mas quem usa uma afirmação dessa, compactua com a gordofobia.

E a mais recente polêmica da dupla mexeu com o fandom errado: Selena Gomez, a nº 1 do Instagram! Numa postagem com fotos da cantora, Stefano comentou do nada, “ela é tão feia!!!”. O bullying pegou muito mal e os Selenators não deixaram barato, mas parece que o estilista nem se importou e seguiu com o deboche.

Onde quero chegar com tudo isso? É que talvez as polêmicas finalmente passem a doer no bolso e no prestígio da dupla. Confesso que não entendo quem, em sã consciência dos acontecimentos, usa a marca, mas parece que já existe um movimento poderoso para boicotar Dolce & Gabbana dos tapetes vermelhos.

Na semana passada, rolou nos EUA um painel sobre “O futuro do tapete vermelho”, promovido pelo site The Business of Fashion, com diversos nomes importantes da área e a marca foi assunto.

A top stylist, Karla Welch (1° lugar no ranking do THR), que cuida de nomes como Justin Bieber, Lorde, Karlie Kloss e Amber Heard, disse que já estava atenta ao posicionamento da marca, mas com o caso de Selena foi a “gota d’água” e revelou que mandou tirar imediatamente todas as roupas e acessórios da marca de suas araras de produção.

Já Jason Bolden, stylist responsável pelos looks de Taraji P. Henson, Gabrielle Union e Mary J. Blidge contou que boicota a marca há anos, justamente por conta de seu lado controverso, “apesar dos belos vestidos”.

Nem Selena Gomez, nem Kate Young (stylist da cantora e de muitos outros nomes importantes, como Dakota Johnson e Michelle Williams), se posicionaram a respeito, mas sem dúvida a marca, que pouco fez, não fará mais parte do seu repertório fashion. Acho que já era hora e ainda bem que os stylists precisaram tomar a frente dessa situação desnecessária e ultrapassada.

E vocês, conseguem ainda admirar a marca ou pessoas preconceituosas não passarão, apesar dos lindos vestidos?!

 

Urgente: Kim Kardashian está usando as roupas mais bizarras, confira!

14/06/2018  •  Por Thereza  •  Celebridades, Estilo

Amo colocar “urgente” e “confira” num título, acho que denota uma seriedade, bom, mas esse post não é nada disso, pelo contrário… mas com todo o respeito!

Acho que a maioria que nos lê aqui nessa world wide web, gosta de Kim Kardashian. E, falando por mim (mas sei que por muita gente também), amo, mas sei criticar quando preciso. Já fizemos centenas de posts exaltando, mas alguns outros criticando, vide a era comprimento ingrato e aqueles vestidos colocados a vácuo e encerrados ali na região das canelas, lembra? Ou até mesmo aquela tenebrosa era em Paris, recorda?

Pois muito que bem, tudo isso é PASSADO, pois Kim Kardashian se SUPEROU! No hercúleo esforço de ajudar o marido e sua nova coleção, a Yeezy, Kim usou uns looks pra andar out-and-about por aí, gerar uns cliques e rodar o mundo. Sabe o famoso “fale bem ou fale mal, mas fale de mim”? É o que tem pra hoje.

Selecionei abaixo todos os 7 looks usados nesses últimos 3 dias (até o prematuro, porém necessário,  fechamento dessa edição), para vossa apreciação.

Eu não sei o que pensar, apenas sentir e… sinto muito Kim, esses foram os looks mais bizarros que você já usou. Tem vezes que eu acho que você vai pra academia, mas aí vejo outro look e tenho certeza que há uma missão para você na agência espacial americana, em outro momento apenas acho que você vai soltar de bungee jump.

São muitos sentimentos e uma certeza, não podemos julgar quem faz coisas por amor, lindíssima, usou tudo!

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