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H&M, FAST FASHION CONSCIENTE

22/09/2015  •  Por Thereza  •  Moda, Pense

É oficial, nos dias de hoje, com a multiplicação de informações (graças à Internet!), nada passa despercebido, sabemos de tudo, somos mais antenados e conscientes. E no que tange nosso meio da moda, assuntos que até poucos anos mal sabíamos com profundidade – ou posso dizer, gravidade? – hoje em dia fazem parte da reflexão e debate de muitos de nós. Estou falando de trabalho escravo, degradação ambiental e todas as polêmicas e mistérios que envolvem grandes marcas.

E isso é um mal que acontece em muitas áreas e também com marcas de moda que compramos/adoramos e outras que sequer fazemos ideia, isso é recorrente. Boicotar é uma opção, mas o que se tem feito é refletir sobre o tema para encontrar soluções eficientes para coibir essa questão, buscar ideias sustentáveis e ainda assim fazer a tal engrenagem da moda rodar.

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E se tem uma marca que sai na frente e se destaca, é a H&M. A rede sueca tem se compromissado cada vez mais em não só buscar soluções para essa questão, mas também numa nova conscientização de consumo. Como gestos assim merecem ser reconhecidos, separei 5 fatos que mostram o empenho da marca em se adequar a esse novo mundo.

Close the Loop – Moda sustentável através de roupas recicladas: Esse é um vídeo novo e muito legal que a H&M fez, não só pra endossar o tema sustentabilidade, mas pra junto a isso levantar outra bandeira, a que você não tem que seguir regra alguma. Você pode ser loira e usar amarelo, pode usar chinelo de meia, pode usar chapéu em local fechado e até mesmo, pasmem, usar saia curta depois dos 40 :D É um vídeo bem bonitinho!

No final, eles convidam os clientes a deixarem as roupas que eles não querem mais em uma de suas 3300 lojas, para que eles  possam depois reusá-las ou reciclá-las, transformando assim em novas roupas. Eles ainda citam que ao reciclar uma simples t-shirt, há uma economia de 2.100 litros d’água.

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H&M Conscious: A marca tem um compromisso público de 7 itens para um mundo mais consciente e sustentável, são eles: Fornecer moda consciente aos clientes; Mostrar responsabilidade aos parceiros e recompensá-los por isso; Ser ético; Ser antenado quanto às questões ambientais; Reduzir, reusar, reciclar; Usar recursos naturais com responsabilidade e Fortalecer suas comunidades. Na página da H&M dedicada ao tema, é possível saber mais sobre cada um desses compromissos.

Conscius Collection: Além dos 7 itens, há a Conscious Collection, que é uma coleção feita totalmente de tecidos orgânicos e desenvolvida especialmente para uma moda mais sofisticada. A ideia da marca é mostrar que roupas com esse DNA sustentável podem também ter um aspecto fashion envolvido. Olivia Wilde é a garota propaganda e Helen Hunt apareceu com um vestido da linha no último Oscar.

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Premiando boas ideias: Nessa luta constante em busca de ideias não só pra remediar o que foi feito, mas para pesquisa de novas técnicas, a H&M está oferecendo um prêmio de 1 milhão de dólares para quem apresentar novas técnicas para reciclagem roupas. Segundo eles, “nenhuma empresa, especialmente fast fashions, podem continuar trabalhando dessa forma vigente”, com isso, o concurso busca inovações que permitem a reciclagem das fibras, sem alterar a qualidade da roupa. E aproveitando esse momento reciclagem, eles lançaram recentemente uma linha de jeans que contêm algodão reciclado em sua composição. Bacana, né? Ao que tudo indica ainda viveremos a geração da moda reciclada, sem preconceitos!

The True Cost: Vi outro dia no Netflix esse documentário que mostra o outro lado das fast fashions, o lado do trabalho escravo e degradação ambiental. É chocante e nos faz refletir, daí qual foi a única marca por lá que decidiu ao menos tentar falar e se justificar? A H&M. Representantes tentaram mostrar a busca constante de formas de mudar esse modelo e comportamento e até mesmo correr atrás do tempo perdido. Aliás, pra quem gosta do tema precisa assistir.

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Uns podem dizer que esses gestos são grandes jogadas de marketing, afinal, a H&M – 2ª maior rede de fast fashion do mundo – ainda vive muito da sua produção de roupa vindo de origens questionáveis, mas será que uma mudança não pode começar por aí? Será que há uma opção além do boicote?

E se vocês conhece compromissos de grandes marcas feito esse da H&M, podem compartilhar!


AMARO Beachwear

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21 Comentários
  1. manuela - 22/09/15 - 08h06

    “pasmem, saia curta depois dos 40…”??? Obrigada/de nada pela parte que me toca…

    Responder
  2. Vania - 22/09/15 - 09h26

    Eu acho complicado o boicote porque realmente é difícil saber quais marcas não utilizam trabalho escravo. Não são só as lojas baratinhas, nem só fast fashion. Tem muita loja cara por aí que só troca a etiqueta de produto da China. Achei legal essa iniciativa da H&M sim, pena que não tem loja no Brasil! :(

    Responder
    • Thereza - 23/09/15 - 02h06

      Sim, com certeza! Até porque o boicote vai desencadear um desemprego generalizado e vai aumentar o problema de diversas outras formas!
      bjs!

  3. Elisa Lobato - 22/09/15 - 10h19

    Escrevendo esse comentário com os pés porque com as mãos estou aplaudindo a H&M!! Ok, realmente pode ser só uma bela jogada de marketing, mas o importante é que alguém tinha que dar o primeiro passo pra que a indústria de fast fashion começasse a se tocar, e a H&M deu. Espero que muitas outras marcas sigam o exemplo, nem que seja só pra igualar a concorrência kkk

    Responder
    • Thereza - 23/09/15 - 02h05

      Com certeza! Como eles mesmo falaram, do jeito que tá, não vai dá pra ficar, portanto é preciso achar solucoes o quanto antes
      bjs!

  4. Ana Lu Fernandes - 22/09/15 - 10h33

    Hello hello!
    Descobri o seu blog por acaso e já estou viciada! Hahaha
    Parabéns! :clap:
    Beijo!
    bloganalufernandes.com.br

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  5. Malu - 22/09/15 - 11h23

    Lá vem Thereza quebrando a banca com mais um post sensacional…
    Thê, eu estou começando a boicotar quando dá. :grin:
    Muito bom que a H&M parece estar investindo em novas formas, acho que é bom começar por aí. É marketing? Claro. Mas, espero que continuem mesmo investindo, fazendo a ação acontecer. Engraçado que a marca sofreu com aquela polêmica de roupas no lixo nos EUA, lembra?
    Aqui no Brasil, criaram um aplicativo gratuito chamado Moda Livre, em que sinalizam as empresas que se preocupam com a utilização de mão de obra escrava, ou seja, as que se comprometem a fornecer dados ao combate e as que menos se comprometem. A iniciativa foi da equipe Rpórter Brasil. Enfim, aqui um Link bem útil: http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2014/08/18/aplicativo-avalia-45-marcas-e-lojas-de-roupas-quanto-a-trabalho-escravo/

    Bjss Thereza!

    Responder
    • Mica - 22/09/15 - 13h12

      Baixei o aplicativo, genial!!!

    • Thereza - 23/09/15 - 02h04

      Oi Malu, obrigada! Não conhecia esse aplicativo e achei o máximo!
      Às vezes eu noto as pessoas batento apenas na mesma tecla que só zara faz isso, mas o buraco é bem mais embaixo e está muito dentro do nosso armario
      bjs!

  6. Mica - 22/09/15 - 13h09

    Uou vamos falar de terceirização e trabalho escravo na industria da moda pvf, n compro mais na les lis blanc depois que vi varias etiquetas da marca em um porão com trabalhadores escravos em uma reportagem. Utilizar os recursos naturais com responsabilidade é o Mínimo que uma empresa deve fazer. Gosto mt do seu blog, bjos

    Responder
    • Thereza - 23/09/15 - 02h03

      Sim, tem várias marcas que não fazemos a mínima ideia que fazem isso. Eu confesso que não sou partidária do boicote, pois se ele houver precisa ser geral, mas acho um alívio ver marcas buscando uma solução assim a curto prazo, espero
      bjs!

  7. belezaamobeleza - 22/09/15 - 13h22

    muito inteligente amei super concordo
    http://belezaamobeleza.blogspot.com.br/

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  8. @Isabeldsc - 22/09/15 - 15h38

    Eu até agora estou esperando essa crise acabar para a H&M vir para cá.

    Responder
    • Thereza - 23/09/15 - 02h02

      ai meldels eu tb!
      elas esteve tão perto e agora TÃO longe!

  9. - 22/09/15 - 23h14

    Oiii Thereza, sou sua leitora assídua mas quase nunca comento, Parabéns pelo seu texto, você é a melhor!!! Inteligente, bem humorada e ainda com responsabilidade social, Bjs e continue assim!!!

    Responder
    • Thereza - 23/09/15 - 02h00

      Obrigada, Dê!
      Fico feliz que o Fashionismo seja um espaço onde possamos falar de coisas futéis e sérias de um post pra outro
      bjs!

  10. clau - 23/09/15 - 11h26

    mkt maravilhoso e iniciativa também!! aqui na espanha

    Responder
  11. Debora - 24/09/15 - 12h00

    Em junho qdo o principe da Suécia se casou (sei que tem post sobre) a princesa herdeira do trono usou um vestido H&M e era de roupa reciclada. Pelo menos foi a informação que correu aqui na Suécia na época. Poderia até chutar que ela já sabendo da campanha quis ser tipo uma pequena “embaixadora” da causa. Enfim, mas para quem gosta de H&M vale MUITO a pena vir aqui para Estocolmo. Tem uma H&M de frente para a outra. Literalmente!

    Responder
  12. Juliana - 24/09/15 - 23h04

    Eu acho que é um caminho a seguir e com certeza outras fast fashion irão adotar.Jogada de marketing é óbvio afinal a empresa tem uma imagem e um nome a zelar com seus clientes mas pelo menos é um inicio de mudança no comportamento do consumidor que com certeza as suas pesquisas de mercado apontaram.O boicote pode até solucionar por alguns instante o escândalo mas de nada adianta se não pressionar esse países em que as leis trabalhistas não existe.

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  13. Carolina Beatriz - 27/09/15 - 23h31

    Adoreei sabeeer disso.Pois a cada dia as marcas tanto da alto costura qnto comum,fazem esse tipo poluição,aumentando consumismo e trabalho escravo.Sou fã da Stella McCartey pois ela se recusa a trabalhar com couro.

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  14. Flávia - 08/04/16 - 12h16

    Muito bom o post! Acho o debate sobre o tema muito importante, até já escrevi uma proposta de pesquisa de doutorado sobre o tema (que tive que engavetar). Também sou contra o boicote e acho super importante o marketing entrar não disfarçado mas sim escancarado para mostrar que é possível sim ser sustentável e obter lucro. Mais uma vez parabéns a H&M e a você por trazer esse tema para discussão.

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