Já falamos do tal do Minimalismo, do Barroco e Art Déco, mas agora chegou a vez de falar de uma corrente bem extensa e popular, o modernismo. E o tema surgiu justamente pois na semana passada o pessoal da MAC me convidou pra conhecer a coleção nova chamada “Art of Powders”, onde cada um dos 3 estojos, homenageia um fase da arte moderna.
Tanto o iluminador, quanto o bronzer e a sombra são incríveis, confesso que estou com uma certa dó de usar, especialmente a sombra. E tinha tempo que não me impressionava tanto com uma coleção da MAC e mais ainda por ter esse motivo artístico, dá super vontade de colecionar e aguardar novas versões (#ficadica).
Agora pra não ficar apenas na resenha do produto, porque não relembrar/conhecer uma corrente artística tão famosa e importante? O modernismo desenvolveu-se no início do século passado e transitou da arquitetura à literatura, da pintura à filosofia. A idéia fundamental da corrente era criar algo novo, esquecer velhos conceitos e visões ultrapassadas, ir em busca de liberdade, de algo…moderno.
Aqui no Brasil, um grande divisor de águas para a arte, foi a “Semana de Arte Moderna” e lembro que foi um marco pra história como um todo, e mais do que aprender numa faculdade específica, na aula de história no colégio já tinham relatos sobre a semana onde se discutiu sobre os novos rumos da arte brasileira e além.
Do Expressionismo ao Cubismo, seria necessário muito mais que um post pra resumir uma corrente que foi referência pra revolução artística do século passado. Mas e a perguntinha básica: onde a moda entra nisso?! Também é bem impossível pautar, mas generalizando, em tudo!
O desfile de inverno da Prada (sempre ela) foi recheado de referências modernistas, mais especificamente no Neoplasticismo de Mondrian, que é um exemplo clássico de como essas correntes trocam experiências e se convergem num movimento só. Ou você nunca viu essa junção dos traços e cores acima em outro lugar?
Mas, principalmente, mais do que a tal busca pelo novo, o modernismo na moda resgata a origem e essência da roupa. Assim como no já conversado minimalismo, o modernismo busca nada mais que formas simples, materiais especiais (daí lê-se tecidos), bem trabalhados e acabados. Mais do que uma tendência qualquer, o modernismo busca a função e real justificativa de cada roupa.
Quem sabe mais pra frente pode rolar post sobre cada vertente do modernista!

Vamos mudar de assunto? Sei que o blog é sobre moda, beleza e celebs, mas se o blog também é sobre a blogueira e suas preferências, então nada mais justo – e natural – de falar de algo que amo, mas que não está necessariamente relacionado com moda e afins.
Quem me acompanha pelas redes sociais da vida sabe que adoro um bom vinho. Mais do que o simples prazer da ingestão etílica, aprendi a gostar do processo todo, com isso, consumir de maneira mais inteligente e profunda. 
Tem uns 4 anos que entrei nessa, e entre outras coisas como nunca mais ter tido ressaca (te juro!) e o relacionamento ter melhorado muito (meu respectivo diminuiu a frequencia do “bar com os amigos”, afinal ele prefere degustar um vinho avec moi), parece que amadureci. Antes de começar a tomar vinho, sempre torcia o nariz, achava uma bebida quente e intragável, mas falava: “acho chique quem bebe”, e é exatamente esse tipo de comentário que recebo de diversas leitoras, também pedindo dicas pra iniciar nesse fantástico mundo de Bob Baco.
Com a minha humilde expertise, mas com o apoio total do noivo que é o grande entendido do assunto, elaboramos (post colaborativo <3) 5 dicas pra quem quer iniciar nesse mundo do vinho! Lembrando que são dicas aleatórios e complementares, ok? Afinal, vinho bom é o vinho que a gente gosta.
Comece por baixo: Não vá iniciar querendo fazer o Lula e experimentar um Romanée-Contizinho básico, comece com vinhos mais baratos (por mais investidora que você seja). Com certeza essas etapas irão educar seu paladar, e com isso você vai saber diferenciar o bom do simples, o leve do encorpado. E a graça de tomar vinho é justamente essa, ver o crescimento e aprendizado do seu paladar.
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Cace os pontos: Referências são sempre bem-vindas e se você está começando e vai no mercado à procura de um bom vinho, muitos deles informam através de tags (ou no próprio rótulo) uma pontuacão, o que pode – pra quem está iniciando – ser uma referência segura. Os tais pontos vem de críticos especializados de vinhos – tais como Robert Parker, Wine Enthusiast, Wine Spectator - que possuem publicações oficiais e periodicamente pontuam tais rótulos, de acordo com preço, região e estilo.
Mas nada melhor do que procurar lojas específicas de vinho, pois além de terem profissionais especializados no assunto, a variedade é muito maior e o armazenamento é o mais correto, com isso o vinho não perde suas características essenciais.
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Um novo mundo: O garçom te dá a carta de vinhos, que mais parece um livro, com 5000 rótulos, por onde começar? Geralmente sugere-se iniciar por vinhos do novo mundo, leia-se hemisfério sul e Estados Unidos (pode-se incluir um espanhol também).
Esses países trazem ótimos rótulos, numa boa relação custoXbenefício, e normalmente são vinhos mais simples e fáceis de se gostar. Eles são menos complexos e mais frutados, tornando-se unânimes nos paladares menos habituados. Com isso, conseguimos identificar, pelo paladar ou olfato, suas características, facilitando a apreciação e a ingestão completa, ou seja, você não desiste da garrafa pela metade e volta pro choppinho de sempre.
Detalhes fundamentais: Nada melhor que tomar um vinho em casa, harmonizar com o prato certo (nada de Doritos e afins) é fundamental e longe de ser uma frescura ou mero detalhe. Procure também encontrar a temperatura ideal de acordo com o tipo do vinho, se for resfriá-lo, cuidado pois muito gelado pode esconder certos aromas, já vinho muito quente pode ficar mais doce e com álcool pronunciado, o que também não é bom.
Outro fator importante é a taça certa, nada de copo de requeijão ou taça colorida, o ideal é uma taça de cristal (não é caro e tem umas que não quebram, sério!) e se você gosta de caprichar, vale investir nas taças de acordo com o tipo de vinho. Além disso, um decanter especial faz toda a diferença, e porque não uma mini adega? Hoje em dia, estão cada vez mais baratas. Os acessórios complementam o ritual e fazem disso um acontecimento. Depois do seu enxoval de vinho pronto, chame os amigos pra fazer um queijos e vinhos, eles também funcionam pra conhecermos mais e mais rótulos!
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Beba: Pode parecer contraditório, mas não existe nenhuma regra clara (né, Arnaldo?) pra degustação de vinho, apenas o simples exercício de beber e beber. Várias vezes nosso vinho de ontem, regou o almoço de hoje, já compramos vinhos bons, vinhos péssimos e inesquecíveis. Foi a prática, que nos levou à experiência e acho que é assim com todos aqueles que veem no vinho mais que um simples ato de beber alguns % de álcool.
Cheire, “mastigue”, saboreie, tente decifrar aromas e sabores (geralmente no rótulo tem a cola), garanto que essa é a parte mais bacana! E fundamental (além de ter +18 e não dirigir ao mesmo tempo), beba muita água entre cada gole, faz com que limpe seu paladar e valorize cada gota desse líquido dos Deuses!
E aí, quem curte o tema? Posso fazer mais posts assim! E quem tiver mais boas dicas sobre vinhos e afins, compartilhe com a gente!

*Nota da editora: sim, o título é esse mesmo.
Outro dia estava (re)lendo o excelente livro do blog Who What Wear (eles já lançaram outro livro chamado What to wear, where) e uma reflexão me chamou a atenção, especialmente por tê-la adotado recentemente na minha viagem: a relação investimentoXuso das coisas.
Explico, muitas vezes gastamos com uma bobeirinha ali, outra acolá, sem pensar de fato no uso efetivo e durabilidade de tal peça. Não estou falando só da qualidade, mas sim da quantidade de vezes que usamos.
Geralmente esse nosso pensamento imediatista está atrelado à modinhas passageiras, ou seja, de rápida saturação, com isso, usamos pouquíssimas vezes a dita cuja. Seja tendência ou um clássico qualquer, será que vale a pena mesmo?
No livro tem um cálculo bem simples, porém que no final das contas é bem eficiente e incentivador, especialmente quando se planeja investir numa peça mais eterna. O cálculo adotado é o seguinte, o custo de um item, dividido por quantas vezes você o usa:
Daí, em contrapartida, você compra a bolsa da modinha por R$800 e usa uma vez por semana, fazendo o cálculo, esse preço médio subirá pra R$15,38, sendo que você usou BEM menos. Parando pra pensar, faz sentido.
Lógico que por mais que seja um simples cálculo matemático, é um pensamento hipotético, visto que na vida real provavelmente ninguém compra bolsas “da modinha” por R$800.
Mas é uma boa reflexão que pode se estender com jóiasXbijoux, sapatos ou o que te causar dúvida na hora de investir, ousar ou estrapolar. É um aliado pra nossa razão fashionística e não custa nada calcular!
E esse papo todo me lembro de 3 posts que fiz (fazendo jabá de mim mesma) e giram em torno dessa reflexão de consumismo exacerbado: Você é uma compradora racional? – Investindo bom é jóia! – It bag para todas ;D

Considero-me uma pessoa que viveu cada fase da sua “vida fashion” em seu momento certo. Já fui tímida, já fui piriguetinha, já até ignorei a moda. Meu humor e personalidade sempre interferiram saudavelmente no meu armário, conforme a idade chegava, o armário se adaptava, com isso, vivi – e vivo – cada fase.
Não estou dizendo que devemos obedecer um dresscode de cada idade, até porque ele não existe. Podemos ter um armário ora mais maduro, ora mais juvenil. Radicalismos nunca são bem-vindos, mas doses de bom senso não fazem mal a ninguém.
Mas uma coisa que ando observando, seja na vida real ou até em blogs, como algumas meninas de 18, 20 anos parecem ser muito mais velhas do que realmente são. O rosto pueril continua lá, mas mascarado por roupas tão pesadas (densas, maduras, pra não dizer artificiais) que em nada condizem com o RG impresso.
Confesso que acho um pouco triste como algumas meninas abdicam de todo o frescor da idade em detrimento à moda vigente. Geralmente, essa obediência aos looks do dia, não só deixam as pessoas padronizadas, como também envelhecidas.
Isso tudo também pode ser fruto da busca da tal da elegância, do “se vestir bem”, da impecabilidade, isso é errado? De forma alguma, mas pode-se pagar um preço caro (mas caro que uma it bag) pela leveza que tal idade sugere.
Com 20 anos eu usava sainha jeans (ai como eu podia), top de paetê, pernas e braços de fora (gente, valorizem seus braços finos). E isso acontecia com todas da minha geração, pois víamos de referência na vitrine da Espaço Fashion e da Farm e era bem simpático. Hoje, vemos na vitrine dos blogs a busca em ser como aquelas moças dos street styles mudo afora a além.
Ser madura, em hipótese alguma significa abandonar sua jovialidade em busca da saia rodada perfeita, a consciência é necessária, mas porque abdicar dos seus 20 e poucos anos? Eles não voltam.
Esse texto pode parecer louco, vocês podem discordar, mas o que eu vejo de gente com carinha de 20 e armário de 38 não tá no gibi. Será que jovens meninas se arrependerão de usar tal moda? Até onde vai essa obrigação de usar calça vermelha ou saia plissada? Não sei.
Como disse mês passado no twitter, prefiro uma piriguete honesta do que meninas travestidas de jovens senhoUras. Muitas meninas (ops, mulheres) concordaram e também notaram essa “tendência”. E coincidentemente, na semana passada, a editora do moda da Elle, Susana Barbosa (já entrevistei-a aqui), soltou esse tweet que resumiu o que pensamos.
Acho que na realidade, toda essa reflexão esbarra naquela questão até onde a moda nos diverte, até onde ela nos obriga a seguir tal padrão. Blogs facilitaram nossa vida-fashion, mas ao mesmo tempo nos deixaram acomodadas, pois é muito fácil saber a tendência tal, ir lá e pronto. Quem é mais madura, sabe discernir, mas as mais novas sofrem para caberem em padrões estipulados. Poder ser bom, mas geralmente não é.
Isso é apenas um pensamento aleatório, mas quando vi que muitas outras pessoas pensam igual, virou post. Mas os comentários estão aí para estendermos à novas reflexões.
