O que teve no Qg Fhits 2017

20/03/2017  •  Por Thereza  •  Fashion Week, Publicidade

A São Paulo Fashion Week terminou na última sexta-feira e paralelamente tivemos uma programação intensa de atividades e eventos no Qg do Fhits que agora fica na Casa de Vidro da Artefacto. Quem acompanha o Fashionismo nas redes sociais viu tudo  por lá, mas pra cá trago um resumo especial dessa semana!

O mais legal da temporada são os bate-papos com celebridades, estilistas e o povo da moda. Na Ronda da Semana contei sobre o papo com a estilista Glória Coelho e além dela tivemos outras presenças incríveis. Pra começar o casal mais fofo, Fernanda Vasconcelos e Cassio Reis, agora eles fazem parte do time do FHits e o Cássio ainda está com um novo programa, o Embarque Imediato, adoro programas de viagem e o dele é muito legal! Menção mais que honrosa pra Fê e seu look lindo, adorei a saia de paetês feat blusa podrinha.

Depois ainda tivemos a dupla, Raíssa Santana – aka Miss brasil 2016 – e a modelo Paola Antonini. O papo foi com foco total no empoderamento feminino e nas histórias de vida das duas, tão novinhas e cheias de lições. Aliás, Paola arrancou lágrimas dos meus olhos e nos fez lembrar o quanto devemos valorizar a vida HOJE, AGORA, DJÁ! Obrigada, às vezes é tão bom ouvir coisas tão simples.

E vocês sabem que a temporada é repleta de marcas incríveis que compõe nosso espaço, umas que acompanham há anos e outras novidades que só vem a acrescentar. E a Truss é uma delas, a marca tem uma linha completa de produtos para cabelos e o que mais chamou minha atenção, claro, foi a linha Blond! O produto “promove uma recuperação imediata com um blend especial de pigmentos violetas. Ele conserva o loiro luminoso, reconstrói os fios fragilizados e ainda deixa o cabelo saudável.” Enfim, ótimo pras loiras que precisam dar aquele up capilar.


E a Olympikus é uma marca que está sempre com a gente e dessa vez eles se superaram, pra mim é a linha mais bonita que vi nesses últimos anos! Amei real oficial esse modelo rosa metalizado, bem como o azul, ambos seguem essa linha de tênis casuais cheios de estilo e que estão mais que na moda, viraram clássicos!

Eles são um preview da nova coleção e começam a serem vendidos ainda esse mês. No Insta eu levei o meu outro rosa metalizado pra passear e além de bonito, são muito confortáveis e esse toque metalizado com textura de veludinho é a cara da nova temporada.

Outra novidade que adorei foram as lingeries da Plié! A marca é expert em modeladores, bodies e corsets e, se antes eles apareciam sob a roupa pra modelar e firmar o corpo, agora eles fazem o pael de look do dia. Tem modelos tão lindos que não tem como esconder! E o legal da marca é a qualidade do tecido (tem coisa pior que lingerie que pinica e incomoda?) e ainda são confortáveis e modelam sem apertar.



Agora minha parte favorita, a decoração! Já é o máximo ficar dentro da Artefacto, e a decoração ainda levou a marca da super decoradora e cenógrafa Chris Ayrosa. O tema mais uma vez foi a cor hit Pantone e dessa vez foco total no Greenery!

A set designer caprichou nos tons e subtons derivados, mas nada de maneira óbvia. A decor ainda contou com arranjos e flores da Ideia Única que trouxe arranjos super sofisticados e inspiradores. Eu tô super nuam fase de arranjos com folhagens e esses foram belíssimos!

Falando em comida, a parte delícia mais uma vez ficou por conta do Buffet Charlô. Eles vão das saladinhas às sobremesas, tudo delicioso, de comer com os olhos e tudo muito eficiente, da apresentação, pratos, materiais, até mesmo o serviço. Na parte de bebidas, mais uma vez contamos com a Wine e sua seleção especial de vinhos.

Pra finalizar a temporada, mais uma vez na minha casinha em São Paulo, o Renaissance é só amor, nunca vi um serviço tão incrível, quarto amplo e aconchegante e eu já disse sobre a vista? Pra mim a melhor vista de São Paulo, amo! Já fiz post sobre ele aqui e recomendo a todo mundo que quer um local incrível e bem localizado em São Paulo!

O ballet de Elie Saab

04/03/2017  •  Por Thereza  •  Fashion Week

Hoje é dia de Elie Saab! A temporada de moda está chegando ao fim e o estilista libanês apresentou mais uma coleção poética e inspiradora. O tema da vez foi o ballet Giselle, de 1840, e não pense que ele recorreu a elementos óbvios do tema pra criar sua coleção, ele foi além.

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Teve romantismo, teve, mas numa atmosfera mais dark, num mood noturno e que não remete muito à pegada pueril comumente vista no tema. Destaque para os bordados de sempre, mas foco nas plumas, elas foram vistas em vários desfiles e Elie também apostou na onda.

Sabemos que os desfiles do estilista podem seguir essa mesma-onda-de-sempre, mas nesse notei uma evolução, a estrutura dos vestidos estão mais complexas e diferentes, e muitas das peças no geral se tornam desejo no streetwear também. Vamos aos meus looks favoritos!

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Curtinhos! Sério, Não consigo escolher meu favorito, amo todos! Gosto do mix de plumas, rendas, tule com polka dot, meias bordadas e outros bordados em geral. É tudo muito rico, muito bonito e muito do que podemos esperar de um Elie Saab.

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Azul é a cor do momento! Ontem no desfile da Dior, a marca avisou que azul marinho é a cor da vez. Já com Elie, o azul royal se mostra forte e bonitO, seja na versão com babados (esse colo/decote é tão lindo) ou na suavidade das plumas.

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Vinho! Outra cor tão bonita e bastante vista na temporada. Esse 1o vestido mostra o que falei acima, que a estrutura e shape do estilista tem mudado e ficado mais complexa. Esses dois looks são belíssimos e dignos de qualquer Oscar.

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Estampa e degradé! Esse estampado é um SO-NHO, que vestido intenso, muito bonito, te amo. A versão ombré é certeza de tapete vermelho, muito impacto e lindeza. Alguém acordou inspirado no Líbano!

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Pra finalizar, pretinho básico? Jamais! Esse vestido tem mais informação que o Jornal Nacional, tem tule, renda, brilho, bordado, transparência… mais fácil dizer o que não tem nele. O tema era ballet, mas Elie sambou com essa coleção, nem parece ready-to-wear, isso é alta costura puríssima!

Curtiram os looks?!

New York Política Fashion Week

21/02/2017  •  Por Thereza  •  Fashion Week, Moda, Pense

Alguém tem alguma dúvida que a moda é uma ferramenta poderosíssima para falar de assuntos que abrangem um universo muito além do look do dia? Pois bem, nessa última New York Fashion Week, dezenas de estilistas mostraram que não estão satisfeitos com algumas questões que tangem nossa sociedade.

E é impossível não falar de Trump! Seu posicionamento contra a imigração foi um dos principais assuntos dos protestos vistos nas passarelas, afinal, muitos dos estilistas são imigrantes, trabalham com imigrantes e tem amigos imigrantes, ou seja, que a roupa seja a voz contra essa intolerância.

Junto a isso, vimos cada vez mais espaço ao movimento feminista. Se em outubro passado, Dior falou “We Should All Be Feminist” (título do livro da escritora nigeriana, Chimamanda Ngozi Adichie), nessa edição várias marcas endossaram o movimento, seja através de t-shirts, looks inteiros, detalhes, músicas, enfim, desde quando a moda é fútil? Não só movimenta uma indústria riquíssima, como nos abre espaço pra debater. Vamos aos destaques!

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TOMMY HILFIGER O estilista inaugurou a temporada, lá em Los Angeles, com um desfile repleeeto de insta-top-models e uma mensagem, mesmo que discreta, importante. O “Tied Together” é uma campanha criada pelo site Business of Fashion com o intuito de movimentar a indústria da moda em solidariedade a imigrantes e minorias.

A ideia é que seja “um movimento silencioso e não necessariamente uma declaração política, mas sim de positividade em apoio à humanidade, incentivando  entusiastas da moda e  pessoas de fora da indústria a participar”. Topa?

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PRABAL GURUNG Sem dúvida o manifesto de Prabal Gurung foi o de maior impacto da temporada. O estilista, nascido em Singapura, levou à passarela dezenas de modelos e t-shirts com mensagens da vez e palavras de ordem.

Ele contou que participou da Marcha das Mulheres – manifestação que rolou no último mês em várias cidades dos EUA e mundo – e os cartezes que viu o inspiraram pra criar essas camisetas. Pra completar o movimento, o estilista foi um dos poucos a se preocupar com inclusão de outro tema cada vez mais falado, trazendo modelos plus size à passarela.

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JONATHAN SIMKHAI O estilista sensação do red carpet, que veste nomes como Kylie Jenner e Emily Ratajkowski, não só encerrou o desfile com sua camiseta “Feminist AF” (af = as fuck = %#&!@*), mas também distribuiu pra todo o frontrow do evento.

Melhor maneira de propagar a mensagem entre influencers selecionadas, que logo botaram em prática pelas ruas da cidade.

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ALICE + OLIVIA, CREATURE OF COMFORT E CINQ À SEPT Sejam em camisetas ou moletons, a ideia é passar a mensagem. “Seja a mudança que você quer ver no mundo”, “Somos todos seres humanos” e “Eu amo todo mundo”, mensagens simples, mas com endereço certeiro.

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PUBLIC SCHOOL Já a super cool e alternativa, Public School, substituiu a ex-célebre e agora famigerada frase dita por Trump, “Make America Great Again”, por “Make America New York”, numa referência ao fato da cidade ser sempre receptiva e viver em harmonia com todos o tipo de raça, gênero, gente, simples assim.

LÍNGUA FRANCA Paralelamente à NYFW, uma marca foi lançada justamente pra dar voz em formato de looks às mensagens da vez. A Língua Franca tem uma coleção bordada que destaca a luta dos imigrantes, a saudade do Barack e ainda um possível grito de liberdade pra Melania.

THE ROW A marca das gêmeas Ashley e Mary Kate Olsen também deram voz ao manifesto. Assim como sua marca, super cool e minimal, o recado foi bordado de forma discreta em detalhes das roupas. Palavras como “diginidade”, “liberdade” e “esperança”, como deve ser!

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CHRISTIAN SIRIANO Por fim, Christian Siriano foi simples, mas certeiro e reproduziu o título de uma música do Depeche Mode, afinal, ~gente é gente e como a letra diz “Pessoas são pessoas, então porque é que você e eu temos que nos dar tão mal?”. Aliás, o estilista segue cada vai mais inclusivo – teve post assim sobre ele aqui – e mostrando um casting bastante heterogêneo, ponto pra ele!

Vale dizer que basicamente todas essas camisetas tem venda revertida pra instituições que falam sobre mulheres, imigrantes ou basicamente lutam contra Trump. Sabemos que o feminismo é a pauta da vez, muita gente acaba surfando na onda, mas se no final todos estão falando e quem precisa está colhendo frutos, o saldo é mais que positivo!

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