Vinho  •  08 jul 2016

5 vinhos chilenos que você precisa experimentar nesse inverno

Voltando com mais um post de indicações de vinhos para o inverno, hoje falarei especificamente do Chile. Assim como a Argentina, o Chile tem tomado conta das prateleiras de lojas e supermercados nos últimos anos.

Se antes, o país era sinônimo de vinhos baratos para o dia-a-dia, hoje podemos dizer que os vinhos chilenos atingiram um patamar de qualidade superior e com uma produção voltada para diversos mercados. E a relação qualidadexpreço? Bom, felizmente ainda encontramos excelentes produtos por preços honestos.

Acredito que o Chile tenha sido o primeiro país das Américas a implantar em seus vinhedos o conceito de terroir, expressão que representa as características da terra na qual as uvas são cultivadas, tanto para aspectos do solo como de micro clima. O conhecimento de cada região, de cada pedacinho de terra permitiu com que o país demarcasse suas áreas de produção respeitando as individualidades de cada. Assim, pôde-se identificar como cada uva se adapta em regiões distintas do Chile.

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Cabernets imponentes do Vale do Maipo, Merlots perfumados e Carméneres frutados do Colchágua e Cachapoal, Syrahs cheios de mineralidade do Leyda e Limari e fresquíssimos Pinots do Casablanca, são apenas alguns exemplos de estilos de vinhos por região no Chile. Afinal, num país onde de um lado temos a cordilheira, do outro o pacífico e no meio solos vulcânicos e desérticos e climas dos mais variados só poderia ter dado nisso.

Então, para as indicações de tintos chilenos, escolhi vinhos fáceis de encontrar em e-commerces ou lojas físicas, de estilos democráticos, fáceis de agradar iniciantes e iniciados e com bom custo x benefício.

vinho

Luis Felipe Edwards Gran Reserva Merlot 2013: Esse vinho do Colchágua é perfeito para os iniciantes, aliás, geralmente os Merlots do novo mundo se dão bem nesse quesito. Fácil de beber, de corpo médio, sedoso e com aromas abertos de cereja vermelha, essência de baunilha e até uma pontinha de cappuccino. Dá até pra tomar no café da manhã, rsrs. Contudo, o importante é que o vinho é bem feito. É vendido no Pão de Açúcar e o preço fica em torno dos R$50. Vai bem com uma pizza de calabresa!

Emiliana Novas Gran Reserva Carménere – Cabernet Sauvignon 2013:  Não tem como fazer uma seleção de tintos chilenos e deixar de fora a emblemática Carménere, uva de origem francesa, que encontrou no Chile o terroir e os enólogos perfeitos para brilhar. Esse vinho ainda leva 15% de Cabernet Sauvignon pra dar mais estrutura. Muita gente não gosta (com certa razão) dos Carméneres pelo fato de muitos serem um tanto herbáceos e com aromas exagerados de goiaba amarga.

Isso é verdade e ocorre, pois a Carménere tem um tempo de maturação mais demorado e muitas vezes é colhida sem estar perfeitamente madura, por isso dos aromas meio verdes. Esse tinto, todavia, tem só uma pontinha de aroma vegetal, mas o que aparece mesmo são os sabores de morangos maduros, leve chocolate e um delicioso final de pimenta branca. É vendido em várias lojas virtuais. Encontrei por R$65 no Superprix. Bom preço para um vinho com certificado de produção orgânica.

Maycas Sumaq Reserva Syrah 2014: Belo exemplar para perceber as características de uma região atuando diretamente no vinho. Com vinhedos localizados no Vale do Limari, pertinho da costa o Pacífico, esse Syrah de clima frio tem todo frescor que a brisa do oceano proporciona. O solo pedregoso e rico em cálcio da região, resulta num vinho cheio de mineralidade com aromas de pedras molhadas e maresia, bem como sabores concentrados de frutas suculentas como ameixa madura. Na boca, é sedoso e repleto de especiarias e ervas. Vai muito bem com carnes de churrasco. R$55 na Wine.

Mancura Guardián Reserva Carignan 2012:  Tá aí uma variedade de uva que tem se dado muito bem em solos chilenos. Na última década a Carignan despontou como uma das estrelas do país e deixou tanto enólogos quando os consumidores do queixo caído com seu potencial. Se muitos vinhos dessa uva são extremamente potentes e encorpados, o Mancura, ao contrário, mostra um equilíbrio invejável. Aromas deliciosos de cereja preta, café e chocolate amargo e uma textura suave, com taninos quase doces fazem desse vinho o companheiro ideal para vários tipos de comida e para se tomar sozinho, pensando na vida. Está por R$65 na Grandcru.

Medalla Real Gold Medal Cabernet Sauvignon 2011: Não poderia deixar de fora um Cabernet do Vale do Maipo, melhor terroir chileno para o cultivo dessa uva. Esse clássico, temperado com 5% de Syrah e Cabernet Franc, só pra dar uma apimentada no nariz tem frutas negras como amora e blueberry, pimenta do reino e um toque de tabaco e pimentão (não tão forte como em alguns Cabernets do Chile).

Na boca é redondo, tem bom corpo, sem exageros, madeira presente lembrando cedro e um leve mentolado. Ótimo rótulo para quem adora um Cabernet com acidez moderada. Perfeito para carnes suculentas e queijos mais fortes. R$98 na Wine.

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Então, esses foram alguns tintos chilenos que acho que podem agradar paladares variados. O excelente trabalho que o Chile tem feito na melhoria constante de seus vinhos certamente está bem representado no mercado. Se tiverem alguma dúvida, é só deixar um comentário.

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5 comentários em "5 vinhos chilenos que você precisa experimentar nesse inverno"
  1. Silvia
    09 jul 2016 // 09h56

    Obrigada pelas dicas, Rodrigo ;) vou tentar provar algum deles aqui e levar pro Brasil (e ver se fica mais barato tb!)

  2. Eliane
    27 maio 2017 // 21h39

    Valeu !!!! Adoro os vinhos chilenos

  3. Walmir Muniz Nantes
    25 maio 2019 // 14h51

    Quero comprar

  4. Lúcia Coelho de Medeiros Caetano
    06 jul 2019 // 23h45

    Muito bom ! Adorei as dicas!

  5. Francisco
    14 jul 2020 // 11h27

    Onde Comprar?