Corpos harmoniosos e “Super Size The Look”

19/10/2017  •  Por Thereza  •  Pense

Harmonia, substantivo feminino, combinação de elementos ligados por uma relação de pertinência, que produz uma sensação agradável e de prazer. Ausência de conflitos; paz, concórdia.

Trazendo esse claro ctrl+v do dicionário, venho por meio deste perguntar, afinal, o que é um corpo harmonioso? Pra mim, é um corpo real (defina você a sua realidade), saudável (defina você a sua saúde) e com boletos em dia (ou não né rs). E o que você entende por um corpo harmonioso?

Segundo Luiza Brunet, “o maiô cavadão é reservado às jovens com corpo harmonioso”. Ok, em certos pontos da legenda ela tem razão, de fato a moda não é democrática, mas também não precisamos nos adaptar à ela, tampouco estilo ou idade. A elegância e conforto de fato sempre resistem ao tempo, mas na real temos nos tornados mais resistentes em aceitar qualquer coisa imposta por essa tal sociedade, ainda bem.

Eu só trouxe esse exemplo – que foi polêmica pelas redes sociais – pra mostrar que esse lance de padrão tem sido cada vez mais quebrado. E longe da gente apenas ficar teorizando essa nova era, mas que tal botar em prática ideias mais democráticas e muito inspiradoras? Mês passado falei de 10 famosas e um novo corpo real, agora trago uma influencer que propôs um outro pensamento, talvez não seja novidade, mas me impressionou.

Katie Sturino é uma blogger americana do The 12ish Style e já foi pauta aqui no Fashionismo por conta de sua Megababe, marca de beleza que, entre vários produtos, desenvolveu o desodorante para virilhas, lembram?

Pois bem, agora ela criou no Instagram um movimento super legal, o #Supersizethelook! Fotos de looks de famosas e a realidade de Katie. Pra mostrar que não precisa ser ou padrão ou magra ou alta ou cintura fina ou peito pequeno. Katie vai lá e monta um look similar à sua maneira, olha só!

Will the real Jessica Alba please standup? #supersizethelook (details on the blog) pic by @jamiemagnifico

Uma publicação compartilhada por Katie Sturino (@the12ishstyle) em

Eu conheci a # através da Giovanna Battaglia, que deu regram no seu look inspirado na famosa saia plissada Gucci, e o resultado é bem legal e inspira de verdade. Eu mesma, que sempre torci o nariz pra saia longa e plissada no meu corpo, já estou revendo os conceitos.

Achei a ideia muito legal e pequenos movimentos assim que basicamente normalizam essa questão. Ela não precisa necessariamente levantar uma bandeira, mas simplesmente existir e isso inspira de forma real e tangível.

Até a Anna Wintour tá dizendo que a moda tá mudando (e precisa mudar mais)!

10/10/2017  •  Por Thereza  •  Fashion Week, Pense

Ela deveria ser a primeira, mas quando eu digo até, é porque sabemos que muito do padrão vigente geralmente é imposto por revistas de moda, sempre estrelando mulheres magras e brancas e lindas em suas capas/editoriais e tudo encabeçado pela Vogue América e sua editora, Anna Wintour.

Agora quando até Anna, num discreto mea culpa, diz que a moda tem mudado e quem não entrar nesse compasso fica pra trás, é porque o negócio é sério. “A moda tem responsabilidade de estar um passo a frente do seu tempo e não persistir na ideia de retratar as mulheres de uma forma só”, milita Anna rs.

E depois de uma longa temporada de moda, de Nova York a Paris, com milhares de looks e desfiles, a editora gravou um vídeo pro site da Vogue e fez um mini balanço da temporada. Foco no brilho e transparência? Que nada, a análise foi comportamental e de como esse sistema da moda está mudando. See Now Buy Now nem é mais uma questão, mas sim a forma como você leva a informação de moda. Elenquei uns pontos da reflexão da adorável diaba.

PASSARELA DA VIDA

Modelos sérias andando de um lado pra outro num cenário frio e impessoal? Esqueça! Segundo Anna, o que tem chamado a atenção são desfiles apoteóticos, com cenários vida real, seja num jardim, restaurante, cachoeira ou aos pés da Torre Eiffell (sim, estamos falando de Saint Laurent e um dos melhores desfiles da temporada).

Agora as modelos não são só um cabide bonitinho, mas elas demonstram atitude na passarela. E desfilam nesses locais reais, seja pra gerar um clique no Instagram ou pra eternizar na memória de quem assistiu.

A DIVERSIDADE ESTÁ DIVERSIFICANDO

Parece até piada, mas de fato, se 1 ou 2 temporadas atrás, um desfile de moda com uma gorda ou com um casting de mais de 1 negra era raridade (pra você ter ideia, essa é a 1ª vez que a NYFW tem uma temporada com mais de 2 negras nos castings de todos os desfiles, e isso porque NY é mais avançada, imagina em outras cidades), agora isso tem se tornado mais comum. Os corpos tem mudado, as etnias tem se amplificado e, pra você ver, até uma mulher super grávida foi vista desfilando com seu barrigão de 6 ou 7 meses.

Engraçado que se antes a gente exaltava essa meia dúzia de marcas que pensavam um pouco a frente, nessa temporada eu só botei reparo nos desfiles que sequer tentaram uma representatividadezinha. Por exemplo, Nova York é rainha em desfiles  trabalhados na diversidade e também política, já Paris segue nadinha e ainda ignora o momento, uma pena.

No vídeo, também é citado um dos desfiles mais falados do mês, com as uber tops, Cindy, Naomi e cia, todas com seus 40 e poucos, encerrando para Versace. Será que essa nova geração de modelos está tão fraca que eles estão recrutando as da outra geração? Ou um recado da Donatella de que é possível aumentar essa faixa etária da passarela?

SE ATÉ A VOGUE TÁ DIZENDO…

Ainda no tema, encerro com as aspas da temporada, “A diversidade nas passarelas finalmente virou o padrão, não um vislumbre raro da realidade, com modelos (e não-modelos) de cada raça, idade, tipo de corpo e identidade de gênero representada. Com castings menos homogêneos, os shows também seguiram dessa forma, menos previsíveis”, lacra Anna Wintour.

Com isso, dessa vez nosso tradicional report de tendências vai apenas exaltar essa tal de diversidade e transformação na engrenagem da moda que estamos vivendo. Ao longo do ano a gente fala da tendência x ou y, mas agora o que fica é que todo esse papo de representatividade não está só na moda, mas tem se tornado clássico, já era hora! Aguardando como funcionará na prática.

Relacionamento em tempos analógicos e digitais

02/10/2017  •  Por Thereza  •  Pense, Publicidade

O ano era 2003, eu tinha 21 anos e estava no auge da solteirice, curtindo todas, indo pras nights, viajando, era bom demais. Eis que um dia, junto com 4 outras amigas igualmente solteiras e animadas, fomos a uma boate no centro da cidade. Tal boate (ainda chamam assim? #casanoturna) tava na modinha, porque tinha combo de uísque com energético, buffet liberado e ainda tocava um hip-hop maneiro. Atravessamos a cidade e fomos, sem pretensão alguma.

Sabe-se lá porque, a noite estava um pouco desanimada para um sábado, 1h da manhã e nada de lacrar (na época a gente não lacrava, mas arrasava). Eis que no lounge da tal boate, com vários sofás ocupados, um deles tinha um cara sozinho, um cara meio diferente, cabeludo, meio ruivo. Eu queria sentar. Avisei às minhas amigas, me direcionei ao tal sofá e falei pro cara: fale-me um pouco sobre sua vida.

3 horas de papo. Falamos de tudo, de Guns N’ Roses a Patricinhas de Beverly Hills. Dançamos. Nos beijamos.  Ao final da noite, trocamos telefone, FOTOLOG E ICQ. Você tem noção? Talvez você, caro leitor, nem saiba do que essas pré-históricas redes sociais se tratavam.

Enfim, 14 anos depois, esse cara é o Rodrigo e casamos, depois de nos conhecermos na boate/noitada/balada. 3 meses de ficadas, 9 anos de namoro e 5 de casamento. Confesso que tomei iniciativa nesses 3 passos do relacionamento rsrs, na cara e na coragem (eu sou taurina e ele é libriano).

thedrigo

Agora o ano é 2017, estou fora do mercado, mas 100% atenta em como o mundo da paquera mudou! Sentar no bar e puxar um assunto? Pagar um drink? Os relacionamentos interpessoais não são mais os mesmos! Não que essas táticas não existam mais, mas que bom que agora a tecnologia quebra um galho na hora de iniciar uma ficada de leve ou um relacionamento profundo.

Por isso que o Badoo me chamou pra contar minha história de relacionamento, dos tempos analógicos pro momento digital! Acho que todo mundo já ouviu falar do Badoo, eles são o maior app de descoberta social do mundo, lá são trocadas diariamente mais de 350 milhões de mensagens, são 60 milhões de usuários ativos, boate você quer?!!

O App funciona mais numa pegada rede social do match e a parte que achei mais legal é que ele, por ser pioneiro no negócio, busca cada vez mais aprimorar a questão de segurança. Por exemplo, se um cara te manda uma mensagem e você não quer papo, depois da segunda o app bloqueia.  Os perfis também são verificados e qualquer problema, você pode relatar aos moderadores, que eles garantem o bloqueio da conta o mais rápido possível. O que o pessoal do doodoo garante, é que cada vez mais eles prezam por essa segurança do match.

O app ainda é todo trabalhado nas conexões, como se fosse uma rede social mesmo, dos amigos em comum a um chat especial, a ideia é conectar pessoas com algo em comum, das preferências por gosto musical e afins ao puro desejo de um dating em tempos de tecnologia!

Na era remota do Ô-ôu do ICQ e da Internet discada, confesso que acho esse tipo de App revolucionário é mão na roda do match! Como é o relacionamento de vocês com esse tipo de ferramenta? Me contem!

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