Precisamos conversar sobre Aline Riscado

15/01/2017  •  Por Thereza  •  Celebridades, Estilo, Moda, Pense

Nesse final de semana rolou mais uma daquelas correntes da internet para, digamos, descobrir reações e preconceitos alheios. O projeto, chamado de “Teste do Vestido”, consistia em mandar uma foto pro whatsapp do digníssimo, com a Aline Riscado usando esse vestido ousado, e perguntando o que ele achava da namorada comprar um igual. E aí?

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O resultado foi uma chuva de: machismo, afinal, é bonito nos outros “Aline mó gata, gostosa”…  mas “mulé minha não pode usar esse tipo de vestido”, TÍPICO.

Ok que no meio disso até encontramos raios de esperança e caras que já se ~descontruíram e achariam legal ver a namorada com um vestido super sexy, afinal, quem decide é ela.  Mas tem uma outra coisa que fica nessa história toda: precisamos conversar sobre Aline Riscado.

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Vocês sabem que aqui no Fashionismo amamos a Kim Kardashian antes mesmo de virar modinha rsrs. Gostamos dela, pois quando surgiu aaanos atrás, de certa forma fugia daquele esterótipo hollywoodiano tão comum e distante. Era uma mulher que veio da adversidade (no caso, a sextape), tinha um reality toscão, ganhava dinheiro sendo ela mesmo e, ahh, a tal bunda de responsa.

Anos se passaram, ela construiu um império e abriu as portas do sucesso pra outra dezena de Kardashians (e Jenner e Disick e) e o resto da história vocês sabem bem. Agora onde a Aline entra nessa? Se falamos da representatividade da Kim que, sim, de certa forma inspira milhares de mulheres, por que não podemos buscar uma referência local?

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Aline é bailarina, atriz, apresentadora, é uma espécie de Sabrina Sato da nova geração. É super articulada, tem toda uma atitude, star quality e reflete bem esse perfil brasileiro de mulheres poderosas e independentes. Por que ela não pode nos inspirar?

No quesito looks, o pouco que acompanho tenho notado uma sutil, porém notória, transformação. Se stylist fosse, ia adorar trabalhar com uma mulher feito Aline, que carrega a estigmatizada alcunha de periguete, mas tem todo o potencial fashionista surpreendente. Aliás, ela vem sendo vestida pelo stylist das estrelas, Rodrigo Pollack, ou seja, #vemcoisaboaporaí.

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Separei looks recentes (e os mais interessantes, claro), que mostram que talvez sejamos até preconceituosas. Seus looks refletem muitas pautas do Fashionismo e podem servir de  inspiração para looks da vida real, um dia a dia casual ou aquela montação esperta pra noite. Dá pra deletar possíveis esterótipos e salvar os looks da Aline no Pinterest sim.

Aline Riscado é muito bonita e tem cada vez mais usado a moda como aliada pra criar essa persona que influencia digitalmente na internet. Perde seu tempo quem achar que apenas Kim e outras americanas tem esse potencial fashionista voluptuoso. Aqui no Brasil temos figuras com potencial sim. Vale olhar a transformação e lapidação da Mirella Santos ou até mesmo a busca constante da Geisy Arruda em encontrar seu lugar ao sol e ir além do vestidinho polêmico da faculdade, e ela tem conseguido se manter relevante à sua maneira. A moda? Sempre funciona como cenário e referência para essas mulheres, que bom!

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No mais, assim como todas as famosas que já passaram por aqui com seu “novo corte de cabelo médio”, Aline Riscado deveria ser exemplo também, afinal, o corte de cabelo (agora antigo) é tão bonito quanto de qualquer outra gringa. Concordam?

Que tal se em 2017 olharmos com bons olhos o que acontece aqui no vizinho Ego e em suas várias personalidades doidas pra mostrar seu valor e look?

 

 

O compasso da moda

10/01/2017  •  Por Thereza  •  Tendência

No final do ano passado, na época que comecei a pesquisar para a Retrospectiva do Fashionismo e as tendências do ano, rolou uma conversa no #melhorgrupo de algo que já havia percebido e acho que vale trazer a reflexão pra cá: a moda está acelerada demais(?).

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A pauta era sobre as tendências saturadas de 2016, aquela que a gente não ~aguentava mais. Entre os destaques do post: tênis que pisca, brusinha sobre brusinha, bonés, flatforms e (o vitorioso, ou derrotado) patches.

E da conversa sobre o tema, trago um comentário pra cá – da leitora e miga, Clara Azevedo, “O que tá out é o fato da moda ser tão rápida por conta da internert. A tendência mal começa e a gente já tá saturada de tanto que vê pelo Instagram, Pinterest e afins. Isso é o lado ruim da globalização da moda. Às vezes nem conseguimos usar e já passou, gerando um consumo desenfreado e nada consciente.”

Reproduzi aqui integralmente, pois eu não poderia concordar mais.

Uma das minhas tags favoritas aqui no Fashionismo é falar de “trend alerts” e analisar tendências que estão chegando, virando moda ou, até mesmo, no seu auge. Gosto também de compartilhar gostos particulares, trabalhar meu feeling e tentar valorizar modas que não estão, necessariamente, na moda. Sinto que essa quase década de blog deixou meu radar apurado e busco uma curadoria vida real e de fato inspiradora e útil, mas uma coisa é fato:a moda tá acelerada mesmo!

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Se você pensar na modinha de janeiro de 2016, um ano atrás, provavelmente ela não existe mais. E aquela moda que a gente até se interessou, mas perdeu o timing da parada? Ainda tem aquela moda tão legal, mas tão legal, que parece lenda, já que a gente não vê à venda na loja mais próxima. Ainda tem aquela moda conceitual, que a gente vê no fantástico mundo do instagram, mas que é impossível colocar em prática.

De fato a engrenagem da moda está operando num modo acelerado, a profusão de informações que somos acometidas diariamente, seja em blogs, redes sociais ou em simples conversas entre amigas, mudou a forma que consumimos moda. Isso é bom, mas é ruim, entende? Eu também não.

As grandes marcas não tem só mais 2 coleções por ano, isso já mudou há algum tempo com a chegada de coleções resorts e pre-fall. No universo das fast fashions, as coleções são mensais e, muitas delas, semanais. Isso tudo gera mais informação de moda, mais desejo pelo consumo, muitos looks, uma certa falta de foco e até uma pequena frustração. Ah, já falei de o quanto nosso rico dinheiro voa a mesma medida das tais tendências?

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Agora fica um questionamento, será que o mesmo universo digital que na última década democratizou e aproximou a moda de nós, reles mortais, é o mesmo que vai transformar tudo isso em algo extremamente fugaz e fora do compasso necessário?

E você, querida leitora, qual tem sido a sua relação com a moda vigente? Você gosta da moda rápida, das profusões de tendências ou acha que está tudo além da conta? Alguma ideia do que 2017 nos reservará? Eu confesso que não faço a mínima ideia, mas estou curiosa pra acompanhar e compartilhar com vocês! De repente eu posso depois fazer um post 2 com a visão de vocês na prática dessa nova onda.

A indústria do biquini não está querendo que a gente pegue sol!

02/01/2017  •  Por Thereza  •  Moda, Pense

Denúncia! Começamos 2017 no espírito do verão e com uma queixa que vem aflingindo mulheres nas praias e piscinas do país: as marcas de beachwear não estão querendo que a gente pegue sol!! Só pode ser. Vejamos em lindas imagens exclusivas de dor e sofrimento…

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Use protetor solar, mas mesmo assim, se for pra pegar sol, ou você vira adepta do nudismo ou aceita que o sol deixará marcas no seu corpo! Em 2010 fiz um post – que até hoje é um dos mais lidos do Fashionismo –  que fala da “Marca da discórdia”, na época estávamos descobrindo que, vejam só, marca de sol era ~cafona, que não era maneiro aquele traço da cortininha sobre seu colo.

Dada a rejeição de algo, até então super comum, veio a moda do sutiã tomara que caia e similares discretos que evitavam ao máximo qualquer tipo de marca inocente e aparente de Astro-rei.

Só que de 2010 pra cá muita coisa mudou, a moda praia está mais em alta do que nunca, os maiôs viraram look do dia e pra 2017, tome nota (já teve post aqui), a moda do biquini-to-wear vem com tudo. Dito isso e, pra completar, a profusão de marcas de biquini cada vez mais criativas, o que temos vistos? Nosso corpo todo rabiscado!

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Se aquela marca de alcinha discreta era cafona para muitos (não pra mim, inclusive, adorava), imagina o que o povo tá achando dos biquinis de hoje? É alça pra cá, tule pra lá, babadinho de um lado, emaranhado de outro, recortes nada estratégicos e biquinis mais complexos que muitos vestidos de festa.

Nesse período de fim de ano, Anitta foi mais uma vítima do sol (ou do biquini, nunca saberemos) e mostrou o resultado dessa mistura loka de moda e praia. Um pouco antes, o site Jezebel fez uma “experiência” com mulheres e os tais biquinis da vez. Não sei vocês, mas essas imagens me deixam até aflita, dá um nervoso, sabe?

Durante alguns anos, decidi manter o bronze com biquini tomara que caia e nem amava, afinal ficava uma tarja horizontal maior que qualquer tracinho de cortininha. Para esta temporada, voltei ao clássico, mas aí eu quis variar e comprei um biquini que o bojo tem uns mini babadinhos na borda (tipo esse preto da 1a foto) e sabe o que aconteceu? Minha marca está toda ondulada, bizarro!

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Sei que muitos desses biquinis são usados mais pro social que pra praia em si, mas em tempos que o sol tá queimando até na sombra, todo cuidado é pouco. E mais, comprar um biquini só pra carão de Insta e editorial conceitual, isso sim é fora de moda, né :)

E a questão não são nem os biquinis, mas sim o quebra-cabeça que a gente tem que montar pra marca não ficar aparente na hora de usar um outro modelo. Se em tempos de cortininha a gente tinha meia dúzia de biquinis da mesma modelagem, mas estampas diferentes, nessa nova geração a gente só compra um biquini e fica o verão todo com ele?  Além da não-exposição ao sol, também estamos promovendo indiretamente a sustentabilidade?

Tudo muito bom, tudo muito bem, essa moda praia de fato está incentivando a gente a usar mais protetor solar e ficar menos bronzeada, afinal, não se pode ter tudo. A marca fica feia, mas é cada biquini mirabolante que a gente compra!

E vocês, estão no mesmo desafio de encontrar um biquini bonito ou menos é mais e essa marcas de sol não rolam? Biquini fashionista ou marquinha uniforme? Me contem e feliz ano novo!

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